26/03/11

O que fazer com um pai alcóolatra

Adriana Tanese Nogueira

Um leitor, após ler meu texto "Obsessores: quem como e por quê" me escreveu pedindo aconselhamento a respeito de seu pai. Infelizmente, o email acabou sendo deletado pelo sistema e respondarei a S.L. por aqui.

Em primeiro lugar, alcoolismo é alcoolismo mesmo quando a crise, resultado da bebida, acontece uma vez por ano. Que a pessoa beba todos os dias ou de vez em quando (como muitos gostam de chamar com um eufemismo, "socialmente") não importa. Deve-se atentar para o desfecho. O não-alcoólatra quando bebe muito passa mal, o alcoólatra tem uma crise violenta, exagerada, "possessa". 
Alcoólatras agridem verbalmente as pessoas que mais amam, quanto mais próxima for a pessoa mais esta sofrerá. A agressão pode ser física ou verbal, mas é sempre de nível extremamente baixo. Parece que o objetivo do alcoólatra é acabar com o outro, frantumar sua auto-estima, afogá-lo na culpa, rasgar-lhe qualquer dignidade. Após ter vomitado violentemente toda sua adrenalina acumulada em seu sangue, o sujeito se joga na cama, ou na rua, e dorme. Profundamente. Ao acordar ele é "mais ou menos" outro, mas sua família não.

Quem convive com alcoólatras está submetido a este tratamento constantemente. Mesmo quando períodico, esta atmosfera envolve os familiares como uma capa transparente, pesada, sufocante e mortífera. Ninguém percebe isso, pois estão todos "acostumados" ao inferno no qual vivem. Se percebem não se dão conta do tamanho do mal.

Alcoolismo é doença física (dependência física), emocional (comportamentos distorcidos) e espiritual. As últimas duas doenças são compartilhadas pelo familiares do alcólatra. Por isso, qualquer terapia, para superar a dependência, deveria ser do grupo familiar. O alcoolismo só se sustenta graças à cumplicidade dos que convivem com o alcólatra.

O que portanto um filho pode fazer para ajudar o pai a superar sua dependência? O filho deve tratar-se e aprender a lidar de forma saudável com seu pai.

Os traços mais marcantes que constituem as correntes (cada anel pesa uma tonelada) que amarram alcoólatras e familiares são:

1) baixa auto-estima
2) dó, piedade
3) culpa

Esta santíssima trindade sustenta com sucesso ao alcoolismo até seu triste fim.

O ódio que o alcoólatra exibe durante suas crises é o ódio que ele sente de si mesmo, unido à culpa pelo que percebe estar fazendo às pessoas que mais ama, seguido pelo sentimento de auto-piedade que anda aliado à baixa auto-estima.

Como funciona? Por sentir-se um zé ninguém (baixa auto-estima) o alcoólatra tem dó de si mesmo (no fundo são todos filhinhos de mamãe que quando erram choramingam no lugar de reconhecer seu erro, levantar-se, pedir desculpa e seguir em frente), vê o dano que comete e se sente culpado, não suporta o sentimento de culpa (que vai aumentando com o tempo) assim o despeja todo sobre os outros.

Como se deve agir com uma pessoa assim? É tão simples quanto difícil:

1) Não ter dó dela. Não cair na mesma armadilha na qual ela já se encontra. Se o alcólatra for um coitadinho, então não haverá salvação para ele;
2) Sacudir os sentimentos de culpa. Esta é uma das partes mais difíceis porque geralmente os filhos cresceram nesse sopão (por isso precisam de ajuda especializada, até porque irão, querendo ou não, repetir o mesmo padrão com seus próprios filhos) e estão enredados nessa culpa que bloqueia seus verdadeiros movimentos, pensamentos e sentimentos;
3) Responsabilizar o alcólatra por todo o dano que provocam e fazer-lhe pagar as consequências. Interromper o vício da impunidade. Impunidade cria menino mimados violentos, desrespeituosos e insuportáveis.

O problema número um com o alcoólatra (e todos os viciados em algo) é a negação. Eles negam sua dependência, negam seus erros, negam ter qualquer problema. Os problemas são todos (ou sobretudo) dos outros. No alcoolismo, o ego está inflacionado a tal ponto que se torna um ditador esclerosado que repete obtusamente o mesmo refrão.

Se o alcólatra não admite sua dependência, seus familiares também têm problemas em reconhecer-se pelo que são: co-dependentes. Não há nenhuma vergonha nisso, é bem provável que pelo menos 20% da população brasileira seja alcoólatra, e se acrescentarmos uns 3 familiares para cada um deles, alcançamos uma porcentagem bem alta. O alcoolismo é um mal social que diz respeito a todo mundo. Morre-se mais de acidentes de carro (direção drogada) do que de qualquer outra doença.

Mas os familiares do alcoólatra estão acostumados ao vício, e afinal, vamos ser sinceros, é interessante ter alguém sobre o qual descarregar as culpas e os fracassos familiares. Portanto, convém ter um alcoólatra em família que faz seus escândalos de vez em quando e atrai toda a atenção para si. O próprio alcoólatra não percebe que ele além de sofrer uma dependência que lhe arruina a vida, faz o papel do pateta. E assim, uma mão lava a outra, todos no final encontram um "equilibrio" e a vida continua... Ninguém precisa se questionar.

O Al-Anon é o primeiro lugar para o qual os familiares dos dependentes de álcool deveriam ir. É um lugar de acolhimento, troca e entendimento da realidade. Mas eu não pararia aqui. Uma boa terapia deveria acompanhar o tempo de reabilitação do familiar que resolver sair do ciclo do alcoolismo. E nesse caso, uma boa terapia deveria ser junguiana, pois há no alcoolismo elementos espirituais que freudianos e lacanianos não incluem em suas teorias.

E o que fazer com o pai alcoólatra (ou a mãe, o marido, o irmão)? Na medida em que nos tornamos mais saudáveis, naturalmente iremos ter reações diferentes na relação com eles. Essas novas atitudes estimularão no dependente uma nova visão de sua realidade e quem sabe até uma virada rumo à sua redenção. Entretanto, é importante lembrar que somente o dependente pode resolver sua vida. O respeito ao livre arbítrio do outro é regra de ouro nesses casos. Custe o que custar. Afinal, não se trata de romper com dependências? Aquela de querer salvar o pai, a mãe e o marido continua sendo sinal de doença.

[Leia também: O que fazer com um marido alcoólatra?]

137 comentários:

  1. Muito Bom!
    Interessante que "os vícios" e viciados se manifestam em seu ambiente familiar do mesmo modos operante.

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  2. Exatamente :-( Por isso eles funcinam bem juntos... O alcoolismo é um problema muito difícil de resolver.

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  3. Lamentavelmente, vivemos esta situação com um parente próximo, tio de minha mãe. A irmã dela, minha tia, que sempre o repudiou, agora o defende como um santo porque a filha dele brigou com ele por conta da situação terrível em que ele se encontra. Passou a ser a salvadora dele, a falar dele como nunca falou na vida. Causou estranheza em todo mundo. Como ela é a pessoa de melhor situação financeira da família, que inclusive o ajuda neste aspecto, vejo bem agora o porquê do comportamento dela: co-dependência. Ainda mais porque ela não é bem resolvida com o fato de ser solteira (ela escolheu assim). Obrigada pelo texto esclarecedor.

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  4. De nada, Juliana! Co-dependência é um assunto complexo... Talvez sua tia tenha pena do irmão como ela tem dó de si mesma por estar só... Como ele está sendo criticado e portanto "rejeitado", ela projeta nele seu próprio sentimento de se sentir "rejeitada".
    Abraços!

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  5. Obrigada por esta visão, Adriana, acho que isso corresponde bem.

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  6. Olá! Fiquei muito emocionada lendo esse texto, pois meu pai é alcoolatra. Minha mãe se separou dele quando eu tinha 5 anos, mas até os 8 anos mais ou menos ele invidia nossa casa violentamente, tenho muitas lembraças tristes, só não tenho mais pq minha familia sempre me poupou de muita coisa, hoje tenho 18 e cada vez mais sinto que estou mais distante dele, não sei se foi uma forma de auto-proteção, mas tenho um sentimento de culpa muito forte e por mais que eu mostre indiferença sobre esse assunto para outras pessoas, eu choro toda vez que recebo a noticia que ele está internado ou que encontraram ele embriagado pelas ruas, ou quando ele não aparece quando marcamos que é um sinal que está bebendo... Algumas pessoas acham que eu já devia estar acostumada com essa situação, mas é algo que não dá para controlar! Mesmo não sendo tão presente na minha vida eu o amo e rezo para que um dia ele saia dessa, mas não posso negar que não faço nada para mudar esse quadro, sempre fiquei calada... =( Obrigada por escrever tão claramente o que acontece com as famílias de dependentes do alcool!

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  7. TAciii, procure o Al-Anon e/ou faça terapia. É importantíssimo tratar desse sentimento de culpa. "Culpa" é um dos maiores vínculos do alcóolico ao álcool e do familiar ao alcóolico. Cuide de si mesma.

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  8. Meu pai sempre foi alcóolatra, o problema é que ele fica agressivo quando bebe, quando éramos crianças, quebrava a casa, batia em minha mãe, hoje converso com ele dentro do possível, não tenho mágoa, mas sou sempre a primeira a repreendê-lo qdo ele está sóbrio. Enfim, sofremos muito com isso e é inevitável como filha sempre senti culpa e passei muito sofrimento. HOje que casei distanciei um pouco desse sofrimento tóxico por vê-lo beber compulsivamente, naõ dá pra entender uma pessoa assim, ele sempre foi o inconsequente da família, eu e meus irmãos dávamos banho de maturidade nele. Sinto vergonha pelas coisas que ele fez e sinto culpa por não amá-lo como amo minha mãe.

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  9. Seu sentimentos são normais, mas é importante sair psicologicamente deles para criar uma vida nova.

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  10. Boa tarde Adriana,
    Estou procurando ajuda para poder saber lidar com a doença do meu pai e encontrei sua página que esclareceu muito minhas dúvidas.
    Bem no meu caso foi um pouco diferente, meu pai sempre foi meu maior exemplo e eu o via como um herói, nunca deixou faltar nada em casa,era membro da igreja que frequentava com minha mãe, sempre fazia questão de me incentivar e me acompanhar nos estudos, sempre ia me assistir em apresentações e comparecia sempre em minhas reuniões, adorava me ver jogando e como eu viajava muito pelo esporte ele se enxia de orgulho quando chegava em casa com minhas medalhas.Acho minha vontade de ser alguém na vida vem dessa ideia de fazer com que ele se sinta orgulhoso de ver que eu venci.
    É muito difícil falar dele, pois sempre tive muito medo de magoá-lo.
    Há aprox.7 anos ele se separou da minha mãe por motivos de desgaste no casamento, minha mãe que sempre foi evangélica não permitia nenhum tipo de vício em casa,ele até que fumava escondido mas era apenas só. Depois da separação ele começou a sair de casa conhecer outras pessoas e adquiriu o habito de beber começou devagar e hoje ele não consegue mais ficar um dia sequer sem beber, meu pai é muito orgulhoso e nega até o fim que é dependente, a irmã dele me disse que ele está cirrose devido ao exagero das bebidas,mas ele nunca vai me dizer se isso é verdade ou não, acho que ele tem vergonha de que eu o veja nessa situação, o pior é que ele sempre muito correto e durão está ficando cada vez mais dramático e deprimido. Desculpe meu desabafo mas é que tenho medo de perdê-lo e não sei por onde começar.. Obrigada pela atenção

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  11. Danila, parabéns pela coragem de falar desse assunto. Duas coisas são importantes, essenciais diria:
    1) vc fazer uma terapia para compreender a vc mesma e à situação e aprender a lidar com ela;
    2) vc frequentar as reuniões do Al-Anon (http://www.al-anon.org.br/) mais próximas de vc.
    Se vc não puder pagar por uma terapia (mas tem que ser com alguém que entenda de alcoolismo, eu atendo online se quiser, mas há outras pessoas) vá às reuniões do Al-Anon. Se puder pagar pela terapia, faça esta e vá às reuniões do Al-Anon.

