26/06/2017

PERVERSIDADE FEMININA

Se há uma boa razão para o mal estar espalhado pelo mundo, é para que nos tornemos conscientes dele. Nos séculos passados a humanidade já atinou para o fato que matar uma pessoa não é algo que possa ser impunemente permitido. Na prehistória (estou sendo otimista? vamos dizer na Antiguidade), um homicídio tinha um impacto menor do que tem hoje. Na atualidade, milhões e milhões de seres humanos jamais matariam alguém (apesar disso vejam os estragos que uma única pessoa consegue fazer). Ainda existe a permissão de Estado para matar a outros, chama-se "guerra", mas vou me ater à psicologia individual. Pois bem, não matamos mais impudentemente ninguém. Também, a enorme maioria da população não rouba, do tipo que entra numa loja e simplesmente leva seus produtos.

Roubar e matar, porém, são somente males escandalosos e explícitos. Há uma gama aparentemente infinita do mal que se manifesta numa variedade também infinita de modalidades e que continua fazendo vítimas. Estas são ora os perpetuadores desse mal, ora seus infelizes companheiros de jornada (de casa, de família, de trabalho, de amizade, etc.). Uma dessas manifestações e das mais intrigantes é aquela que se observa com mais frequência do que se gostaria nas mulheres. Não excluo que os homens também sejam portadores desse tipo de mal, afinal, podem ter tido uma mãe que graciosamente lhos ensinou ou carregam de outras vidas esse “dote”. Considero a maldade da qual vou falar agora de caráter "feminino".

Pelas mulheres terem sido condenadas a serem boas, dóceis e disponíveis, criou-se uma sombra gigantesca e coletiva que pesa sobre elas e que se chama perversidade. Como um anjo negro, a perversidade penetra sutilmente na realidade à sua volta, assim como sutilmente cumpre sua tarefa. Se os homens, em explosões violentas e visíveis, matam com faca ou revólver, as mulheres, nas sombras de suas próprias consciências, envenenam, lenta e friamente.

Há níveis de maldade que estão tão compenetrados na alma da mulher que transpiram dela naturalmente, diria "suavemente". Há mentiras tão profundamente entrelaçadas com o que sobrou de bondade que já não é possível discernir uma coisa da outra. Fica a sensação ruim, um gosto amargo na boca e as consequências nefastas que os outros (quando conscientes) percebem. Como a pobre mulher parece alheia a tudo isso, ou nega e se defende até a morte, suas vítimas ficam confusas e continuam se submetendo ao esquema de falsidade que governa suas relações.

Uma noite tive um sonho no qual um homem, que é uma pessoa querida de minha convivência, e que está mal casado, me falava da esposa. Ele me dizia que, ao conversar com a mulher, esta lhe dava explicações de seus atos diferentes daquelas que eu daria a ele para explicar os atos dela. Isso o deixava perplexo e confuso, portanto paralizado pois não sabia o que fazer. No próprio sonho respondi que sua confusão e parálise eram devidas ao fato dele acreditar nela (que claramente estava mentindo). O fato dele dar crédito às palavras dela produzia aquela desorientação da consciência que ele estava vivenciado e que lhe impedia de tomar uma decisão na vida.

Por que ele acreditava nela?

Acreditamos em alguém quando somos convencidos por suas palavras, lógica ou sentimento que a pessoa nos transmite. O que acontece quando uma pessoa continua prestando atenção a alguém que não é sincero? Alguém que é ambíguo até o fundo da alma, alguém que não demonstra caráter? Quem cai e continua caindo numa armadilha dessas é porque não presta atenção em alguma coisa, certo? O calcanhar de Aquiles desse tipo de pessoa é ela não ouvir e valorizar seu sentir. As vítimas desse tipo de mulher perversa geralmente são os homens, porque estes têm pouca ou nada educação emocional, e logo não sabem o que sentem (mas há mulheres que também caem nessa).

A perversidade raramente chega em meio a núvens negras, fumaça e trovoadas. Ela se aproxima de mansinho, mascarada de humildade, doçura e suavidade. Ela se mostra envolta no papel de vítima, de coitadinha que precisa de proteção e resgate. Pode parecer até educada, empenhada, sincera.

