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PSICOLOGIA DO ÓDIO: SAIBA COMO FUNCIONA

O que é o ódio? Do que é feito? Qual a diferença entre ódio e raiva? As respostas a estas e outras perguntas estão contidas no livro “Psychology of Hate” (2005) de Robert Sternberg, ex-presidente da Associação Americana de Psicologia (APA) e curador da revista Contemporary Psychology, que coordenou uma equipe de máximos expoentes no assunto.  O ódio não é simplesmente uma emoção, mas um mix psicológico composto de três elementos (inclusive os mesmos do amor), a saber: intimidade (negada), paixão, empenho. Dependendo de como estas características de ativam e se cruzam surgem os diversos tipos de ódio e modos de odiar. A.Negação da intimidade:faz com que a pessoa mantenha uma distância daquilo que considera negativo. Este é o “ódio frio” que sente nojo dos outros e os afasta por serem diferentes e até repulsivos.  B.Paixão:ódio como raiva e/ou medo. Este é o “ódio quente” que, cheio de raiva, agride, ou que, cheio de medo, foge dos outros.  C.Empenho: desvalorização através do desprezo. É o…
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O NOSSO MEDO MAIS PROFUNDO

Em meu consultório deparo-me com frequência em pessoas duvidando de si, se apequenando para não se sobressair, diminuindo sua verdade, abaixando sua voz e dando aos outros mais razão do que merecem. Muitas pessoas duvidam de si sem motivo real, são cautelosas e até medrosas em afirmar o que pensam ou sentem. Mesmo quando recebem confirmação de outrem, titubeiam. Ser mais parece muito incômodo. Melhor ser menos, ficar por baixo. Melhor sequer ter razão... Este comportamento não reflete simplesmente uma baixa autoestima, mas uma atitude generalizada, aprendida socialmente em todos os âmbitos, que ensina que o “ser mais” é visto de maus olhos. As pessoas chegam a ter vergonha de si. Têm vergonha de enxergar quando os outros são cegos. Escondem sua percepção para se nivelar aos demais porque caso contrário elas poderiam não serem bem-vindas. O “ser mais” incomoda.  Acabamos internalizando essa crença, que se adquire através de um indireto mas efetivo treinamento social e agimos conforme. Vi…

10 PASSOS PARA MELHORAR A AUTOESTIMA

Todos nós temos um espelho interno. Nos olhamos nele e percebemos alguém. Se gostarmos desse alguém, temos uma boa autoestima. Se não gostarmos muito desse alguém, ou até menos se o odiarmos, nossa autoestima está pedindo socorro. Esse “alguém” não é a pessoa que os outros enxergam, não é o que pode ser visto de fora. É alguém que só nós vemos. Secreto, íntimo, poderoso. Tem o poder de nos fazer sentir fortes ou fracos, audaciosos e positivos ou deprimidos e acanhados. A nossa autoestima está lá, na percepção que temos de nós mesmos. Esta percepção depende de muitos fatores. Certamente a forma como fomos tratados quando crianças é um deles, mas também como reagimos à família, onde nos ancoramos, quais recursos resgatamos em nós e quais apoios e estruturas encontramos fora de nós. Chegamos à idade adulta e descobrimos que nossa autoestima tem falhas aqui e acolá. Às vezes novas experiências nos fazem descobrir que o que achávamos que estava bem não era tão sólido assim. Nos deparamos com…

O BYPASS ESPIRITUAL

O bypass espiritual acontece quando a prática espiritual, no lugar de ajudar a integrar as limitações humanas, se torna um substituto para evitar enfrentar as questões psicológicas, relacionais ou concretas não resolvidas. Agostino Famlonga
A religião, diz Ken Wilber, pensador e criador da Psicologia Integral, é “espiritualidade codificada”. Temos tantas religiões quantas formas de codificar a espiritualidade, dependendo do tempo histórico, da cultura e da realidade social dos grupos humanos que produzem uma certa religião. Como sabemos, ter uma espiritualidade não quer dizer aderir a uma religião. Há muitos caminhos para viver e desenvolver a espiritualidade tanto dentro das religiões como fora delas. E hoje, mais do que no passado, é possível encontrarmos opções criativas e inovadoras para descobrir a dimensão da espiritualidade. Entretanto, é preciso discernimento para que ao abraçar a espiritualidade não fujamos de nossa humanidade. Esta prática, muito difundida, é chamada de “Bypass …

AS ALEGRIAS E TRISTEZAS DO CORPO

Você sabia que nem toda a alegria e a tristeza que você sente é psicológica? Têm aquelas que pertencem ao corpo como reflexo de como eleestá se sentido. Elas são o termômetro de seu bem-estar geral psico-físico.  Nesses nossos tempos modernos, nos esquecemos que continuamos a ser animais apesar de inteligentes. Somos um organismo vivo que desenvolveu um cérebro mas ainda assim partes do mundo natural. E este animal que é o nosso corpo precisa de sua justa dose de atenção. Nos tempos antigos, quando não se venerava um deus e acontecia uma tragédia natural ou humana, se dizia que o tal deus havia se vingado porque não havia sido cultuado o suficiente. Algo muito parecido acontece com o nosso corpo. Se ele não for tratado bem, ele se vinga. Identificados como estamos com o mental, tratamos o corpo como um hardware que consertamos de qualquer jeito para “não perder tempo”. Acontece que esse hardware é vivo e se comunica através de sintomas... e de emoções. Quando não devotamos a justa quantid…

A CURA DE DOIS MIL ANOS ATRÁS PARA A ANSIEDADE

Sêneca (4 a.C. ca. – 65 d.C.), um grande filósofo estoico da Roma Antiga, dois mil anos analisava essa nossa tendência humana a nos concentrar nos aspectos negativos das situações e a nos preocupar excessivamente com as coisas. “Os animais selvagens – escreveu ele – fogem aos perigos que encontram na realidade e, uma vez salvos, não se preocupam mais com eles. Nós, ao contrário, nos atormentamos tanto com o passado como com o que está por vir. A nossa ‘benção’ acaba se tornando um prejuízo, pois a memória nos devolve a agonia do medo, e a nossa capacidade de previsão a provoca prematuramente.” Com a presença maçante da internet em nossas vidas, estamos constantemente informados sobre tudo. E, infelizmente, as notícias ruins são as que mais chegam. Nosso pensamento é dicotômico, pois tudo se resume em “bom” ou “ruim” e assim catalogamos os eventos em duas grandes pilhas, sendo a segunda a mais alta e assustadora. O negativo, de fato, chega de todo lado e abarca sobre inúmeros assuntos qu…

FILHOS DE MÃES DEPRIMIDAS

O que acontece com o desenvolvimento infantil quando a criança vive com uma mãe deprimida? Uma mãe boa é aquela que responde adequadamente aos estímulos enviados pela criança, onde “adequadamente” quer dizer em sintonia com as necessidades da criança e de seu estágio de desenvolvimento psicofísico. Mas uma mãe vive num contexto familiar e social. Não sendo uma entidade abstrata, um arquétipo a serviço da criança, é essencial incluir o ambiente no qual ela vive e as relações nas quais mãe e criança estão inseridas. Um ambiente familiar bom reconhece as necessidades da criança e as respeita, adequando-se a elas e favorecendo o seu crescimento equilibrado. Um crescimento equilibrado significa que a criança tem a possibilidade de mergulhar em seu mundo simbólico e lúdico para explorar suas próprias potencialidades, seu ser interior. Somente desta forma ela pode se desenvolver uma personalidade autônoma, em dialogo criativo consigo e, portanto, com o mundo. Quando a mãe e/ou os cuidadores da c…