24/08/15

PESSOAS DE SORTE

Adriana Tanese Nogueira

Por que algumas pessoas parecem ter sorte e outras não? Por que há pessoas que encontram oportunidades que outras não têm? E, em contra partida, há o grupo extenso dos que olham invejando, lamentando sua falta de sorte e se entristecendo ainda mais...

Na verdade, ter sorte não é uma questão de sorte. É uma questão de fazer acontecer. Como? “Se ajuda que Deus ajuda.” Não se diz assim? Observem a cronologia da frase: você primeiro se ajuda e aí, então, Deus ajuda.

Ah, mais eu faço tudo o que tenho que fazer, eu trabalho feito um cão, eu persevero, eu tenho paciência, eu sou bonzinho, eu tentei tantas vezes....

O que parece porém nem sempre é. Como escrevi em outros artigos, às vezes, se fz um monte de coisas mas não justamente aquela única coisa que precisamos fazer e isso porque temos medo das consequências. Fazer mil e uma coisa mas evitar aquela que é realmente importante para... Para que? Para seu desenvolvimento e crescimento como pessoa. Sim, porque esta é uma necessidade da sua alma, se você não atendê-la o universo não irá cooperar com você.

Ter paciência...? Será que é sempre bom? Às vezes a tolerância é o pior dos pecados. Têm coisas com as quais não se deve ter paciência ou ser bons. Manter esse comportamento poderia ser uma super sabotagem contra sua alma.

Ah... e como saber o que a minha alma quer? Basta ser um mínimo sinceros consigo próprios. Todos sabemos lá no fundo o que precisamos e o que nos machuca. A sorte só vem quando fazendo limpeza na nossa existência e aguentamos heroicamente as consequências e assim uma brecha se abre para o universo intervir.

Ninguém pode suprir as necessidades de sua alma, somente você. Ninguém pode começar a transformação da sua vida, somente você. Deus não faz por você. O primeiro passo é seu. O risco é seu, cabe a você assumi-lo. Chama-se “salto de fé”. A atitude é sua, a possibilidade de ganhar ou perder, é de ninguém mais: só sua. A sorte intervém (e sempre segundo seu cronograma) após você jogar suas cartas.

Os grandes golpes de sorte nasce de dentro da gente, quanto tomamos a coragem para encarar algo que precisava ser encarado, que estava esperando por nós. O trabalho interior não poupam da responsabilidade e do possível sofrimento mas dão as condições para levar adiante uam vida verdadeiral.

É preciso conseguir tomar atitudes, selecionar prioridades, fazer escolhas e cortar o que precisa ser eliminado: somente assim, podando a vida, permitimos que ela (re)floresça. Modificar a realidade significa alterar o que é conhecido e o conhecido é confortável, certo? Pode ser um vício, uma crença, uma relação, um trabalho. O conhecido, mesmo quando infernal, conforta.

Como dizem os mitos, o herói começa sua jornada sem garantias. Ele é exilado e/ou se exila, passa por muitas atribulações, luta contra seu chamado até que finalmente se dobra à voz da alma. Ao assumir sua jornada solitária e difícil ele encontra ajudantes: a sorte intervém.

Ao grupo extenso dos lamentosos dizemos: levante-se e caminhe! Está na hora de deixar de lado devaneios, enrolações, preguiça, medo e insegurança. A estrela da sorte brilha para os bravos.

A sorte não é um acaso mas uma labuta; o sorriso da fortuna é caro e precisa ser ganhado. Emily Dickinson

17/08/15

DEPRESSÃO, COVARDIA, PREGUIÇA

Depressão: o que é? Nossa energia vital se recolhe, se retira do investimento no mundo que não mais atrai, e fica como que “quieta”, num canto. Viramos o rosto para não olhar para a realidade externa, queremos nos afastar dela. Dizemos “não” à vida como a conhecemos ou como achamos que tem que ser. E com que ficamos? Aparentemente, com nada.
Há dois tipos  gerais de depressão: uma natural do processo evolutivo de cada um e outra consequência de uma escolha.

Segundo C. G. Jung, os movimentos energéticos para fora (investimento na realidade externa) ou para dentro (invetimento na realidade interna) fazem parte natural do processo de desenvolvimento da personalidade: ora canalizamos no mundo (trabalho, estudo, carreira, família, projetos...), ora recuamos dele porque precisamos repensar, reavaliar, rever, e quem sabe tomar novos rumos e novas atitudes. (E quando este processo natural não é compreendido e administrado da forma correta pode engendrar um quadro grave de depressão que poderia ter sido evitado se o fenômeno tivesse sido adequadamente abordado.)

A depressão que se instala por uma escolha é de outro tipo. Ela é consequência do fato de não querer dar o passo que já se percebeu ser necessário na situação na qual nos encontramos.

Somos menos e mais bobos do que pensamos. Por um lado nós sacamos muito mais do que estamos dispostos a reconhecer; por outro, insistimos no que não tem conserto ou não vale a pena. E fazemos isso por dois motivos: covardia e preguiça. Por trás das razões românticas e sentimentais, dos apegos que também existem, há a prosáica e banal realidade de que temos medo e não queremos nos dar ao trabalho de enfrentar o que virá pela frente.

Assim, no lugar de agarrar nossa intuição e seguir o caminho, desviamos nosso olhar não da realidade externa mas daquela verdade interior que já percebemos. Damos as costas à porta de saída e nos lamuriamos que não há saídas. Há sempre uma solução: a questão é saber se queremos assumir o esforço, o trabalho, a dor, a determinação, a vontade de viver e de vencer que abrir a porta requer. O rio só não chega ao mar porque não quer.

Se o caminho intuido não estiver claro também não é um problema. Aliás, é comum e normal. Intuição não é ainda realização. Uma coisa é sacar uma saída outra é torná-la realidade, para isso existem profissionais que ajudam na “tradução” e dão uma guia até o “outro lado”. E mais uma vez percebemos que há saídas. Depende de você querer se dar ao trabalho de assumir sua vida em suas mãos e encarar o que é que tiver que ser encarado. É assim, ou nada. Não há meio termos.

Infelizmente, muitos desenvolvem um tipo de hipocrisia consigo próprios e se enrolam tão bem enrolados em suas mentiras que não conseguem mais discernir o joio do trigo. Nesse marasmo, as intuições boas facilmente se perdem. Se a pessoa se aperceber isso, recorra a um profissional para ajudar a encontrar o fio da meada, se não se aperceber disso a realidade irá com o tempo lhe dar oportunidade para despertar de seu transe.

Concluindo, a depressão por covardia e preguiça se instala toda vez que evitamos dar aquele passo, de tomar aquela atitude e decisão que já percebemos temos que tomar mas não sentimos coragem para assumir. Ter medo é normal, duvidar das próprias capacidades e portanto “ter preguiça” só de pensar em começar a obra também é normal. Agora, faz parte da normalidade termos livre arbítrio, ou seja o direito de escolha. Qual é a sua?

Adriana Tanese Nogueira
Psicanalista, terapeuta transpessoal, life coach, educadora, autora. Boca Raton, FL-USA 1-561-3055321

13/08/15

CRIANÇAS: CONTRA A PSICOLOGIA DO ADESTRAMENTO

Compreender as crianças ou encontrar formas carimbadas pela psicologia oficial de adestrá-las para o que queremos?
Quem disse que o que queremos é certo?
Quem disse que o que a criança está fazendo é "manha"?
Quem disse que o problema da criança é só dela?
E se ela não estivessem expressando que a pontinha de um iceberg muito maior do que ela?

Adriana Tanese Nogueira