De onde sabemos que é tudo mentira? Pelos efeitos que cria e pelos pequenos gestos e palavras que vazam de vez em quando. Por exemplo, a mulher com ar de anjo que chega na tua casa, num relance de olhar enxerga o tapete novinho que você acabou de comprar, e se senta na cadeira e com gesto descontraído e quase elegante, entre uma conversa e outra, passa a mão pelos cabelos e joga uns fios no tapete. Ou aquela mulher jovem (e invejosa) que ao conversar com alguém experiente e realizada observa, com um sorriso gentil nos lábios, que você parece ter mais anos do que você tem.

Não é à aparência e às palavras dessas pessoas que se deve prestar atenção. É ao que está por trás dela. E como se chega lá? Pelo auto-conhecimento e discernimento interior. Você precisa desenvolver um sexto sentido, por assim dizer, uma inteligência que é basicamente emocional e que complementa a racional. Somente assim se consegue reconhecer o perigo por trás das aparências e das palavras suaves e “lógicas”. A falha do homem do sonho é que ele tem inteligência racional, mas falta-lhe inteligência emocional.

A falta de inteligência emocional é terreno fértil para a consciência embaçada e a mente confusa. Fica-se presos às aparências que se julgam com base no senso comum, ou seja em preconceitos familiares, sociais, de raça, de gênero, de problemáticas pessoais inconscientes, etc. Em cima disse se tenta criar um argumento racional que nada mais é que uma cobertura racionalóide para justificar o que não se consegue entender de verdade, controlar, administrar. Quanto menos as vítimas dessas mulheres prestarem atenção a seu sentir profundo, mais estas figuras da maldade penetram em seus espíritos e os asujeitam.

A falta de discernimento emocional é então favorecida e mantida por um sentimento poderosíssimo: o sentimento de culpa, que nada mais é que a arma mais poderosa da perversidade. Isso faz com que suas vítimas se sintam culpadas ao sentir vontade de simplesmente se libertar de quem não presta – como é o caso do homem do meu sonho. Atados por duplo nó, essas pessoas ainda por cima, se acreditam serem melhores e mais fortes do que elas, e acham portanto oportuno aguentar e levar adiante a relação, acreditando-se heróis. Mas é mentira – mentira que contam para si mesmos para explicar tamanha estupidez e para camulhar sua própria confusão. Na verdade, esses homens cairam uma armadilha e suas vidas sentimentais estão travadas, podendo poluir a profissional também.

É importante frisar que o sentimento de "culpa" não pertence ao sentir profundo, mas é o efeito número um da ação perversa, seu gancho para arrombar a alma desavisada e conquistá-la. De fato, não existe culpa quando nos afastamos do que nos faz mal (a nós e a nossos filhos), seja qual for o nome do portador desse mal (mãe, pai, sogra, amigo...).

O que fazer então com aquela vontade benigna que muitas pessoas têm e que as leva a, apesar da perversidade da outrra pessoa, querer ajudá-las? Deve-se fazer o mesmo que os avisos nos aviões sugerem em caso de acidente: primeiro você coloca a máscara de oxigênio em sua boca, depois na de seu filho. Não se pode socorrer alguém permanecendo em seu mesmo lamaçal. É saindo dele que se pode, então, oferecer a mão. Aí cabe à outra pessoa pegar a mão amiga ou não. É nessas horas que se descobre que nem sempre ela estica a mão de volta...


Adriana Tanese Nogueira

Psicanalista, filósofa, life coach, terapeuta transpessoal, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca em Boca Raton, FL-USA. +1-561-3055321 www.adrianatanesenogueira.org


49 comentários:

  1. Mas com sorriso meigo e modos gentis... ;-)

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  2. Conheço uma pessoa assim... e é triste, porque não consigo me afastar, pois é próxima, mas também não quero vê-la nem conviver com ela...

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  3. Arranje um jeito de se proteger, Ana Luisa.