    Um abraço

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  12. eu tbm sofro ate hj desde pequena meu pai chegava bebado batia na mina mae em mim,nao tenho nenhuma lembrança boa do meu pai nunca recebi um abraço de carinhoo so agressao fisica,me chigava muito quando completei 18 anos fui esppulsa de cas aporque reclamava daquela situaçao que viaa.ele paro um pouco mas continuouu nos nunca recebemos afeto carinho de pai e sim pancadas,brigas,chigament.sofria muito e ainda sofro nao consigo amalo pois nunca recebi amor.amo muito minha mae,mas amor de pai nunca tive e muito triste me emociono muito quando vejo os pais abraçar os filhos dizer que ama eu nunca rcebi um abraço um eu teamo do meu pai isso me doi muito.hj casei ttno 25 anos mas a angustia,a dor continuo ele continua o mesmo bbado de sempre ja pedi muito a DEUS pra ele para de beber mas nao tem jeito,e quando ele bebe e agressivo.tenho medo pois eu estou long meu irmao tbm que defendiaa muito elaa apanhavamos ms defendia minha mae.e tristeee demais sou muito decepcionada com meu paaii

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  13. Respostas
    1. mas como minha flor se cada me decepciono mas cada dia ele nos faz mas sofrer

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  14. Como?
    Corra atrás de uma solução em vez de ficar nesse círculo vicioso!
    1) TERAPIA (para vc)
    2) Vá aos AA, Al-Anon, etc.
    3) Leia livros sobre o assunto

    Uma coisa é certa: a solução não vai cair do céu.

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  15. um filho pode pega esse tipo de vicio ?

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  16. Eu não aquento mais meu pai :'(
    eu não sei o que fazer... Tenho raiva e dó ao mesmo tempo, desde quando eu me entendo por gente foi sempre assim, só que pra mim já deu, e eu não sei o que fazer... sei que vcs não podem me ajudar e só um desabafo mesmo. :((

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  17. Olá! Meu pai bebe desde que me entendo por gente,passamos por muitas dificuldades tanto financeiras, pois ele nunca teve responsabilidade com o trabalho, como de relacionamento, que em todas as famílias com este problema acontece.
    Agora desde 2008 ele faz crise de abstinência alcoolica mesmo sem parar de beber, é tão triste como revoltante pois vc sempre alertou para este fim e ele veio mesmo assim e a esta altura do campeonato a família já foi perdida, e triste pois vc vê seu pai se definhando dia após dia. Não sei mais o que fazer,a minha mãe vai se acabando a cada dia e isso tá me consumindo. É muito complicado, sou muito triste com esta situação.

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  18. Procure ajuda terapêutica com alguém que entenda de alcoolismo. Não se deixe levar pela inércia da situação.

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  19. O apoio da família é fundamental. A união realmente faz a força mas normalmente existem sequelas de filhos com pais alcoólicos. Normalmente são famílias disfuncionais que adoecem junto com o dependente. No meu caso há uma negação por parte de integrantes da minha família e hoje estou conseguindo superar isso com a ajuda dos grupos e de terapia que faço há 2 anos. É muito doloroso mas tem que ser encarado como uma doença que vai se agravando e desenvolve ou potencializa aspectos psíquicos do pessoa que é dependente química. Cresço muito com tudo isso. Fala se muito de tratamentos com internação e ainda sabemos pouco dos resultados e quando é necessário a internação.
    Gradeço a solidariedade desse blog.. é saber que não estou só.

    Paz e Luz..namastê!!!
    Marciah

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  20. Parabéns, Marciah por expor-se e falar isso. Precisa romper o ciclo vicioso de medo, vergonha e silêncio. O alcoolismo é uma das piores tragédias sociais.

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  21. ola adriana, o meu caso e diferente quem tem problemas com o alcool e a minha sogra.quando comecei a frequentar a casa dela ela bebia mas so aos finais de semana, trabalhava e tudo mais.so que foi piorando,ela bebia cada vez mais,mas eu nao sabia muito bem da situaçao.entao a nove meses me casei e fui morar no mesmo quintal,foi ai q comecei a ver a realidade que o meu esposo passa com ela .sinto que devo ajuda la pois os filhos eo marido dela ja desistiram dela sao muitas brigas .meu esposo ate tenta mas ja nao tem passiencia,eu ja convercei com ela ela disse que ia tentar parar porem depois disso parece que ela esta bebendo mais ainda. eu nao entendo por que tem dias que ela nao bebe mais e so quando ela quer so que ela fica se tremendo toda .me desculpe pelo desabafo espero que possa me ajudar.(ha!nos ja chamamos uma vez ela para ir ao AA ,ela disse que ia mas na hora ela bebeu e desistiu).

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  22. Olá Adriana,

    Meu pai é alcoólatra há 14 anos. Sempre conversei com ele, já brigamos (de quase agressão físcia). Ele sempre promete que vai parar, mas ele sempre tem recaída. Eu não suporto mais, dessa última vez ele disse que sou a pior desgraça que ele fez na vida dele. Sei que ele estava alcoolizado, mas estou tão confusa que não sei mais se de fato, não é isso mesmo que ele pensa quando está sóbrio. Eu pensei em internação compulsória ou involuntária, mas cansei dele. Hoje há um vazio no meu peito, nem magoa, nem rancor, muito menos amor. Quero apenas que ele suma da minha vida e da minha mãe. Ela vai pedir a dissolução da união estável, e eu vou morar com ela aonde for. Mas as pessoas dizem que eu preciso ajudar meu pai. Mas eu não quero mais, até comida na boca dele minha mãe já deu, já carreguei ele da rua. Eu não quero mais saber dele, você acha que estou errada em não querer mais ajuda-lo? Obrigada

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    1. Me vejo exatamente assim, louca pra largar tudo e ir embora tenho 27 anos sou casada e sustento meu pai água, luz, comida tudo sou eu sozinha, minha mãe não vive com ele já tem 12 anos, tenho um irmão e ele viaja muito então não da atenção pra mim, mais não culpo ele pois se eu consegui-se faria o mesmo, mais o fardo é pesado e queria poder desistir, sem pensar se ele vai ter o que comer ou não,mais quando a raiva passa sinto muita pena, e tenho medo de me sentir culpada pro resto da vida se acontecer alguma coisa, ele me machuca com palavras, fala que vai se matar, fala do meu marido, da minha mãe, me machuca muito mesmo, e agora a pouco ainda disse que vai botar fogo em tudo se eu for embora, acho sinceramente que você está certa, queria eu conseguir fazer o mesmo...estou esgotada mentalmente, apenas respirando, anestesiada, não sei se ainda existe amor...ou se é só pena.

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  23. Acho que está certa, Ruth. Vc precisa primeiro cuidar de si antes de querer cuidar de alguém em condições tão ruins como o teu pai. Cuide de si, faça uma terapia. Vc precisa. Boa sorte!

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  24. Oi, Adriana. Li todos os depoimentos aqui é confesso que me surpreendi de ver tantas pessoas com o mesmo problema. É engraçado como achamos que ninguém pode entender o que é a miséria e a dor de ter alguém assim em casa. Quando éramos crianças meu pai bebia e batia na minha mãe. Em nós não, somente nela. Um dia ele parou de beber, mas continuou a ser a mesma pessoa desagradável de sempre. A violência física cessou, mas não a verbal. E infelizmente, por influência de um vizinho, ele voltou a beber. No começo eram algumas cervejas, agora bebe o dia todo, e passou a beber vodka. Bebe até não conseguir mais se erguer. E a embriaguez vem com agressão verbal, com depressão, com desejo de morte. Ele está um farrapo humano.
    A pessoa que mais sofre é a minha mãe, que é refém dele. Minha mãe nunca teve coragem de se separar, por medo do futuro, sem poder contar com o dinheiro dele. E o mais impressionante é que eu vejo a força que existe nela. Eu vejo que no fundo ela não consegue odiá-lo. Ela ainda tem esperança de que de alguma forma ele deixe de ser a pessoa horrível que é. E o que mantém isso nela é a fé.
    Sei que meu pai teve uma infância difícil e que meu avô era tão horrível quanto ele é hoje, e também bebia. Por conta disso ele sempre foi muito distante de nós em termos de carinho, mas nunca nos deixou faltar nada. Os dois trabalharam a vida inteira e construíram um patrimônio para nós. E eu reconheço isso e me orgulho muito pela pessoa honesta que ele é. Consigo perceber o quanto ele gosta de mim, mas jamais demonstra. É algo muito complicado de se ver, pois ao mesmo tempo que ele xinga e fala mal, ele sente orgulho de mim. E eu imagino o quanto isso deve doer nele, essa dificuldade de não demonstrar amor, de só se agarrar ao ódio. Mas eu sei que lá dentro ele faria tudo por nós.
    Quanto a mim, sofri muito quando era criança, pela total impotência frente à violência doméstica. Hoje tenho problemas de ansiedade e distúrbios do sono e faço tratamento com remédios (rivotril e trazodone). Sofri e ainda sofro pela minha mãe. Quanto a ele, honestamente, desejo que encontre a paz morrendo, pois somente assim ele vai descansar e também nos deixar em paz.

    Fiz terapia três vezes e demorei a perceber que:
    - eu não tenho culpa;
    - a escolha de ficar com ele foi da minha mãe;
    - eu tenho que exercer meu papel de filha, não de esposa, nem de mãe.
    - eu não posso deixar a minha mãe estragar o meu dia contando tudo o que ele disse;
    - minha ajuda tem limites. Hoje, adulta, posso pagar por um advogado, posso levá-la numa delegacia e prestar queixa se for o caso. Mas a decisão é dela, porque sempre ouvi assim: "vamos esperar".

    E o mais importante é que aprendi o meu limite: eu não vou tentar me aproximar mais. Ele simplesmente se recusa, ele xinga, ele ameça. Então o único auxílio que posso oferecer é ajuda médica. Ofereci e ele se recusou.
    Não tenho peso na consciência, mas fico triste. Infelizmente eu não posso fazer nada. Ele não quer tratamento. Ele deseja morrer. Ele está no fundo do poço, mas não pede e recusa nossa ajuda.

    E eu também desejo que ele morra e que morra logo. E que finalmente descanse a sua cabeça perturbada. E é sem nenhuma culpa que digo isso, porque não há mais cura possível e porque nós já aguentamos demais. Tenho a impressão que quando isso acontecer eu finalmente vou dormir em paz, pois minha mãe vai ser livre e isso acarreta na minha liberdade também. Um peso vai sair das minhas costas.

    Não sei dizer se amo meu pai. Sei que odiá-lo eu não consigo. É uma mistura de emoções que variam de pena, raiva, angústia, indiferença, desejo de morte, compaixão e por aí vai.

    É complicado, e muito, muito triste.

    Vou tentar procurar uma unidade do Alanon, como você sugeriu.
    Abraços.
    S.

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    1. oi eu tmb passo por isso, eu nao aguento mais meu pai ele bebe sem parar dia apos dia, saio de casa e eles estao brigando chego em casa eles estao brigando e ele bebado nao suporto mais nem escutar a voz dele sabe, ja tentei ajuda-lo mais nao adiantta a cachaça o consumio estou cansada eles brigam demais nao me deixam dormir, aos finais de semana vou na casa do meu namorado e saio daquele inferno mais na segunda volta tudo de novo, nao aguento mais essa vida!

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  25. Minha mãe sempre foi alcoolatra, nossa uma desgraça mesmo. Sempre colocava a culpa em mim por ser frustrada e como ela sempre foi muito geniosa quando estava bêbada isso piorava. Graças a ela tive uma infância péssima e uma adolescencia pior ainda. As festas sempre acabavam em confusão pq ela tinha q dar o show dela. E o pior de tudo é ela pensar que sempre foi uma boa mãe. Óh Deus eu mereço!!!!!!!!!!!!!

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    1. Imagino como se sente. Faça terapia, vc merece ficar melhor, limpar esse passado o melhor possível e ter um futuro melhor!

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  26. Ola Adriana!
    Obrigada pelo seu texto, foi muito esclarecedor...
    Vc possui mais textos sobre o tema Pais Alcoolatras, filhos Adultos de Pais Alcoolatras?
    Obrigada
    Patricia

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    1. Oi Patricia, não tenho outros textos além dos que vc encontra na seção "Alcoolismo".
      Abraço

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  27. Adriana, você disse que atende on-line, poderia me passar seu e-mail, por favor?

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  28. Meu pai bebe pois diz que está estressado com o trabalho. Quando chega em casa diz para mim e para minha mãe que não apoiamos e que não damos valor ás coisas que ele faz!Ele nunca chegou a levantar a mão nem pra mim e nem pra minha mãe, porém nos ofende verbalmente e isso é horrível. Nós já fizemos de tudo, porém ele não assume que tem o vício e quando falamos do Al-Anon ele diz que não precisa disso! Eu não aguento mais ficar sofrendo com o que ele fala!

