24/04/2017

O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Inteligência Emocional é “a capacidade de reconhecer nossos sentimentos e aqueles dos outros, para nos motivar e administrar bem as nossas emoções in nós e nas nossas relações. A inteligência emocional descreve abilidades distintas, mas complementares, à inteligência acadêmica.” (Daniel Goleman, 1998)

De acordo com as pesquisas, uma pessoa com um QI alto terá 20% de chance de ser bem sucedida, enquanto que uma com um QE terá 80%.

As três componentes da Inteligência Emocional são: 1) Competência emocional; 2) Maturidade emocional; 3) Sensibilidade emocional.

Competência emocional significa:
1) Administrar as perturbações emocionais (raiva, tristeza, depressão, felicidade, tudo que nos tira do equilíbrio);
2) Saber manter a autoestima alta;
3) Administrar o próprio egoísmo;
4) Lidar com o complexo de inferioridade.

Todos os pontos acima requerem uma análise honesta e transparente de si mesmos, o que engendra tanto desconforto quanto humildade e termina em fortalecimento e alegria, porque tiramos um peso das costas. Fingir conosco mesmos é cansativo, mais do que fingir com os outros.

Maturidade emocional significa:
1) Ter consciência de si (ou seja, estar presentes a si mesmos, saber o que se está sentindo, enteder de onde vem, por que acontece, o que o outro desperta em nós. Observar-nos.);
2) Ajudar os outros a se desenvolverem (a pessoa que está em sintonia consigo irá naturalmente promover os outros);
3) Saber adiar a gratificação (este é um corolário do ponto acima acerca do egoísmo: saber postergar o próprio prazer, conseguir ter prioridades acimas da própria gratificação);
4) Ser adaptável e flexível (tudo isso leva a desenvolver uma grande flexibilidade e portanto uma grande capacidade de adaptação).

Sensibilidade emocional significa:
1) Perceber o limite da excitação emocional (ou seja, o momento em que as emoções surgem, que podem ser tanto positivas quanto negativas);
2) Ter empatia (só quem sentiu em si poderá sentir o que o outro sente);
3) Saber melhorar as relações interpessoais;
4) Saber comunicar as próprias emoções (esta é a abilidade mais estratégica para desenvolver relações positivas e muitas vezes solucionar situações muito difíceis).

A pessoa com um alto grau de Inteligência emocional:
- Não tem medo de expressar seus sentimentos e emoções;
- Não se deixa dominar por emoções negativas (as sente e as tem, mas não a dominam);
- Sabe equilibrar sentimentos e razão, lógica e realidade;
- É independente, autoconfiante e moralmente autônoma;
- Não é motivada por poder riqueza, status, fama e aprovação;
- Se interessa pelos sentimentos dos outros;
- Não se deixa imobilizar pelo medo ou pela preocupação;
- Sabe quando falar e quando calar;
- É emocionalmente resiliente.

A pessoa com baixa Inteligência Emocional:
- Não assume a responsabilidade pelos próprios sentimentos mas a joga para cima dos outros;
- É insensível aos sentimentos alheios;
- Não tem empatia ou compaixão;
- É insegura e na defensiva, e acha difícil assumir os próprios erros ou expressar remorsos ou se desculpar sinceramente;
- Não sabe escutar, interrompe, desqualifica. Não compreende as emoções que lhe estão sendo comunicadas. Foca nos “fatos” e não nos sentimentos.
- Não leva em consideração os sentimento dos outros antes de agir.

A pergunta que todos devem estar se fazendo nesta altura: a Inteligência Emocional pode ser aprendida, desenvolvida, melhorada? A resposta é um sonoro SIM!

Ser capazes de reconhecer, conhecer, administrar as próprias emoções e sentimentos é essencial para termos mais felicidade e uma vida relacional mais harmoniosa. Tenho percebido em minha prática clínica que quanto mais uma persona desenvolve sua inteligência emocional mais de bem com a vida ela fica e, sem ela fazer esforço, esse bem estar se transmite a todos à sua volta.

Referência: Attri, M. “EQ x IQ”

Adriana Tanese Nogueira

Terapeuta Transpessoal, Psicanalista, Life Coach, Educadora Perinatal, Orientação Pais, Terapeuta Floral, Consultora, Palestrante e Autora. Atendimento adulto, criança, casal e adolescente. Consultoria em empresas e serviços de saúde. Presencial, Skype, WhatsApp, telefone. Boca Raton, FL +15613055321.  www.adrianatanesenogueira.org.