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  4. Meu deus: eram minha ex-sogra e minha ex-empregda (que foi para na minha casa via minha ex-sogra). Minha ex-sogra tinha tal poder com relação ao filhoque ele a ouvia me xingar e ele nem reagia, paralisado. Ele só começou a tomar consciência quando eu saí de casa. O que soube é que ele conseguiu começar o movimento com relação a mãe, mas se sentia refem da empregada perversa porque ela envolvia a filha dele... meu deus, que tristeza... e ainda bem que eu me livrei disso!

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  5. Eu vivo com uma pessoa assim, sinto exatamente como descreve. Acredito nos sinais corporais que vejo em sua "doce candura", também me sinto manipulada e obrigada a tal situação, por ser tratar de parente próximo e idoso. Seu Blog está me ajudando a entender melhor as coisas. Sabe, juro de coração que não sabia que existiam pessoas assim (más ao ponto da perversidade da manipulação "VITIMAL"). Elas destroem tudo por onde passam, precisamos ficar alerta senão destroem a nossa vida também.
    Sinto muita tristeza em saber que vivo com o inimigo e igual a mim muitos tem por ai, é triste, mas é verdade.

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  6. Eu adorei o q li, nunca tinho lido nem ouvida falar em nada assim mas discreve bem , uas vizinhas minhas e outra pessoa bem proxima a mim, nosa como e dificil deixar de conviver com elas, e so apos ler esse txto pude perceber que o q eu fazia era totalmente o ao contrario do q se deve fazer

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  7. Juliana, que bom que vc saiu disso. Os homens realmente ficam presos numa armadilha afetiva da qual têm dificuldade para se soltar.

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  8. Essas pessoas são tão vítimas de si mesmas como suas "vítimas" externas. A diferença que elas "encarnaram" esse mal, se recusam em algum nível de se enxergar e portanto de se melhorar. Logo, esse mal se espalha, inevitavelmente. É como s encher de fumaça de cigarro e poluir todos os ambientes nos quais vai, mesmo sem estar fumando no momento.

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  9. Jennifer, conhecimento claro permite ação efetiva :-) Abraços!

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  10. Um texto merecedor de outras tantas leituras, Adriana, até pela possibilidade de ampliar o leque de reflexões. Ainda assim, as mudanças já são operadas no cotidiano, quando se trata de inteligência emocional masculina. Não se pode mais generalizar, sob pena de instaurar estigmas não mais condizentes.

    E penso que o desfecho do seu texto sintetiza, muito bem, o quanto estamos todos sujeitos à intempérie das idiossincrasias humanas. É preciso, primeiro, cada um tomar consciência de si, suas fragilidades, incompletudes e estágio de inacabamento. Refazer-se primeiro, e só depois escolher outra direção.

    Consciência do próprio inacabamento significa também revisar-se, numa reflexão que não busca a grandiloquência existencial, mas as minúsculas escorregadelas... E são essas que desenham o perfil da humanidade que caminha na mesma estrada, embora também esta mesma humanidade "insista" que há os que rastejam, engatinham, flutuam, correm, ziguezagueiam, avançam, retornam... Ou seja, cada um procura sempre estar no nível ou no ritmo que é inculcado socialmente como melhor e aceitável... E mais uma vez o olhar se depara com o outro e nunca com o espelho...

    Enfim, como você bem disse, primeiro é preciso colocar a máscara em si mesmo, respirar, retomar o fôlego e depois...

    Meu abraço!

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  11. Só o tempo faz com que a gente possa perceber esse comportamento, mas as vezes nem o tempo aciona nossa percepção. Infelizmente ou felizmente conheço algumas criaturas assim, é terrível essa constatação, me sinto mal... mas é muito bom ser capaz de perceber.

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  12. Olá Gilmar,

    Acredito que há homens diferentes, mas sempre falo a partir do que observo, parto da prática e me movo na direção do "ideal".

    Não sei o que vc entende com "inacabado", talvez falemos da mesma coisa, mas essa palavra se relaciona com seu oposto: o estar "acabado", a qual coisa me parece não só ontologicamente impossível mais psicologicamente assustadora. Eu vejo o caminho evolutivo humano como infinito.

