27/03/13

O que fazer com um marido alcóolatra?

"Bom dia Adriana,
Gostaria muito de um conselho, se é que isso é possível.
Em uma das minhas inúmeras buscas na internet por uma luz, um consolo para essa minha vida miserável de esposa de alcoólatra, estava lendo um texto seu "O que fazer com um pai alcoólatra" e resolvi lhe escrever.
Acho que eu e meus filhos é que estamos no fundo do poço. Meu casamento de 19 anos, um casal de filhos e a cada dia que passa fico mais perdida e desiludida. Já perdi a esperança de um dia viver em paz com meus
filhos. Tenho aguentado tudo isso por eles. Meu filho mais novo (12 anos) gosta muito do pai e acho que não suportaria se eu o abandonasse. Fico nesse dilema: será que isso é realmente o melhor para todos? 
Meu filho há 2 anos ficou diabético tipo 1 e acho até que a causa é emocional.
Meu marido não quer saber de ajuda, acho que não quer se dar conta de tudo o que está nos causando e nossa vida é um tremendo inferno. Meus filhos e eu vivemos em estado de pavor, pois ele fica muito alterado, briga com todos (principalmente comigo), me agride muito verbalmente. Tudo é motivo de briga. Joga fora comida com as vasilhas, bate portas, joga as coisas no chão, destrói, quebra. quando chega em casa à noite e já estamos deitados ele me acorda e acorda meu filho, pelo simples prazer de brigar e reclamar de coisas fúteis: como uma camisa que não encontrou, algo para comer na cozinha, etc. E cada dia que passa amanheço nessa tormenta: como vai o nosso dia? O que vai acontecer hoje? Meus filhos saem da escola e a primeira pergunta que fazem é: onde está meu pai? Está no botequim? Ele já bebeu?
Eles também vivem o mesmo tormento que eu. Minha vida é trabalhar e cuidar dos meus filhos. O menino é muito dependente pois com a diabetes depende de mim para o controle da glicose, 03 injeções diárias, controle de alimentação. A menina tem 18 anos e não sai, não passeia, não recebe amigas em casa e é muito revoltada com o pai.
Não tenho o prazer de chegar o final de semana, de ter um feriado, pois o sofrimento é maior. Não tenho mais vida. Vivo e peço a Deus que me ajude pois meu filhos precisam muito de mim. É tudo o que eles têm e podem contar. Se não fosse por eles, já tinha desistido.
Se puder, me dê uma palavra.
Desde já agradeço sua atenção.
Que Deus te abençoe,
A."
Recebi esse email e como é um assunto de ordem cotidiana para muitas mulheres, pedi para a autora do mesmo se poderia responder-lhe em público. Espero que sirva de ajuda para tantas esposas e mães que se encontram na mesma situação. Não sei se vocês vão gostar do que vou escrever, mas tendo me encontrado eu mesma nessa situação, falo não só como profissional mas por vivência pessoal.
Em primeiro lugar A. você precisa reconhecer o primeiro passo dos Dozes Passos do AA: admitir que você (e seus filhos) não tem poder sobre o alcoolismo de seu marido. Já deve ter tentado mudar alguma coisa, reagido,protestado, gritado, conversado. Já deve ter feito de tudo: deu resultado? Não, né? De fato, o que você passa está dentro da normalidade da vida com muitos alcoólicos. Você é impotente diante da doença de seumarid, não tem como mudá-lo e muito menos fazê-lo parar de beber. Como você pode observar ele se importa somente consigo mesmo. O amor por você e pelos filhos vem depois do álcool. Não é isso?
Então, eu te pergunto: por que está com ele?
Pelos filhos?