16/04/2017

SIMBOLOGIA PSICOLÓGICA DA PÁSCOA

Páscoa é ressurreição. O corpo de Cristo ressurge do mundo dos mortos. Ele é real e palpável mas não é como antes. O que significa do ponto de vista psicológico, nosso, cotidiano, a simbologia da ressurreição de Cristo?

Um sonho ajuda a compreender: 

A sonhadora se vê caminhando junto a outras pessoas no leito seco de um rio. Eles estão subindo o leito, na direção da montanha, origem da nascente. Avançam cabisbaixos, cansados e desgastados. 

O rio simboliza a vida, a vida que corre, que é movimento fluído, que nunca está parada. O rio está seco, só sobrou seu leito. Significa que a vida ficou “seca”, sem água vem a seca, tudo fica estéril, não ha vida. essa metáfora representa aquela condição em que a vida se tornou pesada, é quando nos arrastamos adiante por hábito, por necessidade de sobrevivência, mas sem alegria. Perdemos o sentido da nossa vida, não sabemos mais para onde estamos indo e por quê estavamos fazendo o que fazemos. Uma vida da qual não se entende o sentido vira labuta e sofrimento. 

E quanto isso acontece, quando a realidade vira peso e repetição, tudo o que se almeja é... 

Chegando ao topo da montanha, o povo corre para o guichê com escrito: “Agência de tursmo”. Amontoados, todos querem sair de férias. Mas a moça do guichê diz: “Os bilhetes para as férias estão esgotados. Só temos bilhetes para a Páscoa." 

O inconsciente contém muita sabedoria e mais do que isso orientação, se somente lhe prestarmos atenção e aprendermos a dialogar com ele. Esse é um sonho de início de análise. A sonhadora já fez uma escolha importante: a de se conhecer e se cuidar. Por isso, pôde ter um sonho desses que questiona o comportamento anterior e lhe indica a razão de seu mal-estar.

O sonho fala que é tempo de ressurreição, ou seja de mudar o paradigma. Do ponto de vista psicológico, o corpo espiritual é o corpo que fala e é ouvido, significa darmos valor espiritual aos conteúdos interiores. Sintomas falam, desde a dor de cabeça à dúvida e medo. Lembranças, imagens, fantasias, sensações, pensamentos, sentimentos, intuições: tudo isso tem valor. Simbolicamente, o valor espiritual de uma coisa a torna mais universal do que as outras, ou seja tem um valor maior que transcende a questão individual. A ressurreição do corpo então significa abraçar com carinho todos seus conteúdos interiores (que não se identificam com os órgãos físicos mas com o que sente), mesmo que não estejam alinhados com suas crenças e desejos, sem condená-los e julgá-los mas querendo compreendê-los e estando dispostos a, assim fazendo, sermos transfigurados. 

Mentalidades vão e vem, a história mostra que mudamos. Nenhuma cultura fica a mesma, portanto, o que muda é como pensamos. É nossa cabeça que precisa se abrir para o novo. As ideias novas vêm de dentro da gente, são intuições e percepções que trabalhadas se tornam novos pensamentos e entendimentos da realidade. O mal-estar que sentimos diante de algo é um sintoma importante, uma mensagem a ser ouvida e decifrada. O ser interior clama por evoluição, é o rio que precisa correr, que nunca está parado. Quando paramos, quem para é a nossa cabeça, mas o ser dentro da gente continua querendo correr adiante, se expandir, crescer. 

Nos fecharmos a este processo produz sintomas físicos, emocionais e relacionais. É o leito seco do rio. É o corpo morto. E é o corpo que precisa ressurgir.


Adriana Tanese Nogueira
Terapeuta Transpessoal, Psicanalista, Life Coach, Educadora Perinatal, Orientação Pais, Terapeuta Floral, Consultora, Palestrante e Autora. Atendimento adulto, criança, casal e adolescente. Consultoria em empresas e serviços de saúde. Presencial, Skype, WhatsApp, telefone. Boca Raton, FL +15613055321.  www.adrianatanesenogueira.org.