    Sobre a perversidade feminina (e masculina), não a considero uma idiossincrasia, mas um sério handicap, como uma doença que deve ser tratada com a firmeza e lucidez necessária.

    No resto, concordo com suas palavras que antes de mais nada é preciso tomar fôlego, respirar fundo e focar, porque aí é que se pode começar a pensar de verdade.

    Grande abraço!

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  13. Jacqueline, é triste sim. Mas conseguir arrancar a faixa dos olhos e enxergar é metade da cura :-)

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  14. Foi um dos melhores artigos que li em toda minha vida, eu convivi com uma pessoa assim, perversa. Somente agora depois que acabou o relacionamento, e fui pesquisar sobre perversidade, eh que descobri quem eh a pessoa de fato. Te agradeço, porque agora saberei reconhecer muitos dos sinais sutis da perversidade humana. Felicidade.

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  15. Olá José, obrigada! Fico feliz que o artigo tenha lhe ajudado a esclarecer sua experiência. Abraço!

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  16. eu gostaria de saber se uma pessoa assim pode te fazer achar q vc é q é a má da historia, pq apesar de estar devastada, é assim q me sinto a pior pessoa do mundo. (è a sutileza dos atos, e a negação quando confrontado q geram duvida)

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  17. Pode sim, Meyre. Mas percisa entender a relação em profundidade para saber o que aconteceu e de quem são as responsabilidades.

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  18. Dra Adriana achei mt interessante seu blog, se possivel fale sobre o assunto herdeiro, a mãe dizia gostar mais do filho unico e mais velho e as treis irmães ouviram isso claro, so q qd a mãe morreu a primeira atitude de uma das irmães foi tirar a ft do irmão da parede ñ conformada mandou devolver a ft na casa do irmão resultado q as treis se unirão contra esse irmão e outro irmão adotivo, a maldade ñ tem limites p elas atinge o irmão, a mulher dele e até os filhos , parece q depois da morte da mãe passaram a viver c um so ideal atingir o irmão e sua familia, como se a mãe fosse quem segurase essa situação, a briga paresse ser por bens material mais acho q ñ é a senhora pode por gentileza abordar esse assunto?

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  19. Maria, vc está se referindo a uma situação bem concreto que precisaria ser vista com mais detalhes e atenção (as isso requer uma sessão). De forma geral, o ódio das irmãs pelo irmão foi cultivado pela mãe dos quatro que, de forma machista e patriarcal, valorizou o filho por ser homem e colocou as três filhas para baixo por serem mulheres.

    Mulheres criadas para se sentirem indivíduos de segunda classe dentro da própria família, pela própria mãe, como haveriam de se sentir? Isso no século XX e XXI?

    Não é de se surpreender se detestam o irmão...

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  20. Drª Adriana, muito bom seu blog parabens, gostaria de saber um pouco mais sobre a perversidade feminina, pois fui vitima de minha ex-namorada que se enquadra nos detalhes apresentado, hoje vejo o quanto sou falho na inteligencia emocional,me deixei levar e cheguei a uma situação arrasadora, não excluo minha culpa na relação falida, mas o mal que sofri e hoje observo o quanto ela "brincou" com meu sentimento me assusta para o proximo relacionamento...

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  21. Daniel, nem sempre a "brincadeira" é consciente. Ela fez o que é e vc reagiu conforme o que é. Auto-conhecimento é a melhor estratégia para evitar repetir o mesmo modelo de relacionamento.