Tem certeza?
Qual mãe vai deixar seu filho nas mãos de um bruto, egoísta, irresponsável e cruel? A criança gosta dele? A criança está doente - como o pai. Se minha filha gostasse de coca-cola ao ponto de não beber nem água mas só coca, dia e noite, eu como mãe tenho a obrigação de impor-lhe outra realidade, antes que seja tarde demais. Se tenho um namorado que eu adoro mas que é aidético, eu vou usar camisinha quando tiver relações sexuais com ele. Não há amor que possa se chamar tal que nos prejudique. Se isso acontecer, esse amor está permeado de doença. Quem é sadio há de se proteger, porque se não adoece. Na certa.
O alcoolismo, segundo os AA, é uma doença física, emocional e social. É física porque o alcóoltra desenvolveu uma dependência física, beber já não é mais uma escolha.  É emocional porque o alcoolismo está caracterizado por uma série de comportamentos padrão que, inclusive, são extremamente contagiosos, logo virando uma doença social. A família do alcoólico reproduz os comportamentos padronizados do alcoólico, além de ser cúmplice de seu alcoolismo, junto à amigos e a todos que bebem com ele e toleram
A doença emocional do alcoólico se carateriza por : manipulação (são habilidosíssimos manipuladores), autopiedade, sentimentalismo, depressão, irritabilidade, sentimento de culpa, muita vergonha - a qual se mascara com mais álcool alimentando assim o círculo vicioso. A doença emocional da família do alcoólico se caracteriza por: vergonha do que está passando, culpa (é culpa minha se ele bebê e está bravo? Crianças fazem muito isso), baixa-autoestima, sentimentalismo, depressão, irritabilidade, autopiedade....
Ter dó do acoólatra é típico, e os filhos são os que mais pegam esse 'vício'. O pai joga com esse sentimento, por baixo dos panos. Ele quer manter sua família, afinal, em que descarregaria sua raiva? Quem arrumaria sua cama, prepararia sua comida, lhe daria um lar? Ele não quer ficar sozinho. Ele faz o que bem entende, chega bêbado, inferniza a vida de filhos e mulher, mas eles estão sempre lá. Não é fantástico? Qual delinquente destrói um supermercado, um edifício, uma escola e permanece impune? Só se for deputado... infelizmente.
Alcoólatras em pleno estado alcoólico agressivo parecem indemoniados, o rosto desfigura, ficam feios, mesmo o mais bonito dos homens se transforma num ser horrível, feio e ainda por cima cruel. Extremamente egoísta, não está nem aí com os outros à sua volta. Não me surpreende que os evangélicos acreditem que esteja possuído pelo demônio. Mas não vamos fazer religião, fiquemos na psicologia. O fato é que diante de um ser desses é preciso dar no pé. Esse é o único comportamento sadio. O resto é doença de quem fica e masoquismo.
Milagres não vão acontecer, A. O espírito santo não vai baixar e libertar vocês todos. Ninguém vai tomar iniciativas para melhorar essa situação se você não o fizer.
O que acontece com muitas mulheres é que elas são pegas de surpresas. Um bruto chegando em casa bêbado deixa uma família desorientada, e dessas contínuas desorientações o alcoolismo se alimenta e cresce. Vivendo em constante estado de medo e insegurança, com sua auto-estima sendo massacrada dia após dia, a mulher de um alcoólatra fica sempre mais confusa. Enquanto a dor aumenta, a escuridão em volta dela se adensa. Logo, a casa é governada pelo alcoolismo do marido, suas crises, suas loucuras.