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    1. Quem não está estressado com o trabalho? E vc, que é agredida verbalmente pelo seu pai desde que era pequena, não está estressada? Vc bebe por isso? Não, imagino eu, certo? Estresse não é desculpa. Alcoolizados tem muita e uma razão para beber, assim como todos nós que não bebemos temos, e entretanto não usamos drogas para resolver nossos problemas. Vc está aqui buscando ajuda. Seu pai busca ajuda? Não, porque tem vcs para aturá-lo, vcs onde descarregar seus problemas. Moça, o Al-Anon é para vc e sua mãe, Al-Anon é o grupo de apoio dos familiares dos alcoólicos. Quem é alcoólatra vai para o AA (Alcoólicos Anônimos). Não desista de querer estar bem, saia dessa. Vá para o Al-Anon e peça orientação. Comece uma terapia e cuide de vc mesmo/a. Vc merece.
      Abraço!
      Adriana

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  29. A cada dia que passa eu odeio o meu marido...desejo-lhe quase que diariamente a morte. Queria mto me ver livre deste bêbado nojento e porco. Tenho nojo dele. Acho injusto eu passar por isso, pois sou nova, bonita e inteligente e sei que ficaria melhor sem ele e conseguiria, pois trabalho e tenho um cargo bom. Porém, este porco é violento e temo pela minha segurança, caso eu me separe dele. Sei que ele irá me perseguir e vou viver constantemente aterrorizada.

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    1. Já pensou em falar com a polícia? Delegacia da mulher? Procurar ajuda com familiares e amigos? Se vc realmente quer se ver livre dele, deve agir. Se não seu "bêbado nojento e porco" serve com desculpa para suas próprias insatisfações da vida. Aja. Não fique na lamúria de que "não merece". Também não fique curtingo a fantasia de se ver livre dele, só aumenta seu ódio e nutre a negatividade. Aliás, toda essa negatividade em que vive faz parte do alcoolismo. Ele já te pegou.

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  30. Adriana, tenho 35 anos e meu pai é alcoolatra desde que nasci.. sofri tanto, ele sempre maltratava muito minha mae, nunca foi carinhoso comigo, sempre foi distante.. hoje tenho muitas dificuldades em demostrar amor e carinho aos meus filhos. As vezes me pego desprezando meus filhos igual meu pai fazia comigo. Engraçado que nunca pensei nisso, e agora que sou mae tudo veio à tona... me sinto a pior mae do mundo, tenho vontade de xingar meu pai e falar pra ele como ele arruinou minha vida. Ele acabou com minha auto-estima, sou uma mulher sem nenhuma vaidade graças á ele.

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    1. Procure ajuda, se levante e lute para superar essa história e poder criar uma nova. Alguém tem que quebrar esse karma, se não seu filho fará o mesmo com seus filhos... Força!

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  31. Ola , nossa não sei como lidar com isso, meu pai bebe todos os dias maltrata minha mae, e eu sofro tanto por ela. olha eu sou casada mais não consigo sair da casa dos meus pais, por medo dele bater na minha mãe , eu estando la eu consigo protege-la de alguma forma , ela tem depressao, e ele nao admiti q é alcolatra, choro sozinha as vezes pra q minha mae nao veja, mas eu nao aguento mais ficar naquela casa mesmo por causa do meu filho de 3 aninhos, mais como sair de la de deixar minha mae q ama tanto..e meu pai qdo nao bebe é outra pessoa completamente direfente, mais eu tenho tanta raiva dele, q ultimamente nao qro mais falar nem olhar na cara dele, ele age como se nada tivessse acontecido sabe, isso me da um odio tão grande. e não consigo ter minha propria vida por causa dele. Obrigada pela explicação...

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    1. Querida, chame a polícia. Teu pai faz o que faz porque é impune. Não há ninguém que realmente o impeça de ser violento. Vc está prejudicando a vida de seu filho vivendo nessa situação. Percebe a bola de neve? Um homem adoidado machucando várias outras pessoas - para a vida! Essas não são feridas que se curam em alguns meses. Vá ao Al-Anon, procure ajuda para vc!!

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    2. Muito obrigada mesmo, aqui onde eu moro não tem Alanon, e outra tem uma familia do meu pai irma e sobrinha que não gosta de mim e nem da minha mae, pois eles dizem que somos nós quem maltrata meu pai e por isso ele bebe, certa vez ele bebeu d+ e nos chamamos a policia pra ele, mais de tão bebado q ele tava q ele nao se lembra,ai no outro dia a familia dele ''diz ele tava qrendo se matar'' mas nos de casa ja sabendo a vida inteira ele fez isso, elas passaram a mão na cabeça dele, e 'elas levaram nois na policia, por que meu pai tava qrendo se matar por nossa causa. ai vem agente quer ajudar, mais a famila dele passa a mao na cabeça acha q ele é normal !

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    3. Vc vê é isso que quer dizer que o alcoolismo é uma doença social também: ela tem o suporte dos outros (irmã e sobrinha). Se não tem Alanon, procure no site deles se há um suporte online. Procure também uma terapia para vc e sua mãe - mas deve ser alguém que entenda do assunto se não não vai ajudar, pelo contrário. Se quiserem eu atendo online.
      Abraço

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    4. passa seu e-mail pra mim fazendo um favor ! nunca conversei com ninguem sobre o que meu pai tem, mesmo por vergonha. Sinto q vc pode me ajudar !

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  32. Boa tarde Adriana, que trabalho maravilhoso.Lendo os comentarios revejo a minha vida. Meu marido e alcoolatra e descarrega todas as suas frustracoes em cima de mim e da minha filha nos ofende demais. Ha dezesseis anos vivo esse inferno, sempre sendo humilhada e ofendida e aguentando so que agora descarrega todo o seu odio na nossa filha e isso nao vou suportar. Quando ela era bebe era tao apaixonado por ela, agora diz para ela nao considerar ele como pai, que nao gosta dela que ela e um lixo, eu sofro tanto, ela diz que nao se importa mas eu sei que no intimo sofre muito. Sinto que devo procurar ajuda psicologica para ela pois ela esta com muita magoa no coracao, ela diz que odeia o pai que quer que ele morra. Me sinto tao culpada de deixar ela conviver com essa situacao. Quando eu o conheci ele ja bebia ( O pai dele tambem e alcoolatra) mas a familia dele acha que eu sou culpada pelo caos que a vida dele se tornou. A mae dele apoia ele em tudo e acha que tenho que ter a mesma atitude dela: levantar de madrugada para colocar comida, colocar na cama para dormir, não faco isso, por mim pode dormir onde cair, bebeu porque quis. Ao inves de me apoiar ela vai contra e fala de mim para ele, que bebe e chega em casa falando horrores para mim e minha filha. Nos duas vivemos envergonhadas nem ao portão vamos por vergonha dos comentario dos vizinhos. Tudo o que acontece de ruim na vida dele e minha culpa, perdeu o emprego por beber demais e me acusa.Nao tenho alegria na minha vida,nao vejo mais futuro nesse relacionamento so nao consigo me libertar. As vezes sinto pena,sinto que devo ajudar mas tem horas que desejo que quando estiver eu um bar se embreagando seja atingido por uma bala perdida e morra. Quem sabe assim eu consiga ser feliz.Eu mereco passar por isso fui eu quem escolheu esse bebado mas a minha filha não escolheu esse pai, por isso quando ele me ofende doi menos do que quando a ofende. Por favor me ajude a ajudar minha filha

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  33. Entre em contato comigo: adrianatnogueira@uol.com.br
    Um abraço
    Adriana

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  34. Oi Pessoal..estava procurando uma ajuda na internet e achei este site ...vi historias parecidas com a minha..Meu pai é alcoólatra, já faz anos e e eu e minha ame sofremos muito com isso..já não sei mais o que fazer...ele bebe, chega em casa xingando todo mundo, agressões verbais feias, ele já chegou a falar que queria que minha mãe morresse , estou em uma fase muito difícil da minha vida e confesso que só não fiz besteira porque tenho a minha mãe, é muito difícil conseguir conviver com uma pessoa bêbeda em casa, xingando sem ao menos ter motivo, para ele nada esta bom..ninguém presta ...eu vivo em uma tensão todo dia , não sei se ele vai chegar xingando ou não..fico rezando para ele não xingue...Já não aguento mais esta situação..eu e minha ame queríamos sair de casa mas infelizmente não temos para onde ir ... Hoje estou desesperada, sem vontade de viver...não consigo entender porque ele é tão ruim deste jeito...só peço que Deus nos ajude e a gente consiga ter paz ..só isso que queremos...

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    1. Pedir a Deus não é suficiente, infelizmente. Vcs duas precisam agir. Leiam livros do AA, procurem o Al-Anon, se juntem com outras famílias, agreguem forças. O alcoolismo é uma doença seríssima e mais forte de vocês. Vc vai ficar definhando assim, sempre mais deprimida, sem conseguir fazer a tua vida, vivendo no medo por quanto tempo? Que vida é essa?

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  35. Sinto que perdi a oportunidade de viver o sentimento de paternidade para o alcool. Meu pai (se é que devo chama-lo assim!) é alcoólatra, do tipo: HIPOCRITA! Todos os dias é do trabalho pro bar, ele ja fez do bar sua casa e do bebados sua familia, quando chega em casa é só para criar a discórdia no ambiente de paz, só faz criticar tudo e todos, não aceita sua condição como dependente do alcool mesmo quando abordado da forma mais pacífica e acolhedora possível, e pior, suas agressões verbais transguidem gerações! Ele se tornou uma pessoa repugnante, sinceramente, já cheguei a desejar sua morte, o que não esta muito longe de acontecer, uma vez que alcool e remédios não são uma combinação perfeita! Eu como filha e como ser humano, dentro dos meus 20 anos de vida, nunca vi uma pessoa tão egocentrica, orgulhosa e hipocrita como ele, sei que o alcoolismo é uma doença, mas não digo apenas nesse sentido, é uma mistura de falta de valores com alcool! Uma pena, ja que muitos vêem no pai a figura de herói, uma coisa que nunca irei experimentar! É só isso, precisava desabafar, está cada vez mais difícil conviver com esse ser humano que não se ajuda e nem se permite ser ajudado! No fundo é aquilo do "quem não tem amor próprio não tem amor ao próximo!"

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    1. Preciso de ajuda, meu emocional não aguenta mais tanta agressão!

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    2. Entre em contato comigo: adrianatnogueira@uol.com.br

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    3. sua historia é igual a minha hj . e penso o mesmo que vc .

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    4. oi, vivo um inferno aqui em casa. Minha história é parecidíssima com a sua. Eu sinceramente desejo que meu pai tenha uma doença, também. Ele mistura remédios e bebida. Nos agride verbalmente, praticamente todo dia. Não aguento mais e ao mesmo tempo não sei o que fazer. Interná-lo contra a sua vontade, acredito que não resolva. Eu, sinceramente, fico animado em pensar no seu adoecimento, mas não sei quando isso vai acontecer. Espero que seja logo.

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  36. Querida Adriana, Eu não sei como e que vou fazer com que o meu pai pare de beber. Ele tem 54 anos, analfabético e muita mente antiquada. Quando tento lhe dar um bom conselho acabamos por brigar os dois como cão e gato, e eu acabo por sair magoada desta briga. Ele já esteve hospitalizado muitas vezes por causa de epilepsia, problema no fígado e agora tem disfagia. Ele já esteve num centro de reabilitação parou de beber por uns tempos mas tornou outra vez ao vicio. Eu, a minha irmã e a minha mãe amamos o meu pai e nao queremos que ele fique pior, mas estamos sem ideias como o ajudar já tentamos conversar, mas ele vira-se contra nos e só briga connosco. Por favor se me podes ajudar eu agradeceria imenso.
    Obrigada e que Deus te abençoe.

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    1. Primeiro passo da AA e do Al-Anon: SOU IMPOTENTE CONTRA A BEBIDA.
      Parem de dar uma de salvadoras da pátria e se salvem primeiro.
      Seu pai NÃO quer parar. Está se matando.
      Aceite sua impotência que está nos fatos e reze.
      E vá para um centro do Al-Anon.
      Mais do que isso não sei dizer, além, claro de fazer terapia...

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  37. Olá, sinceramente uma pessoa alcoólatra é insuportável, tenho praticamente pena do meu pai... Já aconteceu tantos acidentes com ele que meu Deus... praticamente ficou em coma, e isso aconteceu no começo do ano ele trabalhando em outra cidade longe da família... Onde quem entrou em contato com a gente pra falar foi o padrinho da minha irmã, nós ficamos desesperados até que se recuperou e voltou pra casa...Porque antes ele trabalhava viajando e vinha pra casa de 3 em 3 meses... mas hoje ele saiu da empresa e está em casa, bebe praticamente todo dia, não é uma pessoa agressiva, mas é aquele alcoólatra insuportável e que só da dor de cabeça à família!! Não aguento maaais!!