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  22. Drª minha esposa tem todos os sintomas descritos nos textos e deixou minha casa com meu filho, arrasou com nossa família nem meu filho de 9 anos quer morar com ela por isso.
    Preciso que você se possível me ajude, o que eu devo fazer pois amo muito ela e ela não quer ser ajudada e fala que a culpa é minha e o pior que ela faz psicologia e já estudou perversidade mas ela não vê o que faz só importa o que ela quer não o que deve fazer.
    desde já agradeço sua atenção.
    Rodrigo Nunes

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  23. Rodrigo, posso ajudá-lo a enfrentar essa situação. Precisa marcar umas sessões comigo para me contar direito o que está acontecendo e vermos quais são as melhores formas de lidar com tudo isso. Me escreva: adrianatnogueira@uol.com.br

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  24. Muito interessante sua observação Adriana.
    Trata-se de mulheres muito persuasivas, talvez, na maioria das vezes, inteligentes, mas ao mesmo tempo vingativas. Se sentem bem em colocar as almas que desejam conquistar em situações de pressão e acham que assim conseguem mante-las sob controle. Apesar da baixa auto- estima, se sentem o centro do universo e desejam ser endeusadas.
    Criam situações vexatórias para o parceiro, apresentam-se ciumentas, normalmente um "falso ciumes" de modo que suas estratégias internas lhe pareçam funcionar. São frias calculistas, sem sentimentos ou remorso.
    Desejam obter submissão e conseguem que as vítimas se esmerem em agradar-lhe.
    Não valem o que comem e estão condenadas a viver na violência e na covardia.
    Complicado

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    1. Tem as mais calculistas e as mais burras. Perversidade não necessita necessariamente de inteligência, é uma expressão da alma ignorante e obscurecida pela própria ansia de poder.

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  25. Nossa eu conheço uma pessoa assim, realmente elas tem o poder de destruir a vida de quem esta por perto com atitudes que passam despercebidas aos olhos das pessoas que estão em volta. No meu caso eu tenho que ter contato com ela nem que seja minimo pq um grande amigo meu é casado com ela.

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    1. Hoje em dia já se fala da perversidade familiar, talvez a mais tóxica de todas. Que bom ter a inteligencia emocional para perceber tudo isso e me afastar. Fica um misto de alegria e tristeza, mas fazer o quê? Tenho que pensar em mim também. Parabéns pelo corajoso texto.

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  27. Adriana você acredita que esse tipo de mulher pode se aprender com as dores da vida, se é que sentem alguma dor, e se tornarem mulheres que valem a pena se relacionar?

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  28. Com certeza, aprendem. Mas pode demorar muito.

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  29. Olá.. Adorei o conteúdo e a forma que você escreve. Parabéns!

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  30. Terrivel quando esta pessoa é sua propria mãe ! Aquela que deveria lhe proteger , lhe amar incondicionalmente , lhe dar apoio emocional para todas as situaçoes da vida , ter orgulho da sua existencia ... Triste quando tudo isso e trocado por vioencia fisica e psicologica , calunia , mentira , intriga , manipulaçao .. E de repente v ve quase que o mundo inteiro contra vc e se pergunta : o que fiz de errado ? Mas percebe que aquela rejeiçao comunitaria foi fruto de alguem que soube muito bem transformar pequenas verdades em grande mentiras ... Ate para um medico e dificil enxergar e aceitar a existencia e o rastro de destruiçao que pode provocar uma pessoa com este tipo de transtorno que nao e doença , mas sim uma falha de carater .

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    1. Verdade. Como eu trabalho com vidas passadas e não só com psicologia dessa vida eu entendo que há karmas aí não resolvidos. O que não quer dizer de forma alguma que vc tenha que aguentar e sofrer. Quer dizer que sua mãe não soube se superar... Mas é importante vc entende isso tudo. Essa "falha do caráter" de sua mãe a atinge profundamente, portanto lhe cabe entender o que é isso.

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    2. Vish minha mãe é pode se dizer uma das pessoas mais terríveis e perversas que conheço. Nela existe uma falsa bondade. Te dá com uma mãe e te bate com a outra. Estou longe, me casei e mudei de cidade mas ela continua a me enfernizar de modo que faz dizer e sentir coisas horríveis... me sinto mal. Meu pai faleceu tem quase um ano. E eu me pego pensando que deveria ter sido muito melhor ficar sem mãe do que sem meu pai... ela é venenosa e louca, é manipuladora e eu estou odiando ela. É horrível ter esse sentimento com a própria mãe...