Aqui nos EUA, de onde escrevo, seu marido estaria preso há anos. Isso que você descreve é violência doméstica e abuso de menores. Vocês podem amá-lo loucamente (é possível amar a quem te machuca?), mas ele não vos ama. ficar com ele é desperdiçar suas vidas. Seus filhos já sofreram muitíssimo. Demorarão décadas para se recuperar desses traumas, sem contar que nunca poderão recuperar a serenidade de poder crescer em paz que toda criança merece durante os anos cruciais de seu desenvolvimento. E você pensou no modelo de mulher e de esposa que está passando a sua filha? Você quer que ela passe o mesmo que você? Você infelizmente foi cúmplice desse homem com quem está casada e endossou a violência dele e o abuso sobre seus filhos. Como alguém disse, o pior não são os que fazem o mal mas os que vendo não fazem nada.

O alcoolismo age como uma teia de aranha que vai amarrando as pessoas, sufocando-as, tirando-lhes sua estima e liberdade de escolha, dia após dia. Acorde desse transe. Desperte. Melhor uma casinha modesta mas serena do que uma mansão à mercê da violência e irresponsabilidade sem amor de outra pessoa.

Todos nós como sociedade precisamos acordar para a realidade. Todos sonham com essa bendita família, com papai, mamãe e filhinhos, todos sentados em volta da mesa com um sorriso feliz nos lábios. E se essa família não existir? Abremos os olhos. Qualquer lugar onde há pessoas vivendo juntas em harmonia é uma família - que se chamem pai, mãe, vizinho, amigo, avó, primo... o que importa? Não só em harmonia, como também no respeito e na justiça. É disso que crianças precisam - e todos nós.

Sua carta demonstra que você não tem poder sobre seu marido. Decida quais são suas prioridades. Responda honestamente a você mesma: por que estou com ele? Por que submeto seus filhos a esse inferno? Por que submete a mim mesma a esse inferno? Toda a literatura sobre alcoolismo diz a mesma coisa: o alcoólatra só deixa seu vício quando PERDER TUDO. Ele deve se encontrar "no fundo do poço". Deixar o álcool é uma troca. Em troca de amor, amizade, trabalho, casa ele deixa o álcool. Mas se tiver tudo isso, para que? Esse seu marido vive na impunidade descarada. Em nome de qual privilégio? Por que é macho? Por que tráz o dinheiro para casa? Vale a pena viver no medo?

Seu caminho é difícil, A. Você precisa se separar e reconstruir sua vida. Despoluir-se de todos esses anos de sofrimento, aprender a levantar a cabeça, a gostar de si novamente, a estabelecer uma nova relação com seus filhos e ajudá-los nessa transição e libertação, a respirar livre numa casa sem medo, e aprender a se respeitar, se amar, se desenvolver como mulher e pessoa. Você merece. Somente então poderá ser aquele esteio e apoio que seus filhos precisam, um exemplo de mulher a se admirar.

Para essa tarefa árdua, você precisa de ajuda: terapia individual (com um/a terapeuta que entende de alcoolismo porém, se não não serve) e Al-Anon. Escrevi isso em muitas respostas a comentários: é terapia individual e encontros regulares no Al-Anon. Você precisa se tratar, pois está toda ferida psicologicamente, precisa entender como funciona o alcoolismo na família e compartilhar com outras pessoas que vivem e viveram a mesma coisa. A união faz a força.

Se seu marido não encara a verdade, dê você o primeiro passo. Ficar nessa situação só vai destruir sempre mais vocês todos. É responsabilidade do mais sadio e são de mente tomar as rédeas do barco. Se você e seus filhos estão "no fundo do poço" quer dizer que estão prontos para a mudança. Coragem! Liberte-se, nada pode ser pior de tudo o que já passou.

Abraço

Adriana Tanese Nogueira

Leia também: A princesa que não quer virar Rainha

181 comentários:

  1. Tudo é verdade.
    Vou tentar sair do fundo do poço com minha filha.
    Peço orações.
    Vou conseguir.

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    1. Coragem! Vc vai conseguir. Acredite que o dia em que estiver numa casa nova com uma vida vai ser tão bom que vc nem imagina. Vá adiante. Acredite.

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    2. Eu sou um alcoólatra em recuperação eu sofri muito e fiz muitas pessoas que amavam e amam sofrer.Já fazem 11 meses e algumas 24 horas que estou sóbrio e em recuperação,agora dia 27 junho termina o meu período de internação.E se Deus quiser e quer,eu não vou nem pensar no primeiro gole,porque os retrovisores da minha vida estão bem regulados para não voltar ao fundo do poço,que para mim foi um abismo.
      O que aconteceu comigo ? Voltei para DEUS,que eu tinha me esquecido dele,mas ele nunca esqueceu de mim e me deu uma nova oportunidade para eu despertar para a vida.Conheci os doze passos de A.A onde são junto com Deus a minha base para voltar a viver uma vida feliz,junto daqueles que me amam.Hoje eu vivo às 24 horas de cada dia com o pensamento de não beber,quando me sinto fraco,olho os meus retrovisores e penso "Não posso mais sofrer como eu sofria e não posso fazer as outras pessoas sofrerem".Lendo o depoimento acima,eu vi a nossa vida,minha da minha esposa e dos meus filhos.Eu me rendi sei que sou impotente perante o álcool,e que tinha perdido o domínio sobre a minha vida.

