30/07/10

Mentir em terapia


Adriana Tanese Nogueira

          Não são muitas, mas há pessoas que mentem em terapia. Mentem para quem? Para si mesmas, com certeza. Mas quem o terapeuta representa exatamente que é “preciso” mentir para ele?
          Na melhor das hipóteses, o terapeuta representa a consciência do paciente. Na pior, a mãe (ou o pai). Como a figura parental sempre foi uma referência de bom comportamento para a criança, revelar a verdade ao pai ou à mãe é como assumir e conscientizar-se do que se tem feito. Logo, a terapeuta é a vicária da mãe e o terapeuta do pai.

28/07/10

Sonhos rosados da infância


Adriana Tanese Nogueira

          Quando se é criança, vive-se mergulhados no ambiente familiar. Para os que tiveram sorte, este ambiente emana calor humano. Apesar dos momentos de tensões, das brigas e desentendimentos, a família preenche a necessidade básica de sentir-se parte de uma comunidade; é o pequeno grupo no qual se está “em casa”, no qual somos conhecidos e conhecemos.
          Cada família tem seu estilo característico que é como uma marca de sua existência, estilo este construído

23/07/10

Sempre amamos a pessoa certa


Adriana Tanese Nogueira

          Sempre amamos a pessoa certa, apesar dela poder não ser a pessoa certa para a nossa vida, ou para o resto de nossa vida, ou ainda para fazer aflorar o melhor da gente.
          Amamos sempre a pessoa certa, e ele ou ela é sempre o príncipe encantado ou a bela princesa, apesar de poder sê-lor somente por uma hora, um dia ou um ano. O resto do tempo junto é ganho pela renda gerada naquele momento nutriente do amor.

22/07/10

Intersubjetividade: a terra prometida


Adriana Tanese Nogueira

          “Amo você e não quero que nos separemos nunca”, disseram os amantes uma para o outro.
          Anos depois, uma argola de aço prende as ações dos dois, uma série de “não pode” faz parte do cotidiano de ambos. Eles ainda se amam, mas permaneceram juntos graças à muita concessão e meio termos. Passam mais anos e os dois ainda estão juntos, sua alma tão grisalha quanto seus

21/07/10

Guia prático para a mulher vítima


Adriana Tanese Nogueira

Geralmente, uma mulher é vítima do homem a quem ela chama de “companheiro” ou “marido”. Entretanto, pode sê-lo também de várias outras pessoas, desde empregadores a pais, amigas/os e vizinhos. A “vítima” é quem vive uma relação de poder na qual ela ocupa o lugar fraco. O desequilíbrio de forças pode ser tanto físico quanto emocional, tanto financeiro quanto sentimental. Habitualmente, esses aspectos andam juntos, apesar que há sempre um que se sobressai.

20/07/10

Oh, obstetras! A humanização do parto e a paciência que as mulheres precisam ter…


Adriana Tanese Nogueira

Achei engraçadíssima a mensagem que li hoje de uma obstetra humanizada. Engraçada e irritante. Tenho certeza de que como profissional ela é boa, porque já ouvi falar dela faz tempo, apesar de não conhecê-la pessoalmente. Entretanto, suas palavras traem um ranço médico aparentemente difícil de mudar.

17/07/10

O que é felicidade?


Adriana Tanese Nogueira

Já observaram o quanto encaixotados estamos em modelos pré-confeccionados? Há moldes para tudo. Escolha o seu, retire-o da prateleira do supermercado, vá ao caixa e pague. Agora, tem a felicidade (porque ela naturalmente se compra).

16/07/10

Libertar-se: uma nova responsabilidade para mães (e pais)


Adriana Tanese Nogueira

Confirmando, como dizem Jung e Montefoschi, que há uma evolução do Self ou do Ser que atravessa indistintamente fulano e sicrano, vindo lá das profundezas e nada tendo a ver com o ego, está surgindo um movimento interessante entre as mulheres, e acredito eu (espero eu) entre os homens também.

15/07/10

Sorte e atitudes


Adriana Tanese Nogueira

Há pessoas cujas vidas são marcada por situações de sorte, quando oportunidades permitem que aquele salto adiante que tanto se precisava aconteça. Ao contar suas experiências, essas pessoas podem parecer às outras, sortudas ou especiais: porque elas tiveram esta ou aquela chance, porque encontraram tal indivíduo,

14/07/10

Pais e mães péssimos


Adriana Tanese Nogueira

Convenhamos: há pais e mães ruins. Ninguém gostaria de tê-los, pouquíssimos adimitem tê-los, mas é a realidade. O fato de gerar uma criatura não torna automaticamente seus pais pessoas melhores do que eram antes. É preciso lembrar que pais e mães são pessoas, exatamente como seu vizinho, seu colega de trabalho e seu inimigo. Pessoas.

12/07/10

Como ajudar seu filho a lidar com o estresse


Adriana Tanese Nogueira


O estresse está à nosssa volta, afetando diariamente adultos e crianças. Ninguém vive num lugar seguro. A questão é até     que ponto se percebe o estresse. Tendo consciência podemos encontrar formas de reagir postivamente para reequilibrar-nos, do contrário somente o sofremos.

07/07/10

O que é interdependência

Adriana Tanese Nogueira

Dois pombos bicam o grão no chão quando um deles infla as penas do pescoço, vocalizza um hu-hu hu-hu hu-hu e anda em círculo em volta do segundo pombo que continua olhando para o chão aparentemente indiferente. Na verdade, seu comportamento é instintivo e finalizado, o segundo pombo vai andando com ar desinteressado e procurando comida,