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  31. Eu vi o mal. O mal que faz tu sentir pena, que faz tu ficar confuso, que manda mensagem dúbia a toda hora, que faz tu achar que é coisa da tua cabeça,o mal que provoca e que seduz. A pessoa que faz questão de mostrar que tem controle e poder sobre as outras e que manipula. A pessoa que se exibe e que suas conquistas são apenas troféus para mostrar aos outros. A mulher em questão mora em meu Prédio. Eu fiquei uma semana como um morto vivo, apenas me levantava para comer e depois dormir. Perdi compromissos pessoais e profissionais. Isso que nem tive intimidade com ela ( Graças a deus me segurei. Um conselho: É importante identificar pessoas assim para se afastar. Muito bom o site! abraço, Marcelo.

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    1. Obrigada, Marcelo. Vc conheceu um aspecto da sombra feminina.

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  32. Diagnostico fantastico dessa realidade que assombrou minha vida por anos, à sombra de mae perversa. Parabens.

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    1. Obrigada! Precisamos compreender para todos evoluirmos.

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  33. Geente, perfeito!Eu conheço pessoas de uma perversidade, que vivem com suas "vitimas" tão bem enroladinhas que nem "provando um delito em papel com assinatura",elas conseguem reagir!E todas que conheço na situação são homens.Suspeito que seja extamente por causa do gênero,algo subconsciente de confiarr nas mulheres, sei lá!Obrigada, gostei muito.

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    1. Tanto as mulheres são vítimas dos homens quanto os homens podem ser vítimas das mulheres, do ponto de vista psicológico porque daquele físico e sociológico as mulheres são geralmente as únicas vítimas. Mas psicologicamente falando os homens são perfeitamente manipuláveis e isso começa lá atrás... com suas mães....

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  35. Bom texto. Bons comentários. Interessantes elucidações. Como um Ser Humano, extremamente racional, bem sei dos "bônus" e dos "ônus" que proporciona o uso maior da razão entre outros que desprezam. Concordo que a maioria dos homens (não todos) carece de um maior desenvolvimento de sua percepção emocional (não chamaria isso de "inteligência"). A negligência (em grande parte induzida pela cultura) com esse aspecto do desenvolvimento de Si,tem sua nefasta consequência na pouca ou nenhuma capacidade de identificar a perversidade. Eu próprio, admito minha deficiência neste aspecto. Sempre me pautei muito pela lógica e, mesmo agora, admito ter dificuldades em compreender o Mal. Não falo da análise de suas consequências mas de suas origens prescindindo do elemento "crença" (no transcendental). Me atendo, somente, à imanência me é extremamente desgastante tentar fazer as conexões entre o "teatro", consciente, empregado como tática para a realização de objetivos, em que a (o) peverso representa o Bem para alcançar o Mal. Eu fui vítima de uma mulher desse tipo. Ela, muito rica, viajada, de bom gosto, me fez acreditar trata-se de mulher sofisticada, de valores e espiritualizada. Preocupada com seus semelhantes e voltada às Artes, apreciação da Natureza, pequenos detalhes nas coisas, delicada, elegante, dócil, bonita, discreta, polida, sensual, carinhosa... entre outros atributos. Me dizia, de forma quase poética, coisas lindas. Em certo dia, após voltar de viagem onde fui visitá-la (em cidade próxima), ela (se referindo aos nossos últimos e belos momentos) disse que eu a "completava" inteiramente, classificando nossos momentos como "sagrados". Essas foram suas últimas palavras (e nos falávamos diariamente, trocando msgs). Após o quê, nunca mais me contatou ou respondeu qualquer mensagem minha e mesmo eu suplicando uma explicação para o ocorrido e apelando à ela para ser empática à minha angústia, não houve qualquer reação. Evidentemente ela não morreu. Continuou postando suas mensagens "espiritualizadas" em sua página no Facebook como se nada tivesse acontecido. Mudou por 03 vezes a foto de perfil no Whats app e nenhum contato. Nenhum sinal de consideração ou remorso diante da perversidade. Fui cuspido como um chiclete no sanitário e, em seguida, foi dada a descarga. Total desprezo, sem uma briga prévia, sem traições, sem qualquer deslize em nenhum momento da relação e após um dia especial. Me envergonho de ter sido vítima de uma alma tão peversa... me envergonho de minha pouca educação em percepção emocional. Não me resta outra alternativa, após muito me desgastar buscando entender, só posso concluir pelo envolvimento com uma mulher peversa (psicopata narcisista?). Teu artigo, trouxe mais do que algum esclarecimento, alívio ao meu Ser. Obrigado.