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    1. Coragem. Busque ajuda, suporte e soluções. Não viva a vida aguentando. Ninguém merece :-)

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  38. Meu pai sempre bebeu, mais não chega a ser aquela coisa absurda (exagerada), mas nesse mês e mês passado ele já teve mais de 2 discussões feias com a minha mãe ( Agredindo Verbalmente) graças a Deus ele nunca agrediu fisicamente, sempre depois que ele bebe além da conta quando chega em casa discute muito com minha mãe fala coisas horríveis, eu tenho 17 anos e acho que ele devia me poupar de escutar certas coisas, eu escutei palavras e frases tão baixas ( fui pro meu quarto tentei botar um fone de ouvido no máximo para não escutar mais nada ) !! E pelo oq eu li no seu texto certamente meu pai é alcoólatra, eu nunca tinha me ligado nisso mais agora já sei ... Ele é uma pessoa tão boa,trabalha etc.. eu realmente não entendo(depois q bebe muito parece q invocou uma coisa ruim ali)Já estou cansado disso, sou muito tímido e acho q eu nunca teria coragem de chegar para o meu pai e falar q ele precisa se tratar !! as vezes eu tenho vontade de sumir !! eu tenho uma relação muito boa com minha mãe, mas evito entar nesse assunto com ela (acho q até pela minha timidez)já sou uma pessoa com alguns traumas e não quero mais um na minha vida !! :(

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    1. Vc pode ser tão tímido justamente pela situaçào que vive, moço. Não se deixe acuar, dê suporte para sua mãe, conversem, se unam! Nada de ficar assistindo a coisas ruins sozinhos, em silêncio, cada um num canto. Abra o peito, rapaz, e vá à luta.

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  39. adriana tenho 33 anos meu pai 73 ele bebe a vida toda nunca admitiu ser alcolatra, eu e a minha mãe sofremos muito agora ele está chegando ao fim a gente esta sentindo poi todos os dias vem caindo pra casa cai na rua e em casa chega trazido pela policia q achou na rua. A gente fica todos os dias esperando alguem chegar com uma noticia do pior. Hoje foi um dia desses ele não sabia onde estava caiu na rua e chegou todo machucado e com o carro batido.Ele tem uma boa posição é policial aposentado.Só que eu e a minha mãe estamos no limite precisamos fazer algo só que não estamos sabendo o que. me ajude por favor.pq ele quando está bem não adimite nada.

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    1. Vcs duas precisam é CUIDAR DE VOCÊS. Procurem o Al-Anon, se juntem a um grupo de familiares de alcóolicos e façam terapia. É o que repito sem parar nessa página. Não tem outro jeito. Vc precisam entender como lidar com a situação.

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  40. E nos casos que a pessoa AINDA não é alcoólatra, não falta ao trab. por conta da bebida, nem bebe toda hora, mas que quando bebe não sabe parar,esquece da familia que o esta esperando em casa,fica irritado,agressivo.O que fazer nesses casos? creio ainda não ser um alcoólatra, mas tem a cabeça fraca, vai na onda...e pode se tornar um alcoólatra certo? o que fazer ? como tratar? será só problemas emocionais? uma terapia individual ajudaria?

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    1. Já parece alcoolismo, Leticia. O problema não é quanto se bebe mas as consequências da bebida. As pessoas acham que alcoólatra é o bêbado jogado no chão:-) Não é não! Alcoólatra é quem não tem controle sobre a bebida.
      Primeiro, a pessoa tem que reconhecer que não tem controle sobre a bebida, depois que precisa de ajuda para entender o que acontece com ela, e terceiro procurar e encontrar essa ajuda. Terapia sim. E com quem entende do assunto, não adianta um psicólogo qualquer que não conhece os efeitos do álcool.

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  41. Muito bom o texto.
    Nossa família passou por muitos problemas. Fazem uns 7 anos que meu pai começou a beber cerveja todos os dias. Desde então ele apresenta comportamentos muito ruins, arrogante, está impossível conviver com ele. Ele nunca deixou faltar pão em casa, e os meus problemas não representam nem metade de alguns relatos aqui, mas para mim já deu... vou sair de casa o mais rápido possível...

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    1. Boa sorte para vc e se cuide, só assim poderá ajudar seu pai e sua família :-)

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  42. Tenho um irmão alcoolatra em casa já há 5 anos. No começo ele bebia e xingava todo mundo, já tentou me agredir mas como sou mais forte consegui me defender e acabei machucando ele. Muitas vezes perdi a cabeça e acabei agredindo-o. Ele já tentou enforcar a mãe (minha madastra) dentro do quarto dele e quando ele percebeu que eu estava chegando perto ele soltou ela, nesse dia eu não o agredi e também não chamamos a polícia pra prender ele, a mãe dele ficou com pena. Outro dia ele agrediu a mãe dele e meu pai quando eu estava fora trabalhando. Está insuportável a convivência, ele bebe praticamente todos os dias, mistura com remédios pra dormir e cocaína o que o torna ainda pior. Sinto uma impotência gigante, meu pai e minha madastra tem pena e não tomam as medidas mais duras, a de responsabilizá-lo pelos seus atos e muitas vezes já me peguei pensando em matá-lo. Ontem finalmente a mãe fez um b.o contra ele pela ultima agressão, mas como não era flagrante ele vai responder em liberdade. Devo chamar a polícia mesmo contra a vontade deles ?

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    1. Sim, deve chamar a polícia mesmo contra a vontade dele. Os pais dele são coniventes. Vc parece ser a pessoa mais sadia da casa, mas para tudo tem um limite, precisa evitar que vc mesmo chegue a perder a cabeça. O viciado precisa aprender a se responsabilizar pelo que faz. Quebrou = paga, e fica com os cacos. É duro mas é isso. Coragem!

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    2. Creio que só Deus mesmo para mandar o milagre do céu .. Por isso devemos ser intimos dEle para que Ele possa nos abençoar .. creio que o meu milagre esta chegando
      Meu pai bebe muito , já bateu o carro muitas e muitas vezes (chegou até a perder a carteira) e o pior ele é vendedor autônomo depende do carro para trabalhar .. as vezes quando vou dormir e meu pai não chegou ainda fico muito triste pois sei que ele esta no bar ele é um excelente pai porem não da o carinho necessário mais nunca nos deixou faltar nada .. Quando eu tinha 6 anos fiz tratamento psicológico devido ao distanciamento do meu pai peguei uma mania que tenho vergonha de falar que acaba mesmo comigo ( arranco cabelo desde crianca). Mais o tratamento não resolveu , tenho 20 anos e até hoje tenho isso .. meu pai bebe para satisfazer algo e eu arranco cabelo .. Ah é tão estranho isso.. Eu amo meu paai e meu sonho é ele sair dessa vida e ser uma pessoa melhor porque eu sei que ele pode ser . Mais eu oro , e creio que esse milagre esta chegando , porque Deus é quem sonda nossos corações.. Quando isso vir a acontecer espero contar a vocês !

      Att . Tamires

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    3. Tem um ditado que diz: Se ajude que Deus ajuda.
      Antes vem sua ajuda a si mesmo para depois vir a ajuda de Deus.
      Faça sua parte, Tamires.
      Abraço

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  43. Minha família passa por essa mesma situação há 27 anos! Quando eu era criança, minha mãe dizia que somente os fracos abandonam o navio. Graças a Deus que não tomei essa frase pra mim! Aos 16 anos disse pra mim mesma que quando completasse 18 sairia de casa. E assim fiz! Surgiu uma oportunidade de fazer faculdade em outro estado e agarrei com unhas e dentes. Foi muito difícil convencer minha mãe e família pra custearem minha vida em outro estado, mas depois de chorar muito e dizer que não aguentava mais viver nesse ambiente, eles fizeram um grande esforço para que eu fosse. Depois de um tempo, tentei levar minha irmã também, mas ela não quis ir de imediato. Dois anos depois da minha partida, ela também foi para outro estado. Ela sente muito ressentimento de mim por ter abandonado ela nessa situação, mas eu insisti pra ela ir comigo e ela não quis. Hoje, depois de oito anos fora desse círculo do alcoolismo, vejo que eu sou outra pessoa. Estou passando uns meses em casa, justamente para ajudar minha mãe, porque ela não aguenta mais! Pra piorar, minha irmã, que voltou a morar em casa depois de 5 anos fora, está agressiva comigo e com minha mãe. Chegou até a jogar coisas em mim e me arranhar. Ela já fez terapia várias vezes, mas notei que dessa vez ela está pior. Não fala com quase ninguém da família por não fazerem as suas vontades. Grita, agride verbalmente minha mãe e fisicamente a mim. Tem ataques de fúrias e coloca a culpa toda na minha mãe, por não ter deixado meu pai até hoje. Faz um mês que estou de volta a esse inferno e já quero ir embora novamente! Isso não faz mais parte da minha realidade. Estou ajudando minha mãe das formas como posso, mas minha irmã e meu pai não querem ajuda. Ela não bebe, mas tem esses comportamentos que foram adquiridos com ele. Ela está muito doente e não sei como ajudá-la. Ele eu já sei que não podemos fazer nada, mas e ela? Vou levar minha mãe comigo quando eu for embora, pra passar uns tempos fora e ver que a vida tem muita coisa boa a nos proporcionar. Minha irmã já é adulta, assim como eu, mas o tempo que ela passou fora não foi suficiente para curar as feridas dela, assim como curou as minhas. Eu vi que alguns de meus comportamentos de trabalho e convivência estão diretamente ligados ao que passei com o alcoolismo do meu pai, mas eu tento controlar ao máximo. Minha irmã não vê que ela se tornou igual ao meu pai, mesmo sem beber. Quem sofre mais é minha mãe, que tem que aguentar dois atormentando a vida dela. Mas ela já está consciente da mudança de vida que ela tem que fazer e eu vou ajudá-la nesse período. Já disse que se ela voltar na decisão dela, eu vou embora e não volto mais, porque senão quem ficará doente de novo será eu. Se ela quiser ir pra onde eu estiver, as portas estarão sempre abertas, mas com ele eu não moro nunca mais!! Preciso de uma luz para ajudar minha irmã..

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    1. Parabéns, Suele! Vc fez muito bem em sair de casa e não tomar para vc as palavras de sua mãe. Na verdade, é dos fracos não saber reconhecer quando é hora de se retirar porque a briga é maior do que eles. Sua irmã está como vc bem disse com o mesmo comportamento de seu pai - o que demonstra que alcoolismo é antes um comportamento social. Ela, como todo alcoólico precisa reconhecer que não está conseguindo se erguer sozinha e que precisa de ajuda. Infelizmente, é a mesma situação com seu pai: o que pode fazer para ajudá-lo se ele nào quer? Talvez - talvez! - se sua mãe conseguir se recuperar da confusão mental que a fez permanecer nessa situação por anos, isso ajude sua irmã. Parece-me a única possibilidade.

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  44. Me ajudou muito essa materia. A familia, os amigos diziam que meu marido nao era alcoolatra porque so bebe 1 vez na semana. Mas qdo bebe é assim. Fica nervoso e que arrumar briga, como eu nao tenho paciencia sempre caio nas provocacoes, um inferno. Outra coisa que achei legalfoi a parte que fala que nao temos o poder de mudar, eu ja desisti,estou me mudando. Minha filha nao merece ver briga mesmo que seja 1 bez na semana.

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  45. Essas histórias se assemelham a minha. Acredito que desabafar tbém é um alivio, porque essa dor nos consome.... Meu pai é alcoolatra há uns 30 anos. Desde que eu nasci é essa situação. Hoje tenho 26 anos. Uma vida marcada por sofrimento, nunca tivemos paz. Na infância cenas muitos fortes marcaram, ele já destruiu toda a casa, quebrou todos os móveis, ameaçava minha mãe com facas e até uma vez arma. Ele foi uma pessoa que nunca trabalhou na vida, seus pais lhe deixaram alguns bens e um mercado para administrar. Sempre só foi problemas. Além da bebida pegava dinheiro e jogava baralho apostado. Eu e minha irmã crescemos um pouco, tentamos organizar o supermercado, mas era só sofrimento, se batia de frente com ele então ele queria nos matar. E as palavras que ele nos falava, em mim deixaram cicatriz. Na adolescência tentei me matar algumas vezes, não aguentava mais esse sofrimento. Com 15 anos dei paralisia facial, segundo a médica, por estresse. Devido a doença tive que ir para uma cidadezinha vizinha, na minha cidade não tinha tratamento, morei com parentes, de certa forma, era um alivio. Mas aos finais de semana, feriados e férias ia para casa e nada mudou. É difícil tbém ver e saber o sofrimento da minha mãe. O tempo foi passando, e eu sabia que não queria ficar ali de forma alguma, passei no vestibular para outra cidade aos 18 anos, e de lá me formei e fui seguindo minha vida. Atualmente, estou fazendo outra faculdade, consegui conquistar o sonho de cursar Medicina, um curso tão sonhado, uma alegria, mas hoje estou de férias na casa dos meus pais e a dor que acho q nunca se cicatrizou está sangrando muito de ver essa situação. Ao chegar aqui a casa já está caindo aos pedaços, fedendo urina, ele urina no colchão, até no sofá da sala. Minha mãe tem uma lojinha, ele chinga ela na frente dos clientes, ele fede, vive urinado, sujo, quando o cliente vai dá o dinheiro ele pega para ir beber. Não aguento isso, e não sei o que fazer. Eu não tenho vontade de vim para cá, mas minha mãe fica muito triste com isso, porque ela acha que não quero vim ve ela, ficar com ela nas férias e sofre muito com isso. Meu coração fica partido. Eu não consigo vê-la nessa situação e não sei o que fazer. Já internamos ele várias vezes, na última com a abstinência ele teve vários problemas de saúde, várias complicações, tivemos que tirar ele da clinica, eu cuidei dele, se recuperou e tudo começou novamente. Já sofreu 02 AVC, mas continua da mesma forma. Minha mãe hoje é evangélica, a única válvula de escape dela. Fico pensando se ela se separasse dele, seria complicado porque ele acabaria com tudo e viveria na rua, e acho que ela vive com ele por causa disso, e porque acredita que Deus irá fazer alguma coisa. E quanto a mim sou uma pessoa super fechada tenho dificuldades de conversar, expressar meus sentimentos, me fecho e sofro sozinha. As pessoas, até minha mãe fala que tenho que falar, conversar, como se fosse fácil para mim. Eu não consigo, me expresso melhor escrevendo. Algumas vezes, até escrevo cartas para ela, para assim tentar me expressar melhor...Quando tudo isso vai acabar ?????