10/04/2017

MÃE CONECTADA CONSIGO, BEBÊ FELIZ

Entre os diversos prejuízos da cultura patriarcal, há um que é  tão forte quanto sorrateiro, algo que sequer se entende ser patriarcal, e cujos efeitos nocivos são também difíceis de perceber. Isso porque fazem parte da cultura atual. Chama-se pensamento abstrato.

O pensamento abstrato é este que funciona desconectado da realidade. Todos conhecemos aqueles discursos sobre como deveria ser um casamento, ou um parto natural, ou uma amizade, ou uma vida e todos já tentamos fazer o “download” do tal pensamento abstrato na realidade, se, averiguar o que seria possível, do que a realidade precisa e até “o que ela quer”.

Na maternidade esse fator se manifesta já na gestação quando se presta mais atenção nas “coisas” do que naquilo que se sente, que é afinal a realidade verdadeira da gestante. Se como uma pessoa está, se o que ela sente não for real, então o que é? O quartinho de grife?

No parto, o pensamento abstrato se expressa nas fantasias sobre o parto perfeito e na ilusão de que basta informação (e a doula e a parteira das tantas) para acontecer. Nada mais longe da realidade. Ninguém faz o parto para você. Essas mulheres que buscam fora de si a garantia de que vão superar o teste são como o aluno que leva Einstein para a prova... vai resolver? Não vai. O teste é só seu.

Aí chega o filho. E com ele se espatifam no chão muitos discursos abstratos (e esperamos que todos) e as idealizações. Um neném é real, não é uma palavra, uma ideia, uma evidência científica, um discurso bonito. Ele é algo bem-bem concreto que funciona do jeito dele. Maternidade não vem com manual, e por isso se você quiser aprender como se faz vai precisar jogar fora todos os supostos-manuais que havia armazenado para lhe dirigirem e ajudarem.

Comece do zero. Comece com você. Aprenda a observar, com olhos límpidos, com verdadeira atenção. Curiosa. Relaxe. Confie em você. Vai dar certo. Abra os olhos bem abertos e observe. Aprenda a se conectar consigo e verá que será mais fácil se conectar a seu bebê. Aprenda a olhar para o que sente, a acolhê-lo, a elaborá-lo. Pés no chão, no seu chão, no seu corpo, na sua alma. No que acontece dentro de você. Desenvolva seu bom senso. Desenvolva sua intuição. Teste, observe, aprenda a pensar de verdade, sem jargões.

Não há receitas. Só precisa saber para onde quer ir, como chegar lá são outros quinhenhos – que você terá que descobrir ao longo do caminho. Caminho que, inclusive, muda. Pode mudar a cada dia. Por isso você precisa ser muito viva, estar alerta, olhos abertos na estrada. Não há GPS que possa guiá-la. Não há receitas. Há referências, exemplos, modelos. Mas não copie. A dupla você-bebê nunca existiu antes na face da Terra. É no trabalho diário de (auto)conhecimento que você poderá encontrar seu caminho.

Cuidado, portanto, com as modas, os “must” de uma filosofia ou da outra. Cuidado com suas próprias crenças – seu filho poderá derrubá-las. E entre uma ideia e a felicidade do bebê, joga-se fora a ideia., certo?

Maternidade é assim, é ter a flexibilidade de dançar conforme a música. E se não souber os passos, improvise – poderá até divertir-se. Seja livre. Seja responsavelmente atrevida. Atreva-se a libertar-se dos dogmas, do passado, das falas de internet, das fantasias cor-de-rosa.

Maternidade é enveredar junto a seu bebê por um caminho totalmente desconhecido mas cheio de conquistas e boas surpresas. Quando se torna muito difícil é porque você perdeu a conexão com você mesma. Se você está perdida, seu bebê ficará apavorado. Linke-se com você. Reencontre-se e seu bebê voltará a sorrir.


Adriana Tanese Nogueira
Terapeuta Transpessoal, Psicanalista, Life Coach, Educadora Perinatal, Orientação Pais, Terapeuta Floral, Consultora, Palestrante e Autora. Atendimento adulto, criança, casal e adolescente. Consultoria em empresas e serviços de saúde. Presencial, Skype, WhatsApp, telefone. Boca Raton, FL +15613055321.  www.adrianatanesenogueira.org.