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    1. De nada :-)
      Precisamos todos - homens e mulheres - começar a conhecer a Sombra do feminino. Conhecemos a Sombra do masculino: é o tirano, violento, torturador, insensível, assassino, etc. Mas e o feminino? Será somente santa ou vítima?

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  36. Quero parabenizar a todos que aqui postaram suas experiencias.Estou em uma relação a quase dois anos e tudo que li de cada um estou vivendo:

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  37. loucura tudo isso!Me chamo E.kleber estou em um relacionamento a 16 meses tenho 34anos e não me relacionava a 10 anos realmente esqueci como era uma relação a dois,tanto no inico tive varios problemas não consegui conduzir a relação como deve ser.Mas hj a moeda virou a mascara caiu hj ela quem não consegue conduzir uma relação estavel,me bloqueia em tudo manipula a situação coloca toda a culpa na minha péle,censura meus horarios lugar onde estou a cerveja que bebo onde olho no transito proibi meu contato com a filha que tenho em outra cidade,resumindo manipula de todas as formas e por fim quando percebe que excedeu nas exigencias diz que faz isso pq se sente só quando não estou em casa diz que sente minha falta por isso as cobranças.todos os comentarios que li conta um pouco da minha excelentissima que hj estas com 28 anos.Agora pergunto sera que é falta de amadurecimento ou uma mulher totalmente com persuasão e manipuladora.seria a santa ou vitima!todas as vezes que a uma discussão antes a enfrentava hj me calo e como moro na cidade onde familia dela vive me retiro pra não enfrentar a sombra tirana que ela incorpora,com isso ela achas que sou fraco e fujo da situação,mas como enfrentar se nunca tenho razão.Sinceramente talvez alguns transtornos da infancia podem até fazer com que tenhamos genio dificil agora manipular opniões de terceiros pra obter resposta que desejamos ouvir isso merece tratamento.fica aqui um pouco de minha historia imagino que alguem se identifique como me identifiquei com comentarios acima.Parabens pelo seu blog Dra..Adriana

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  38. Kleber, entender o que acontece entre você é difícil quando se tem somente o teu ponto de vista. Precisaria ouvir sua namorada e entender o que acontece de verdade com ela. Daí a necessidade de um terceiro que de fora possa dar um parecer mais objetivo. Alternativamente, precisaria falar com você demoradamente para conseguir mais detalhes da situação e entedê-la melhor para dar-lhe orientações corretas.

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  39. Estou lendo este POST muitos anos após sua publicação e o conteúdo nunca esteve tão atual. O interessante é que eu vi a minha história sendo descrita no POST e nos comentários. Vítima de pais perversos (sim, ambos) e ex marido de uma pessoa ainda mais perversa (triste realidade), digo vós que hoje são águas passadas felizmente. Como fiz pra me livrar? Simples, me divorciei dos meus pais e mudei de país. Sim, estou no leste asiático e estou muito bem aqui. Detalhe, não sou asiático, não tenho descendência. Me envolvi com uma pessoa daqui e resolvi tentar a sorte. Estou mais feliz por aqui e, a experiência de ter vivido tantos abusos, me fez reconhecer quase que de imediato comportamentos perversos na família dela, tal como cunhada e tias. Infelizmente, o irmão dela é manipulado pela esposa. Bem, como praticamente não temos contato, não influencia a minha vida e da pessoa que está comigo. Porém, caso comecem os problemas, pulo fora. A vida já me ensinou bastante o que é sofrer.

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