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    1. Vai acabar quando vc botar tudo para fora e compreender seu sofrimento. Por enquanto, vc só está mergulhada nele, agitada tentando não afogar. Precisa de uma mão (terapêutica) para encontrar um lugar seco onde começar a enttender sua história. Até lá, seu sofrimento vai continuar.

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    2. E como vc acha que posso fazer isso ??? Através de Terapia, procurar por uma Psicológa ?????

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    3. Vc pode sim. Mas tem que ser alguém competente e que conhece de alcoolismo. Pode se consultar comigo ou com outra pessoa, mas precisa de ajuda.

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    4. Como faz para consultar com vc ????

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    5. Entre em contato via email: adrianatnogueira@uol.com.br para acertar valores e condições. Escreva no título do email "consulta" para eu saber do que se trata, porque seu email pode ir para a caixa de spam.

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  46. Boa noite, tenho vinte e cinco anos e moro em Minas Gerais.
    Nasci no interior de minas, em uma cidade pequena onde não se tem muitas opções de trabalho, ou se tem bar ou se é professor. Meu pai ( o alcoólatra) era dono de um bar nessa cidadezinha do interior. Bebia, vivia nas noitadas, e eu e minha mãe sempre em casa (mantidos como refém), aos 6 anos de idade presenciei o primeiro momento de agressividade do meu pai. Um belo dia ele simplesmente bebeu demais, chegou em casa e começou a quebrar tudo. Querendo matar minha mãe por ciúme.
    O segundo momento foi quando já morando na capital, ele quebrou um aparelho de som por conta de um jogo que o time dele havia perdido.
    O terceiro momento, foi quando jogou o tanquinho de lavar roupas longe, brigou com o vizinho e esmurrou a porta violentamente (a porta só não quebrou porque era de aço), e houveram além desses, vários e vários outros momentos em que ele se mostrou uma pessoa extremamente agressiva a ponto de quebrar, xingar, enfim. Nunca presencie ele batendo em minha mãe, o que, acredito eu, não tenha acontecido jamais, mas a forma agressiva como ele agia quando estava sob o efeito do álcool já bastava para que o medo (pavor, angústia, desespero) se alojasse tanto em mim quanto em minha mãe (por termos presenciado as mesmas atitudes ao longo dos anos).
    Como os outros que enviaram suas queixas e mágoas, sentia a mesma vontade que ele morresse (também já tive vontade de matá-lo envenenado para que assim nosso sofrimento acabasse). Hoje em dia ele não frequenta mais o bar que frequentou durante anos, mas é só ir ao interior a "passeio" que a ida a bares se torna algo constante. Já conversei algumas vezes com eles sobre isso, mas ele sempre acabava agindo da mesma forma, se constrangia, pedia desculpas, mas uma semana depois fazia a mesma coisa.
    Tenho uma dificuldade enorme em conversar com ele sobre esses assuntos. Antes de eu abrir a boca me vem um medo, uma vontade de chorar... e mesmo criando coragem para falar, reclamar, xingar, sempre acabo caindo em prantos no meio.
    Hoje me considero uma pessoa extremamente ansiosa, amedrontada e que vive 24 hrs pensando em como será o dia. Se ele irá a algum bar ou não, ou se os dois (meu pai e minha mãe) irão brigar ou não. Vivo em função disso, e não consigo me concentrar, estudar, fazer absolutamente nada se não estiver tudo ok entre os dois.
    Gostaria que você pudesse me ajudar, me dando alguma dica, dizendo o que devo fazer...

    Desde já o meu mto obrigado.

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  47. Olá Adriana.

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-la pelo texto que, tenho certeza que realmente exemplifica a situação de inúmeros casos, e mostra o quão iguais são as ações de alguém que está sob o vício do álcool ou de outras drogas. Parabéns.

    Bem, venho também relatar minha experiência e o que venho vivendo ultimamente com o meu pai.

    Sempre o vi bebendo em festas de família e me levando em barzinhos quando era bem pequeno, mas realmente de uns tempos pra cá a situação tomou uma proporção surreal. Meu pai bebe desenfreadamente, briga incansavelmente com minha mãe (que aliás, já o tentou colocar para fora de casa inúmeras vezes sem sucesso), já frequentou o AA, Igreja, e agora vem frequentando um Psiquiatra, tomando remédios para abaixar a ansiedade, porém tudo isso sem sucesso. Eu moro longe de meus pais, e dificilmente venho visitá-los nos últimos tempos por motivos de trabalho, e logo agora, quando estou de férias, vivenciando o dia a dia dele e de minha mãe, consigo observar a proporção que tomou essa doença, de como ele está se sabotando e nega, cambaleante, até o último segundo que bebeu. Já conversei com o psiquiatra dele, já fui até uma de suas consultas, e o médico informa que ele só pode ser internado com a própria aceitação dele, mas quem diz que ele aceita? Na manhã seguinte levanta para trabalhar, admite que bebeu, diz que vai parar pois quer sua família unida, mas ao final do dia o mesmo resultado cotidiano. Sinceramente, não sei como proceder mais. Igreja, AA, Psiquiatria, de nada adiantou para ele. Minha mãe já tentou expulsá-lo de casa mas muitas vezes eu que não deixo, pois tenho preocupação com ele e não sei o que será dele fora de casa. Talvez um alcoólatra andando pelos cantos, sem lugar para ficar, não sei. Só de pensar nessa situação eu me bloqueio completamente e não consigo deixá-lo sair. Na família o irmão dele passou pelo mesmo problema, foi internado e hoje está melhor, livre, dia a dia, desta doença. Mas hoje, simplesmente não sei o que fazer para ajudá-lo e ajudar minha mãe que vive com ele. Enquanto estou longe, ausente, minha cabeça fica martelando toda esta situação daqui, porém fico de mãos atadas.

    Muito obrigado pela ajuda

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    1. Bernardo, você tem certeza que não se pode fazer uma internação compulsória? Nos Estados Unidos a esposa pode fazer isso, não sei aqui. Haveria de ligar para alguns centros de recuperação e perguntar. Seu pai está se suicidando lenta mas decididamente parece... Talvez seria interessante tentar uma estratégia familiar de ação conjunta. Se quiser conversar a respeito, pode marcar uma sessão comigo ou outra pessoa que conheça do assunto. O alcoolismo é sempre um problema sistêmico, ou seja envolve o grupo.

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  48. Oi Adriana , A minha historia e bem diferente
    Em 2010 meu irmão aceitou tratamento do alcoolismo , mais em 2012 ele recaiu bebendo todo dia ate que em Janeiro de 2013 ele teve convulsão ficou 3 dias na U.T.I , Depois ele foi para um quarto para ficar de obsevação no hospital 5 dias , ele foi traferido para outro hopistal onde ficou 6 dias e lá descobriu que tinha anemia e pneumonia , depois o médico disse que ele não podia voltar pra casa que ele voltaria a beber , ate que agente arrumou uma casa de recuperação que ele estava em 2010 levamos ele ficou 9 meses , eu e minha mãe visitava ele todo mês . ele recebeu alta da casa de recuperação em Outubro de 2.013 , descobri que ele voltou a beber em dezembro não sei o que eu faço me sinto culpado as vezes eu chamo ele para ir para reunião de quem é depedente e ex depedente ele não que ir .

    Não sei o que faço a familia nossa e só eu minha mãe e ele e meu pai , eu ficou pessando quando eu não tiver minha mãe e meu pai mais o que deve fazer com ele , porque eu tenho que viver minha vida etc não posso fcar só no pé dele .

    Sóo isso queria um dica de você , gostei muito do Blog ! parabéns !

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    1. Do que vc sente culpa? Qual seria sua culpa? Vc acha que tem alguma coisa ainda que vcs poderiam fazer e não fizeram?

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    2. Eu acho que eu não sinto culpa de nada eu minha mãe ajudou ele etc.. eternamos apoiamos , pelo o que eu tou sabendo ele ta bebendo cerveja mais desconfio que ele ta bebendo outros tipos tenho medo só isso ! obrigado por responder !

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    3. Se vc acha que já fez tudo o que podia, infelizmente seu irmão tem o livre arbítrio, inclusive para se matar lentamente... :-(

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  49. Eu tenho 19 anos e meu pai é alcóolatra, minha diz, que ja fazem quase 30 anos que ele bebe, mas nunca foi de atrás de tratamento, por causa de orgulho e teimosia. Eu cresci vendo ele assim e até hoje sinto uma angústia quando o vejo embriagado. Tanto que nunca tive afinidade com ele, porque ele nunca teve o seu devido papel de pai. Mas mesmo assim, queria que ele se curasse não por mim, mas sim pela minha mãe que sofre e ja sofreu bem mais do que eu e meus irmãos. Até hoje eu chego do trabalho para ir pra faculdade e sempre o vejo assim. Eu não desejo isso, mas pelo jeito é apenas quando ele morrer para que isso possa parar.

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  50. Fiquei extremamente emocionada com o texto e me espantei com a quantidade de pessoas que passam pelo mesmo que eu. Eu tenho 15 anos e meus pais sao casados porem eu sinto como se minha mae so continuasse com ele por minha causa, porque ela ja nao gosta de sair com ele pra ir em alguma festa ou em qualquer outro lugar pra n passar vergonha e toda vez eh a mesma coisa: ele bebe, desconta em mim e nela e depois age como se nada tivesse acontecido. Eu desde que tomei consciencia disso vou pra um canto e comeco a chorar, mas ultimamente eu explodo em qualquer lugar... Já nao aguento mais e sinceramente, nao sei se vou conseguir sair de casa e deixar ele e minha mae sozinhos, porque isso me entristesse... Nao sei por quanto tempo mais vou suportar isso... Eu o amo mas chega uma hora que nenhum ser humano aguenta. -V

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  51. Após ficar viúva, conheci um rapaz mais novo do que eu 16 anos. É bastante carinhoso comigo, entretanto, tem o vício da bebida. Não é uma pessoa agressiva, entretanto, quando bebe, embora não seja violento, esquece até onde deixou o carro. Já foi preso várias vezes, entretanto, paga a multa e é liberado. Trata-se de um pai muito carinhoso com seu filho de 9 anos, entretanto, a criança já entende o comportamento do pai e fica triste e muito ansioso quando seu pai demora a chegar em casa. Estou tentando ajuda-lo e comprei um caminhão para oferecer ajuda. Ele me disse que precisava de uma Pampa para o tipo de trabalho que iria realizar. Assim comprei essa Pampa e estou tentando ver se com o trabalho ele consegue se recuperar. Ele também é viúvo e após o falecimento de sua esposa, seu filho contava apenas com 2 anos de idade. O pai largou o emprego que tinha e passou a se dedicar inteiramente ao filho. Hoje ele tem 9 anos. e já está entendendo o comportamento do pai. Temos brigado muito e seu filho diz que se nos separarmos não quer morar com seu pai e sim comigo. Tenho medo de deixar o caminhão com ele e dar problema por causa do vício. Nesta última bebedeira tomei uma decisão que gostaria de saber se pode ser válida: resolvi que não mais lavaria suas roupas. e não cuidaria mais de seu filho. Apenas cuidaria do filho para recebe-lo da escola e tão logo o pai chegasse do trabalho eu o entregaria para ele, e iria dormir na casa de meus filhos que fica perto da minha. Assim, evitaria maiores discussões. Assim, todo o dia ele sai às 06:00 horas da manha para o trabalho e eu compareço na casa a fim de preparar a criança para a escola. Determinei que o pai estivesse em casa às 19:00 hs. pois era sua responsabilidade tomar conta do filho. Assim, em vez de beber ele necessita de cuidar da criança. Durmo na casa de meu filho toda a noite e retorno às 07:00 hs. da manhã. Ele tem demonstrado muito interesse no trabalho, entretanto, tem bastante dificuldade para tomar decisões, e quando as toma por vezes toma de modo errado. Ele já conheceu o AA mas não persistiu. Sempre diz que var parar, que me ama, mas sempre se repete. Gostaria de saber se estou tomando a medida certa, ao deixa-lo assumir a responsabilidade pela educação do filho ou se procedo de modo diferente conversando. Sugeri-lhe que procurasse um psiquiatra, mas ele diz que vai mas que não quer tomar qualquer remédio. O que fazer? Estou com medo que nosso relacionamento acabe e possa sofrer não só eu quanto meu enteado. Me ajude.