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    3. todo munto se for forte vai conseguir uma nova vida e so acreditar que consegue







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    4. Parabéns aos alcoólicos em recuperação. Que encontrem paz e amor :-)
      A força que precisa ter é a força do espírito que é maior do que tudo.

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    5. Eu estou a passar pela mesma situação há dez anos. mau segundo casamento. dois filhos de quem ele tem ciúmes. Não para de me rebaixar e recalcar. Sou mais nova que ele 7 anos. Está sempre a dizer que estou a ficar velha, que pareço mais velha que ele. eu sou uma pessoa culta. Ele é grosseiro e malcriado. não sei como sair dessa. Não tenho dinheiro para arranjar casa.Ele passa todo o tempo a dizer que eu tenho trauma do meu ex marido. Não aguento mais. Bebedeira todos os dias.

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    6. Se não aguentasse realmente mais teria encontrado uma saída. Mas vc permanece. Observe como a lavagem cerebral dele para te fazer sentir menos, incapaz, fraca está funcionando....

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    7. Amiga,nem quis terminar de ler tudo, lí so um trecho ,mas já deu par entender que vida vc leva, eu passo pela mesma situação de constrangimento com meus visinhos não aguento mais também, mas meu marido não é alcólatra, eu acho que ele é bipolar,não bebe e parou de fumar já faz uns 6 anos, mas é só ele ser contrariado que já sai quebrando tudo, minha casa é toda destruída, eu tenho 42 anos e quatro filhos com esse homem sou casada a 16 anos a idade da minha filha mais velha, nunca consegui trabalhar fora e ele trabalha por conta própria daí vc imagina como é a nossa vida com 4 filhos, mas posso te afirmar que o único jeito e nos grudarmos com Deus ou nos separarmos dessa pessoa que só nos causa mau, isso é um desabafo também, cancei de juntar os cacos no chão, eu mesma já me trabnsformei num caco,ja tivemos uns 10 ventiladores nesses 16 anos e no momento não tenho nenhum pq sem,pre é a primeira coisa que ele enxerga pra quebrar, dvds já foram 3 teclados de comp. já perdi as contas e celular então,vidros da casa,cadeiras, armários, louças, não consigo ir pra frente, to sempre repondo os cacos, isso quando consigo...as veses perco as esperãrnças também, só que ele nunca me bateu e trabalha bastante, já me separei uma vez, mas pelos os filhos voltamos, mas nunca conseguimos ter nada até nos carros ele desconta, já bateu um carro por ter se estressaso dirigindo e fora os socos e ponta´pes que ele dá quando está com raiva, os carros são sempre tudo amassado. morro de vergonha dos meus visinhos. oque fazer????


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    8. O que fazer?
      Responda à pergunta: por que eu aceito isso tudo e continuo aqui?

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    9. eu estive nisso, ate um certo periodo ,pensei que ia morrer, mas um adas coisas que me ajudou muito foi o amor e a fé em DEUS,em meus filhos e em mim mesma,eu nunca comprei peixes podres que ele tentava mevender(tentava me diminuir,me rebaixar,me ignorar) tentei ajuda-lo e nada adiantou e tomei a decisão de me divorciar que foi um processo louco,arduo,duro,hoje eu tenho paz na minha casa e meus filhos estão bem ,não é o que queriamos como familia,ele vivea vida de solteiro desesperado e namorador ,regado a muita bebida ,qto a mim, sobrevivendo,cuidando e me amando até que eu encontre alguém que me ame e me valorize . FORÇA é o meu desejo a quem passa por tudo isso.