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  52. "Blog do Guentes", é uma situação muito difícil. Por que não reforçar a relação com sua mãe, convidá-la para sair mais, fazer coisas que ela gosta...? Enfim, ajudá-la a se distrair e passar o tempo de forma mais produtiva. Acho que isso já ajudaria.

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  53. "V. de 15 anos": vc está explodindo porque a situação está prejudicando sua vida, seu desenvolvimento, a construção de sua vida. Todas suas energias deveriam estar focadas nisso, agora. Adolescente é egoísta e egocêntrico :-) Ma vc não pode pensar em vc o suficiente porque está tomado/a pela situação em casa. Isso produz prejuízos de longo prazo, por que se vc agora nessa idade em que deveria se concentrar em vc não pode, como vai criar seu futuro???

    Vale a sugestão que dei acima: se distraia e distraia sua mãe. Sua mãe está com seu pai não por sua causa! Mentira de muitas mulheres - mentiras que elas contam a si mesmas porque têm medo de enfrentar a vida sozinha e preferem um mal conhecido ao desconhecido.

    Mas vc, cuide de si. Não deixe que as escolhas desses dois adultos por quanto os ame afetem demais sua vida. Sua vida é única e sagrada. Cuide dela, Seja uma grande pessoa a despeito de tudo isso. Mostre a sua mãe o que é ser uma mulher de verdade (se vc for menina) ou a seu pai o que é um homem de verdade (se vc for menino).
    E boa sorte!

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  54. Viúva: não materne seu namorado. Trate-o como adulto, deixe que assuma as responsabilidades dele (que não são suas) e cuide mais da sua vida. Virar mãe dele pode manter o relacionamento mas certamente não criar um relacionamento saudável. Deixar de ser mãe pode levá-la a perder um filho mas talvez ganhar um homem - se não este, outro com a chance de ser um homem de verdade (se vc for mulher de verdade e não mãezinha). (E depois a gente critica os homens porque não fazem um monte de coisas que esperamos deles? Claro! Os educamos assim!)

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  55. Moça de 27 anos que sustenta o pai: por que? Vc está esgostada mentalmente, precisando de ajuda e o que faz para si mesma?

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  56. olá!por favor preciso de ajuda para internar minha mãe e meu padastro.eles não aceitam a doença mais estão morrendo.a historia é muito grande e complicada.por favor como faço para internar os dois,mesmo eles não querendo?

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    1. Procure na internet por "internação compulsória".

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  57. Meu pai é assim desde que eu nasci e, por isso, a gente nunca conversou. Toda vez que ele bebe diz que construiu tudo o que nós temos por amor e com muito suor, e aí fica indignado por eu não conseguir nem dizer boa noite pra ele.
    Tenho vários traumas, mas sempre mostrei pra ele que não ligo pros dramas que ele faz; eu não choro, não respondo e continuo fazendo minhas coisas.
    Graças a deus nunca levei isso pra fora de casa. Da porta pra fora eu sou extrovertida, feliz e muito paciente, e talvez tudo isso seja pra mostrar pra ele que eu sou mais forte. Talvez então pelos motivos errados, fora de casa eu sou muito feliz.
    Tudo isso me faz refletir sobre o que de fato é uma família. Será que precisa mesmo ter a ver com sangue? Ou a vida seria muito mais leve se ela tivesse a ver com amor?


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    1. Família nem sempre é um lugar fácil e feliz. Mas se é algo que tem a ver com você. Diante dela vc precisa tomar uma atitude. Qual? Vai depender de tantas coisas e somente vc pode descobrir qual é sua.

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  58. Não concordo muito com a tua resposta. Meu pai é alcoólatra e não é uma pessoa que ofende. Mesmo bêbado, ele sempre demonstra muito amor por mim, e percebo, que ele não bebe com a intenção de beber, ele bebe pq não consegue se controlar, e o olhar dele pra mim é como se ele me dissesse : desculpa. Eu acho que demonstrar amor pela pessoa bêbada faz com que eles se sintam amados e estimulados para , se não parar de beber, mas para beber menos. Eu amo o meu pai, acima de qualquer coisa e aqui eu estou falando por mim, pela minha situação.

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    1. Vc pode ver que cada alcoólico tem uma reação diferente. Muitos deles, como os comentários demonstram, têm comportamentos agressivos, violentos, infernais. Não está certo pedir para uma pessoa aguentar e "amar". Como as muitas mulheres aqui testemunharam, ser agredida assim por anos só as torna mais depremidas, nervosas, perturbadas, mas infelizes. Amar não pode ter esse resultado, concorda? O que vc descreve de seu pai mostra um homem dependente que não consegue parar e é vítima do que faz - como de fato é. Se vc o ama e consegue ficar perto dele, maravilha, para vc e para ele. Só não podemos pedir o sacríficio de vidas humanas em prol do álcool. Quem ganha é o vício não a pessoa. Mas se houver brechas para o amor e a positividade entrar, devem ser usadas ao máximo.

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  59. Oi Adriana, parabéns pelo seu 'documentário', estou sendo muito ferido pelo meu pai a partir do alcoolismo, me encontro período, queria me esconder, fugir, chorar, sinceramente não vejo "saídas" para ele, ele não tem mais o prazer de curtir a família, suas palavras é como um tiro no peito, seu corpo fisicamente espanta e ele não de enxerga, estou desesperado! Não queria viver assim com ele, queria o melhor, mas ele não quer. Tenho medo de ficar doente por causa dele, pq desde pequeno aconteceu q ele traia minha mãe, era agressão... Enfim, eu só tenho mágoas .

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    1. Oi Lucas, quantos anos você tem?
      Dedique-se a algo que você goste, concentre-se em algo bom. Consegue?

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  60. Olá Adriana, parabéns pelo trabalho em seu texto descreveu fidedignamente o meu pai, que é álcool através. Desde que me lembro por gente, meu pai sempre bebeu. Ele trabalhava a noite e passava o dia inteiro no bar e quando chegava em casa procurava motivos para brigar, tenho duas irmã e ele batia violentamente em todas nós, batia nossa cabeça na parede, Fora os abusos verbais. Minha mãe entrava no meio e acabava apanhando também. A nossa casa era conhecida como a casa dos escândalos pois todo dia tinha uma briga. Houve um tempo em que ele premeditava suas maldades, chegava em casa desconectada o telefone da parede, escondia as chaves dos quartos e da casa pra ninguém poder pedir ajuda e ia até a caixa de luz e desligava tudo, em um desses episódios ele chegou a pegar o facão e ameaçar matar a gente, a sorte foi que percebemos que ele estava indo desligar a luz e trancamos ele do lado de fora apenas passando o trinco. Crescemos assim em meio ao terror, dormindo todas no mesmo quarto com a cama segurando a porta com medo de ele entrar. Quando estava sóbrio ele nos comprava presentes e tentava agradar mas no outro dia acontecia tudo de novo. Nos íamos pra escola com camiseta de manga pra esconder as marcas das agressões se não bastasse tudo isso ele ainda nos xingava na porta da escola na frente de todos, caso a gente demorasse pra entrar no carro. Vivíamos nos policiando em todas as nossas atitudes com medo de deixar algo fora do lugar que pudesse causar a confusão mas nosso esforço era em vão porque ele sempre achava um motivo. Graças a deus Crescemos e nos formatos na faculdade, nunca nos envolvemos com drogas ou coisas erradas. Hoje em dia ele parou com as agressões físicas pois adquiriu diabetes e não tem mais força para nos agredir mas os abusos verbais que são os piores continuam. Não temos paz em casa. Eu estudo o dia inteiro e quando ele chegar me xinga de vagabunda e dos piores nomes possíveis, ele chega a passar Uma noite inteira nos xingando, as vezes tenho vontade de agredilo. Não posso ter amigos pois ele nos xinga na frente dos outros, não posso atender ao telefone pois ele está sempre gritando dentro de casa. Ele fala mal da gente pra todo mundo que conhece, nos xinga de cachorros de piranhas, passa muita vergonha na gente e nos não sabemos mais o que fazer pois com ele não tem conversa. Ele diz que tem diabetes e a culpa é nossa. Preciso de ajuda pois já tentei de tudo até esvaziar as garrafas de bebida e completar com água mas nada adianta. Moro em Brasília esse Al anon existe aqui? Obrigada

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  61. Olá é com uma certa satisfação que digo a vocês que isto tem jeito, sou um alcolatra não sei se digo recuperado ou em recuperação, não bebo a 23 anos,.
    Este vicio me acompanhou durante 5 anos, comecei cedo e cedo também conheci os efeitos causados por ele, desci ao fundo do poço e levei muitas pessoas queridas junto comigo, conheci o desrespeito, falta de confiança e a indiferença daqueles que me cercavam. Com um pouco de ajuda e determinação hoje tenho familia, filhos lindos e vivo muito bem, frequento festas, reuniões com amigos que bebem socialmente sem a necessidade de beber para fazer-lhes compania.
    Ficarei feliz em trocar informações com pessoas que precise de ajuda.
    Dilmar Carlos da Silva - Caxias do Sul -RS
    dcarlos1967@hotmail.com

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    1. Parabéns, Dilmar! Que outros homens sigam seu exemplo!

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  62. Bom dia Adri!
    Tenho uma mão viciada em Alcool e ando muito preocupada, pois nao moro
    mais com ela. Ela mora em outra cidade, e nao tenho contato sempre. Ela nao assume o vicio, mas sempre bebeu a vida toda a noite. Preciso de orientação, pois ela esta precisando de ajuda e ela so tem eu e meu irmão mais próximo dela. Nao sei por onde começar, pois sei que ela nao aceitaria ser internada.
    Tenho esta preocupação comigo...

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    1. Vc precisa se ajudar em primeiro lugar. Aprender sobre alcoolismo e fazer terapia para entender como o alcoolismo a afetou e continua afetando. Através de vc mesma, tem uma chance de ajudar sua mãe.

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  63. E muito dificil lidar com essa doenca do al coolismo afamilia dofre muito soi esposade alcoolatra e sinto que perdi os melhores anos de minha vidatentando ajuda.lo e isto nao depenpe de mim mas a piedade e a manipulacao dele me cercou hoje pretendo.mudar minhavida e farei algimacoisa...





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    1. Boa sorte. Mas não vai conseguir sem uns bons anos de terapia.

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  64. Adriana,


    Estou com os mesmos problemas relatados por muitos aqui, a bebida do meu Pai. Meu Pai é um senhor de 70 anos, sempre trabalhou e também sempre bebeu. Ele tem uma história de vida difícil, seu pai morreu cedo e ele como único homem teve que trabalhar e ser responsável quase que exclusivamente por sustentar a mãe e a irmã.
    Há pouco mais de um ano, ele aposentou definitivamente, não por sua vontade, foi demitido! Acredito que o principal motivo foi a queda de produtividade, pois a bebida já não permitia que ele conseguisse manter a produtividade que tinha antes. Trabalhando em um escritório de projetos, sempre teve a rotina de sair de casa cedo, almoçar com colegas de trabalho e passar em um bar no final do dia. Após a demissão, ele entrou em depressão o que aumentou o consumo de bebidas consideravelmente. Em setembro de 2013, o acumulo de excessos e uma bebedeira muito forte, causou uma crise muito forte, fomos para o hospital e neste dia, vi que se eu não ajudasse o meu pai eu iria perdê-lo.
    Depois da crise, acredito que por susto ele tentou maneirar, bebia finais de semana e tentava beber pouco durante a semana, mas nos últimos meses o quadro piorou novamente. Meu pai não é um alcoólatra agressivo, muito menos nos ofende com palavras de baixo calão, mas vive constantemente bêbado e dormindo, não conversa muito e fica tentando esconder que está tonto.
    Eu venho constantemente conversar com ele, mas não tenho conseguido ele bebe e quando bebe tenta se esconder, pois vejo que ele sente vergonha. Já ofereci diversos tipos de ajuda, já marquei terapia, quando chego em casa para busca-lo ele não quer ir. Não quer saber do AA, me disse que foi e não resolveu. Hoje não sei o que fazer ou dizer, como ele não tem nenhuma atitude agressiva, não consigo mostrar pra ele o verdadeiro mal que ele faz, eu vejo que ele considera que o problema é só dele e que o único mal que ele faz é pra ele mesmo. Sinceramente estou perdido!