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  2. A história acima é similar a minha. Meu marido é alcóolatra, nunca nos agrediu fisicamente, em compensação verbalmente nos mutilam. Sou casada há 19 anos e tenho dois filhos, o mais velho tem 19 e diz que não sente mais nada pelo pai que o atormenta, xinga, mas diz entir muito orgulho dele, o meu caçula tem 17 e se revolta às vezes. Sempre me senti culpada com essa situação, parei a minha vida tentando "curar" meu casamento, até cair na real que o que faz meu casamento ir mal é o álcool que ele escolheu incluir em sua vida. Depois de muito tentar e não obter êxito algum resolvi desistir e tocar a minha vida, mas a decisão de tomar a iniciativa da separação é dolorosa demais, tanto quanto viver sob o jugo dessa maldita bebida. Estou desabafando, gostaria que me enviasse seu e-mail, se possível, para contar mais detalhes do que estou vivendo.

    Maria

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    1. Maria, é normal que esteja "desabando". Há quase 20 anos vive uma vida que a mutila, arrancou-lhe dignidade, auto-estima, forças interiores. A recuperação desse processo é lenta. Vc precisa de ajuda: terapeutica e de grupo (Al-Anon).
      Meu email é: adrianatnogueira@uol.com.br

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  3. o meu esposo bebe na sexta e no sabado, ele acaba com o nosso fim de semana, Coloca a culpa em mim de suas bebedeiras, Me fala horrores, nao toma banho, e faz de tudo p gente brigar, mesmo quando estou quieta. Hoje mesmo tivemos uma briga horrivel, e ele foi no bar novamente, meu filhode cinco anos fica perguntando por que estou chorando, falo pra ele a verdade . Ja sao 23:40 ja faz uma hora que ele saiu sei la pra onde, provavelmente no bar. Nao saiu de carro pois escondi as chaves do carro, ah que ponto eu cheguei. Ja teve vezes que fui buscalo no bar. Agora estou sem sono e preocupada, pois nao sei que horas ele vai chegar, e em que situacao ele vai se encontrar, bom como de costume vou tomar um calmante. Provavelmente ele vai chegar de madrugada, todo sujo e pior do que saiu, e la por 12:00 de domingo ele ira acordar tomar banho e passar o domingo inteiro pedindo desculpas, e eu boba como sempre irei desculpalo. E isso se repetira no fim de semana. Eu nao quero mais isso pra minha vida. Eu nao sei o que fazer. Ainda gosto dele mas a medida que isso vai acontecendo, meu amor por ele vai diminuindo, nao ha casamento que resista. O que devo fazer?

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    1. O que vc diria para uma pessoa na sua situação? O meu artigo já diz tudo o que vc deve fazer. É só executar. Passar aos fatos.

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  4. Para voce e seus filhos, consulte esse site http://www.nacoa.com.br

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    1. Parabéns pela iniciativa da Nacoa. Mas cuidado com o outro extremo: o religioso. Muito facilmente, os alcoolizados se tornam fanáticos religiosos. Passam de uma obsessão para outra.

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  5. Sou filha de alcoolista, minha mãe, minhas irmãs e eu passamos por todas as dores que o álcool pode causar, violência física, verbal, instabilidade emocional, muita dificuldade financeira, humilhações, enfim todas as consequências que o álcool pode causar, e ainda a falência e a doença da família. Mas, hoje já fazem quase 23 anos que o meu pai faleceu, na época eu tinha 30 anos, posso refletir que apesar de tanta dor física, psíquica e social, estamos falando de uma doença, qualificar um alcoolista com valores morais (vagabundo, sem vontade, violento)é seguir o viés do moralismo.Vale sempre lembrar que grande parte do sintoma desta doença é transferido para o comportamento, o alcoolista ele não é, ele esta....Ele necessita de tratamento e todos a sua volta também, muitas vezes, é necessário uma mudança radical, uma mudança de endereço, dar um grande basta a tanta dor.Não com o objetivo de deixa-lo no fundo do poço....pode acreditar ele é o primeiro a chegar lá, mas com objetivo de poder respirar e viver, e disto pode advir um desejo de tratamento por parte do alcoolista, ou não.Mesmo a distancia podemos ajudar no cuidado com as pessoas que possuem esta doença tão cruel, não acredito que o abandono seja a melhor atitude, abandonar e ou ser abandonado, também provoca muita dor. Muitas vezes teremos que administrar esta situação por muito tempo, em fases diferentes da vida. No meu caso como não existe ex filhos estou sempre resignificando e curando o relacionamento com meu pai.Mas seja como for ele é meu pai, e nada, absolutamente nada pode mudar isto, apenas eu posso dar um outro valor, um outro sentido a tudo que aconteceu, afinal esta é a minha história, negar tudo isto seria negar a mim mesma.

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    1. Não negue sua história, porque aí vc perde suas raízes. Trabablhe sua história, se cure e cure. E faça tudo o possível dentro do possível.

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  6. Parabéns ao alcóolico em recuperação do depoimento acima. Desejo-lhe uma vida feliz,que todas as feridas sejam curadas e perdoadas :-)

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  7. Chorei muito ao ler esse artigo e todos os depoimentos,me identifiquei,pois, passo por esse sofrimento há 20 anos e alguns meses, meu marido é alcoólatra, já tentei de tudo para faze-lo parar, mas nada adianta, tenho um casal de filhos, aguentei muita coisa pelos meus filhos,sempre trabalhei com meu marido no comércio, mas só depois de nove anos de casados é que nós conseguimos nossa própria casa,mas meu marido piorava a cada ano, depois a cada mês e agora a cada dia. Ele não me agride fisicamente, mas ele destruiu minha auto-estima, minha alegria se foi, só sinto dor, raiva, frustração e decepção. Mesmo deprimida, ano passado decidi fazer faculdade, quero me formar,depois sim, com certeza vou me divorciar, ninguém merece viver esse inferno todos os dias, só não pedi divórcio ainda porque infelizmente não sou independente financeiramente, e a justiça é muito injusta na questão pensão alimentícia, eu sofro dobrado em época de provas,pois meu marido me pirraça, me humilha e tenta a todo custo me fazer desistir de estudar, mas estou focada, eu vou conseguir me formar e me libertar.

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    1. Olá! Faça uma boa terapia enquanto isso, enquanto a libertação física não ocorre, porque autoestima não é uma questão financeira mas uma condição para conseguir reconstruir sua vida. Vc e seus filhos precisam de suporte, de ajuda para aguentar isso tudo. Um abraço e tudo de bom.
      Adriana

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  8. selmabarbosa._21@hotmail.com6 de julho de 2013 12:09

    Achei muito inteligente seu texto sobre o alcoolismo,passei por tudo isso também,e consegui me separar.Não digo que é fácil,mas a gente consegue.Primeiro passo é entender que os filhos não merecem a convivência com um alcoolatra e nem gente. Já se passaram 1 ano e 4 meses,estou recuperando a minha auto estima aos poucos.Mas sinto orgulho de ter saído. Preciso de muita terapia também,mas estou convicta de que meus filhos se orgulharão muito de mim ainda.

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  9. Meu marido eele nao è alcoolotra....Mas faz tres anos que todo sabado ele sai para beber e so chega em casa de madrugada,ja encontrei ele em muitos lugares iconvenientes....eu e inhas filhas me apoiaM,e agente da muitos conselhos a ele ,e depois desses conselhos dado ele diz que vai parar,ai quando è um mes depois volta a fazer tudo de.novo...o que eu aconselho para ele è assim: ele beber no sabado ,mas ter aquele limite,cono por exemplo ir beber de 13:00 e voltar de 18:00 ........sendo que ele nao teem limite,ele nao consegue me enttender,eu nao sei mais o que fazer....ja dialoguei mt cm ele,e dialogos nao foi o problema...O que faço?me ajude por favor

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    1. Ele é alcóolatra, Marcia. Alcoolismo não está relacionado a quanto uma pessoa bebe, mas as consequências que a bebida produz. Ele não tem controle sobre o que bebe. Logo ele é: alcoolico!