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    1. Como lhe escrevi em resposta a seu email: vc precisa de ajuda. Vc. Isso significa terapia. Vc está com um problema, seu pai. Veja o que pode fazer, ajudando a si próprio a lidar com essa situação.

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  65. Vejo aqui muitas pessoas com o mesmo problema que eu...
    Meu pai tem problema com alcoolismo desde que eu nasci - atualmente tenho 19 anos. Porém, eu percebo que ao decorrer dos anos, ele passou a beber mais e mais (ele praticamente bebe um litro inteiro de cachaça por dia) e o problema é que ele não assume sua doença... Sei que ele teve problemas na infância, sua mãe faleceu quando ele era ainda bebê, e seu pai era alcoolatra, não lhe dava carinho, não lhe deu um grande exemplo. Porém, a questão é que ele está deixando a mim e a minha mãe doentes - psicologicamente falando... Ele praticamente bebe todos os dias (ele no máximo consegue ficar 2 dias sóbrio) e toda vez que bebe, ele fica violento, agressivo, quer brigar com tudo e com todos.
    Quando eu tinha 16 anos, ele quis arranjar briga com um vizinho, e eu tentando segurá-lo para que ele não fosse brigar, acabei levando o primeiro tapa vindo dele - ele até então nunca tinha levantado a mão pra mim - um tapa no rosto que até hoje está marcado na minha memória. Depois desse fato, outras agressões vieram, mas eu assumo, não consigo mais me controlar, não consigo mais ter paciência e acabo partindo pra briga com ele. Sei que estou errada, mas não consigo mais tolerá-lo.
    Eu o amo mais que tudo, afinal, ele é meu pai e cumpre com suas obrigações de pai... quer dizer, nem todas as obrigações. Porque quando quero sair em família, tenho receio de que ele beba e faça algo. Tenho medo de sair sozinha ou com amigos, por medo de que ele cometa alguma loucura enquanto não estou ali. Eu simplesmente tenho receio que ele beba...
    Só sei que eu não consigo mais conviver com essa situação.

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    1. Vc escreveu: "Sei que estou errada, mas não consigo mais tolerá-lo."
      Querida, por que vc estaria "errada"? Qual é seu erro? De não querer sua vida estragada, violentada, perturbada pelo pai? E ele cumpre suas obrigações? Porque traz dinheiro para casa? Se não trouxesse, como poderia comprar a bebida? Sinto, muito: mas vc está certíssima. Sua intolerância está certíssima. Cuide de sua doença - a culpa de deixá-lo, a culpa por querer ter uma vida melhor, ser respeitada, ser feliz? Não é culpa. É direito legítimo e justo.

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    2. Ana infelizmente eu sei o que você passa. Eu também não tenho mais paciência com o meu pai, eu parto para a briga também e me sinto muito mal por isso. Eu não tenho coragem de levar pessoas em casa, as vezes eu não gostaria que ele estivesse ali, mas também não quero ele morto, eu tenho medo de perder ele. Eu fico perdida em meio a toda essa confusão que é ficar em casa, as brigas, os gritos, escândalos... Meu pai não quer mais trabalhar, joga td a responsabilidade na minha mãe e quer que eu vá trabalhar no bar no lugar dele, eu me estressei e falei que essa escolha foi ele e não minha, eu escolhi ser redatora e não dona de bar. eu sei o que você passa. Eu também não consigo mais viver nessa situação! :(

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  66. Meu nome é Karol, tenho 16 anos e amo muito meu pai. Sempre tive muito medo de perdê-lo, pois ele passava mal quando bebia e hoje passa mais ainda. Acho que cresci meio que traumatizada devido à esta situação, não queria ficar um segundo sequer longe dos meus pais. Meus irmão passaram pela pior parte do vício dele, pois ele bebia com mais freqüência e era mais agressivo. Hoje ele bebe muito menos em relação ao que bebia, mas quando bebe é pra valer. Hoje ele bebeu, bebeu muito, caiu, nunca pensei em vê-lo naquela situação, ali no chão. Mas eu o levantei, com muita luta, sentei ele na cadeira. Passou muito mal, porém não quis ir para o hospital e como das outras vezes disse o tempo todo que me amava, mas que o deixasse ali sozinho. Mas eu não deixei, fiquei trinta minutos convencendo ele de ir para dentro de casa, até que consegui. Apoiei ele até o quarto, deitei ele na cama, em seguida ele disse: Eu nunca senti tanta vergonha de mim, me desculpe minha filha,não se preocupe comigo, me deixe aqui.. Eu o abrecei, em seguida vim para o tirequarto e aqui estou,chorando e pedindo à Deus para que tire meu pai dessa situação. Acho que nunca fiz uma prece tão sentida. Agora vou tentar dormir, e amanhã espero que eu consiga falar pra ele meu pensamento, e será difícil, pois amanhã ele será outro.
    Obrigada pelos conselhos que seu blog oferece. Abriu a minha mente!

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    1. Karol, parabens pela intensidade de seu amor, apesar de eu saber que não é escolha, é o que é. Amor acontece ou não. Seu pai precisa sentir vergonha. Sei de casos em que foi a vergonha diante dos filhos que fez com que o alcoólatra encontrasse a força para sair do vício.

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  67. Adriana,vendo sua materia agora acredito q meu pai e alcoolatra, essa palavra nunca foi dita em nossa familia pq ele bebe so de fds, mas e o sulficinte para causar um inferno, qdo nao esta bebado e outra pessoa, sempre deu do bom e do melhor pra toda a familia, sempre responsavel com o trabalho, mas qdo bebe um pouquinho q seja muda completamente, ja pensei ate em algo espiritual pq n entendo tanta agressividade, ele ofende principalmente minha mae, fico morrendo de pena dela, so q ela sempre aceitou isso,no dia seguinte eles acordam e faz d conta q nada aconteceu ate chegar o proximo fds.
    Um verdadeiro inferno, qra ajudar eles pois amo minha familia, mas sou uma pessoa mto fechada n consigo demonstrar sentimentos, como faço ?

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    1. Evidentemente, você precisa se tratar primeiro, não? Enteder-se, superar-se, transformar-se e aí poderá ter algo a dar para sua família. É tão difícil assim compreender que vocês (todos os que me pedem conselho) precisam de terapia? Não é um passe de mágica que vai resolver a situação e nem o passe do centro espírita. É o trabalho individual duro, contínuo, demorado, perseverante, determinado, corajoso de cada pessoa que vive esse (e outros) problemas.

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  68. Meu Pai tem 71 anos, tem bar e é um alcoólatra. Eu tenho 26 anos e cresci ouvindo meu xingar a minha mãe, família dela e todos os mineiros da face da terra, dia e noite. É um inferno morar na minha casa, quase todos os dias tem brigas, xingamentos, escândalos, ele diz para todo mundo que minha mãe tenta matar ele, na rua ele sai me xingando, berra com todo mundo, uma vez eu quase apanhei na rua pq ele estava gritando comigo e me xingando, se alguém pergunta para ele se eu maltrato ele, meu pai diz que sim. É um caos! Eu tenho vergonha de levar pessoas em casa, pq ele não come na mesa, xinga minha mãe, a comida, a pessoa que está perto, provoca todo mundo e ainda fica pegando as coisas com a mão. Se ele quer alguma coisa tem que ser na hora e do jeito dele. Eu tenho pavor de levar namorados em casa, e não consigo sair com certos tipos de homens, pq eu não sei como ele vai reagir ao saber da situação do meu pai. É deprimente. Eu já perdi muita coisa por causa dele, eu não consigo lembrar dele na minha infância, somente deitado no sofá dormindo e xingando o tempo todo. E está ficando cada dia pior, a minha mãe passa a mão na cabeça dele e diz que precisa ter paciência, pois ele está ficando velho, que isso é velhice. Eu não sei o que fazer. Em casa eu fico trancada no meu quarto, pq eu não tenho prazer em ficar em outro lugar. Eu não suporto ouvir a voz do meu pai, eu tenho ódio e amor por ele ao msm tempo, eu desprezo o meu próprio pai, eu já perdi quase todo o respeito por ele e mal consigo olhar na cara dele

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  69. Minha família está enfrentando um problema sério.
    Meu pai sempre teve a maturidade emocional de uma criança de 10 anos de idade.
    Depois de muito estudar sobre comportamento humano, entendi o motivo. Ele foi o único sobrevivente de uma ninhada de 6 filhos. Meus avós tinham algum problema, tiveram 6 filhos, dos quais 4 nasceram natimortos ou sofreram aborto espontâneo. 1 viveu até os 3 anos e morreu.
    Só meu pai sobreviveu. Minha avó, que queria uma menina, o criou como menina até os 3 anos de idade, existem fotos em casa dele usando vestidos, com cabelos compridos e cacheados e tudo mais.
    Depois, como ele ficou crescidinho, passaram a criá-lo como homem mesmo.
    Mas pelas histórias que ouço dos familiares mais velhos e considerando o histórico, tenho a impressão que ele sempre foi muito mimado e que minha avó fazia todas as suas vontades.
    Ele é descontrolado emocionalmente e sempre descontou na comida, tanto que ficou obeso, com 1,65 m de altura chegou a pesar 150kg.
    Mas ele nunca teve problemas com bebida até então, bebia "socialmente", as vezes até se embriagava, ficava "alegre", mas até então não apresentava um problema de vício.
    Como viveu tentando emagrecer, recorreu à cirurgia bariátrica (algo que não recomendo nem para meu pior inimigo).
    Foi aí que o inferno começou.
    Pq a cirurgia trata de um sintoma, mas não da causa do problema.
    A obesidade do meu pai sempre foi emocional, o resultado é que a fome dele não diminuiu, ele apenas não conseguia comer o suficiente para saciar sua fome.
    sempre que tentava, passava mal e vomitava.
    Foi aí que pendeu para o lado da bebida.
    Ele não bebia muito, ele dava umas bebericadas durante o dia para tapear a fome.
    Mas acontece que vício é sempre progressivo.
    Atualmente ele perdeu o controle, vive caindo de bêbado pelas ruas, outro dia desmaiou na rua e vizinhos foram nos chamar em casa para ajudar meu pai.
    O pior é que não adianta falar, vício é vício.

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    1. Pesquisando, descobri que o nome disso que meu pai desenvolveu é anorexia alcoólica e algo extremamente comum em pessoas que passam por cirurgia de redução de estômago.
      Então, meu post serve como alerta, se vcs conhecem alguém que pretende fazer a redução de estômago e não seja um caso realmente necessário, tentem dissuadir a pessoa.
      Porque em vez de resolver um problema, ela pode acabar arrumando vários outros.
      Muitas pessoas procuram a cirurgia bariátrica porque não querem viver de dieta, mas se iludem, porque quem faz a cirurgia é obrigado a viver de dieta o resto da vida, inclusive tomando suplementos alimentares para suprir as carências nutricionais, comer rigorosamente de 3 em 3 horas e seguir uma dieta extremamente equilibrada.
      Bom, no final das contas, é o velho ditado: "não existe almoço grátis".
      Não existe solução milagrosa, fácil e rápida.

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    2. Sinto muito pela situação. Só posso desejar boa sorte para vocês.

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  70. Adriana, lendo as histórias de todos aqui me identifiquei. Meu pai sempre foi alcoólatra. Quando menina cheguei a ir atrás da minha mãe, que ia atrás dele no bar. Um dia antes de minha formatura ele agrediu a minha mãe e vários episódios desses aconteceram na minha vida. Atualmente já saí de casa - sou casada com uma pessoa maravilhosa, que não bebe - mas vivo me preocupando com a relação do meu pai e da minha mãe, que se queixa todo o dia que ele a agride após beber. Amo muito meu pai, que nada deixou me faltar. Não sinto raiva dele. A única coisa que eu sinto é vontade de ajudá-lo, mas não sei como... Faço terapia há quatro anos e só hoje percebi que minha culpa sem explicação pode ser fruto dessa situação terrível!

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    1. Com certeza, o alcoolismo acarreta um monte de culpa: culpa em quem bebe e culpa (irracional) em quem convive com o alcoólatra. Observe como vc se sente sempre 'em dívida'. Trabalhe isso em terapia. Vc deveria através da tua transformação interior conseguir ajudar indiretamente seus pais, sobretudo sua mãe que é vítima dele.

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  71. Bom dia Adriana,

    Fiquei impressionada de ver como você responde a todos os comentários com atenção. É raro isso! Parabéns!

    Amo meu pai! Nem sempre tive essa relação com ele. Ele é um homem bom, porém alcoolatra. Vivo a minha vida toda nisso... Ele tem momentos de sobriedade mas sempre tem recaídas. Hoje, uma delas depois de mais de um mês sem beber. Ele some, não dá notícias para nos maltratar eu sei. Sei que preciso de ajuda, mas sinto que estou inerte... não consigo reagir, já não tenho mais forças. Minha mãe desenvolveu problemas psiquiátricos e emocionais por causa disso. Nossa família cresceu desestruturada por causa disso. Ele é fraco, admite o problema mas resiste em tratar pois acha que consegue sair sozinho, mas sei que ele sabe que não. Meu peito dói por nao conseguir... Como pode um vicio desgraçado desse e o nosso governo finge que nao existe. Vejo as propagandas de bebidas livres e sempre mostrando pessoas alegres, bonitas e felizes... MENTIRA... isso destrói... Deviam fazer como fizeram com o cigarro, assim quem sabe haveria menos tentação aos alcóolatras e eles teriam menos recaídas.... Nunca consegui ter a minha propria vida pois meu pai e minha mãe me sugam demais, não tenho mais forças... engordei, adoeci, sou muito infeliz.... mas não sei ser feliz sozinha. Como posso abandoná-los? Queria muito eles comigo!!!!! Já li quase tudo sobre o assunto e fico pasma ao ver o quanto é pouco o conteúdo principalmente sobre tratamentos. Obrigada por abrir esse espaço.... Deus te abençoe sempre!!

    Lilian

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    1. Lilian, até que tem vida tem esperança. Vc tem uma vida aí, a tua, pela qual é plenamente responsável e tem a obrigação diante da tua alma de fazer dela algo bom. Portanto, tem a obrigação de sair do buraco. Vc está deprimida. Precisa se tratar primeiro vc, individualmente. Somente assim podemos ajudar os que amamos. O filme "Amor além da vida" está errado: não é ficando no inferno com os entes amados que eles vào despertar e se/nos salvar (http://www.psicologiadialetica.com/2010/06/saber-dizer-deus.html). LEVANTE-SE E CAMINHE :-)

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  72. bom dia, Adriana
    Estou com meu marido a 22 anos, mas, somente a 03 anos nos casamos. Temos duas filhas, uma de 9 anos e uma de 1 ano e meio. O pai dele é alcóolatra bebe todos os dias, cachaça, cai na rua, faz xixi na roupa, minha sogra chora e deseja morrer porque não aguenta mais essa vida, ela não sabe sair disso, vive a moda antiga casada desde os 15 anos com ele e tem dó, ela dá banho dele , faz mingau para ele não ficar sem comer. Ele é o tipo de bêbado que chora, fala que quer morrer e tal. Meu marido tenta poupar nossas filhas e não deixam ela ir no quintal para ver o avô assim. Moramos no mesmo terreno, nós na casa da frente e meus sogros nos fundos, meu marido é filho único.
    Mas, meu marido também é alcóolatra e não assume, fala que ele não é como o pai, porque ele sabe beber. ele só bebe final de semana, mas se passar de 06 latas de cerveja não consegue parar e quer que compre mais e briga e me xinga, xinga a mãe dele se não arrumar dinheiro caso eu não tenha na hora para comprar mais.
    no dia seguinte ele pede desculpas promete parar, que não vai mais fazer as meninas sofrerem e tal, fica um final de semana sem beber e no outro começa tudo de novo.
    Ele não me agride fisicamente, mas verbalmente o que é pior, não xinga nossas filhas, ele as trata bem mesmo bêbado, mas a de 9 anos que entende tudo chora, fala que esta com medo, pede para chamar a avó porque a mãe ele respeita somente eu que não, ela enfrenta ele manda ele parar com a palhaçada e pensar nas meninas, só que eu se enfrentar ele me xinga e quebra as coisas, esmurra portas e tal e minha filha fica desesperada.
    peguei vários depoimentos aqui e imprimi para que ele leia e veja que ele é sim alcóolatra e que ele causa muita dor na nossa filha mais velha, esse final de semana ele exagerou de novo e eu falei que se continuar assim eu vou embora porque não é justo nossa filha sofrer assim, que ela não merece.
    ela me implora para não largar ele, ela fala que quer a família dela unida que é pra eu fingir que não estou triste com o que ele faz e desculpar ele.
    o que eu faço? eu já sai de casa uma vez , acordei cedo e levei as duas comigo para a casa dos meus pais, ele pediu para voltarmos e que não iria mais exagerar na bebida, claro, só duros umas duas semanas.
    eu sou a maior renda da casa eu ganho 3 vezes mais que ele e consigo dar uma boa vida para minhas filhas, meus pais não possuem nenhuma vício, são unidos e meu pai é perfeito, nunca brigou com minha mãe, sempre resolveram suas diferenças conversando e achando uma solução, se amam como se fossem namorados até hoje. e me apoiam no eu decidir, meu pai acha que eu sou muito esforçada para viver assim e que minhas filhas não merecem essa vida.
    mas a de 9 anos não quer que eu largue o pai dela por mais que ela sofra com as crises dele me xingando, ela fica desesperada.
    eu quero fazer o que for o melhor para elas estou com ele sim, por elas, porque ele é um bom pai, e juro que não sou dependente dele. só quero que elas sejam felizes a de 1 ano e meio parece um rabinho atrás dele, porque eu trabalho e ele fica mais desempregado que trabalhando, mesmo em casa atoa ele só bebe final de semana.
    será que a separação vai fazer minhas filhas deixarem de gostar de mim?
    é certo eu atender minha filha mais velha e ficar com ele?

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    Respostas
    1. Patrícia, o estar atrás dele de sua filhinha não é motivo para você e sua filha mais velha sofrerem abusos e viverem nesse clima. Amar não quer dizer aceitar certas condições. O amor entre adultos não pode ser incondicional. Se você fosse forte o suficiente e independente estaria tomando as rédeas em suas mãos. Isto é: saia daí, proporcione um ambiente saudável para si e suas filhas e administre e situação com ele. Ele quer a família unida? Maravilha. Então que faça o caminho para alcançar o que ele quer. É uma troca. Ele deixa algo para obter algo em troca. O que vale mais? A bebida o a família? Ele tem que prestar contas e mostrar o que vale. Se vc cai numa conversa dele... tem algo errado, não? O conhece a 22 anos... Assuma que a vida é complicada e que mesmo estando mais saudáveis de outros a gente tem que fazer as contas com os problemas que os que amamos nos causam e assumir as consequências, isto é mudar e viver com suas filhas sem ele, até ele estiver firme e forte sobre suas pernas e não sobre a bebida.

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  73. Adriana, bom dia!

    Sou homem e tenho 28 anos.

    Leio esse artigo (tenho ele salvo no favoritos) já faz algum tempo. Todas as vezes que temos brigas na nossa casa, eu venho aqui para ler e me confortar pois mais pessoas vivem na mesma situação.
    Ontem, novamente, meu pai teve outra de tantas crises.. xingou eu e minha mãe, bateu porta e brigou sem motivo nenhum.

    Te pergunto como sacudir os sentimentos de culpa dele? Como fazer ele pagar as consequências das atitudes?

    Quando ele está sã, é um cara muito bom. Faz tudo que pode para nos agradar. Mas vem a maldita pinga e ele muda. Já não é NADA daquilo que era.
    Tenho uma namorada que me apoia e me conforta, mas toda vez que acontece essas situações tenho crises de ansiedade, perco a fome e não consigo ter disposição para nada. Sou um cara esforçado, formado, que trabalha e em breve pretende adquirir um imóvel e sair de casa. Mas morro de pena da minha mãe e das consequências dessa minha decisão de sair de casa. O que posso fazer para ajudar ele? Ajudar ela?

    Obrigado pelas respostas e orientações. Um abraço.

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  74. Adriana, Boa Tarde!

    Eu li cada uma dos comentários e sinceramente não pensei que tivesse tantas pessoas passando praticamente a mesma situação que eu .Minha história tb é muito triste, convivo com o alcoolismo desde que me conheço por gente, começando pela minha mãe, ficou com cirrose e depois o câncer, já fazia uns 10 anos que minha mãe tinha falecido, eu e minha irmã nós casamos e na época meu pai pesava quase 130 kl e resolveu fazer a cirurgia de redução de estomago, para ficar bonitão, foi morar sozinho, trabalhando no período noturno como vigia, não conseguia dormir durante o dia, foi quando ele começou a beber para poder dormir e trabalhar a noite e assim foi passando o vicio para o período noturno tb, beber em serviço, até que um dia ele teve um derrame, onde de lá para cá não foi mais o mesmo, no começo não percebi e os médicos não me alertaram achei que estava tudo normal com ele, mais foi só sair do hospital que ele voltou a beber, morando sozinho, quase colocou fogo na casa, então resolvi interna-lo, pois eu como filha ele não me respeitava, levava para a minha casa e ele fugia, fez varias dividas, se perdia, comecei até procura-lo na rua, mais ele sempre voltava para a casa dele, então já faz 4 anos que venho internando ele em várias clinica, ele aceitando ou não ele ia, mais no ano passado minha irmã que nem visita-lo nas clinicas ia, resolveu tira-lo para cuidar dele, ela não aguentou 5 meses, simplesmente o deixou no meu portão com mala e tudo, e hoje ele esta em minha casa, em um apartamento minúsculo, deixei o quarto da minha filha para ele e ela dorme no chão do meu quarto, meu marido é paciente mais não esta satisfeito com essa situação, e se eu der dinheiro para ele, ele vai direto beber, se não der ele não faz nada, passa o dia fazendo caça-palavras, eu trabalho, minha filha fica na escola o dia todo e meu marido esta desempregado no momento.
    Meu marido diz que eu sinto culpa de alguma coisa, eu não sei, só sei que gostaria de cuidar dele da melhor forma possível, faço terapia a 2 anos e ainda não encontrei a resposta.
    Minha vontade era de coloca-lo em um asilo, onde ele tem companhia, cama limpa, refeições, médicos 24 horas, mais tudo é muito caro. Estou vendo no interior de São Paulo, o valor é um salário mínimo, seria o que eu poderia pagar agora.
    Não sei se teria coragem, mais sei que tenho que pensar em mim e na minha família em primeiro lugar.
    Nossa como é difícil!
    Obrigada

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  75. Nunca li tanta bobagem na minha vida!! Tá cheio de alcoólatra que não é violento. Auto destruidor sim, mas que visão subjetiva!!! Há muitos casos diferentes desse. Pesquise mais antes de publicar algo assim. Seu caso particular não é geral.

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  76. Meu nome é nans Meu namorado e eu estávamos felizes, tanto quanto eu poderia dizer e eu nunca pensei que iria quebrar-se. Quando seu primo morreu em um trágico acidente de carro, ele voltou para a Philippine por uma semana para estar com sua família. Eu não podia ir porque eu estava no meio de entreter os clientes fora da cidade para o trabalho. Ele não parecia estar chateado que eu não poderia ir, então eu deixá-lo ser. A próxima coisa que eu sei, ele reconectado com um velho amigo de escola que ele tinha uma queda por anos e eles começaram a ter um caso! Eu não tinha idéia do que estava acontecendo até que um mês depois que ele voltou de Philippine.He passou a ver a ela e eu até que eu peguei ele testando ela uma noite. Eu confrontei-o e ele me disse a verdade sobre o que aconteceu. Nós terminamos e fomos nossas maneiras separadas. Nenhum de nós lutaram para o nosso relacionamento. Eu estava com raiva e decidiu não ficar chateada com isso e apenas mantê-lo em movimento. Em seguida, após cerca de um mês de não falar com ele eu fiquei triste. Eu queria que ele me diga que ele queria ficar comigo e não ela. Entrei em contato com Dr.okojie por um feitiço de amor e ele totalmente me ajudou! ele foi capaz de levá-lo a me perder para onde ele queria voltar a ficar juntos novamente. Ele tinha um monte de arrependimentos e me senti mal por não lutar para me manter e para fazer batota em geral. Ele valoriza a nossa relação muito mais agora e estamos juntos agora! Você também pode obter o seu amor de volta com a ajuda de Dr.okojie em contato com ele através de seu e-mail: drokojiehealinghome@gmail.com

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