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    2. Adriana, gostei muito desse post. Especialmente me identifiquei com o depoimento de Márcia. Meu marido também é um alcoólatra. Ele não bebe sempre, mas quando bebe ele me humilha, me culpa e some de casa por alguns dias, volta cheio de vergonha e pedindo perdão. Digamos que uma vez por mês passo por isso. Somos casamos a um ano e meio. Ele infernizou minha vida quando estava grávida, e quando estava com minha filha recém-nascida. Uma dessas sumidas, ele chegou em casa e as coisas dele estavam empacotadas na sala, o expulsei de casa. Passamos um mês separados e a uns 15 dias ele voltou para casa com uma promessa que vai se cuidar e que não bebe nunca mais. Ele é um pai super atencioso, me ajuda muito com nossa filha (quando não esta tendo uma crise de bebida), e um marido companheiro. Fico dividida entre esses dois homens.

      Enfim, minha pergunta é: Ele esta a 45 dias sem beber e me diz que não bebe nunca mais. Mas não procurou ajuda nem do AA nem de psicologo. Posso ter esperança de que nunca mais passarei por isso?

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  10. estou casada a 5 anos e tenho um filho de 4,convivo com o alcoolismo do meu marido a 2 anos.ele bebe todos os dias,ontem mesmo saiu pra beber as 12:00 e nunca voltou pra casa,nao liga,nao dar satisfaçao e nem explicaçao quando chegar.faz isso todo final de semana.me humilha, me desprezar...passa de 15 dias sem falar comigo.fez eu sair de um emprego de 8 anos,por ciumes,agora vivo em casa aguentado toda humilhacao do mundo,sem reclamar,sofrendo sozinha.nunca o deixei por que nao tenho pra onde ir,nao tenho familia,trabalho e o jeito e aguentar.

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    1. O jeito é encontrar uma saída a essa situação ou vc vai ser lentamente destruídas em formas que nem imagina, porque a pior destruição não é a física.

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  11. Adorei a matéria, e estou vivendo uma situação como esta a 5 anos, a única diferença é que não tenho filhos com ele, ele como você mencionou no texto acima é altamente manipulador, me agride verbalmente sem piedade. Ler esta matéria foi muito importante para mim, pois percebi o quanto eu tenho me anulado e o quanto mudei minha vida para estar ao lado dele, me afastei dos meus amigos, minha família embora me apoiando não entendem pq ainda estou com ele. Deixei de ter vida social pois em todos os lugares que vamos juntos ele bebe e depois me faz passar vergonha na frente de todos, me humilha por nada, briga por qualquer coisa e diz que eu sou culpada de tudo..... ele nunca erra, e não assume que a bebida faz muito mal a ele. Já perdi as contas das vezes que deixei ele, mas ele sempre me procura todo mansinho, cheio de promessas, mas é só ele beber que esquece de tudo, na verdade acho que quando ele está bêbado ele me odeia!!!Estou muito cansado de tudo, mas queria poder ajuda-lo, já me disseram que isso não é amor... é piedade, Será?
    DESABAFANDO!

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    1. Vc precisa primeiro SE ajudar. Nào tem como ajudar ele se vc nào sair da rede que ele lhe lança e que pelo jeito tem sucesso.

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  12. Recentemente descobri que realmente sou incapaz, no que diz respeito ao consumo controlado de álcool. Infelizmente, não descobri isso atempo de salvar meu casamento. Minha (ex)esposa não suportou o sofrimento e não posso culpa-la. Pra mim fica uma dolorosa lição, nunca mais quero entregar minhas pérolas(se é que ainda me sobrou alguma)aos porcos.
    O primeiro passo já dei, admiti que sou doente e necessito de ajuda. Vou começar imediatamente a terapia dos doze passos. Sei que será uma loga e árdua caminhada, principalmente agora que minha mulher me deixou. Mas, a minha fé em Deus vai me dar força, e eu vou conseguir me reerguer.
    Às pessoas de um modo geral deixo um conselho, evitem o álcool A TODO CUSTO! Pequenos passageiros momentos de prazer não compensam tanta dor e sofrimento que alcoolismo trás a si, e aos que te amam.

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    1. Bravo! Força e coragem, busque ajuda. Seja perseverante, se ame de verdade :-)

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  13. Me identifiquei com muitos depoimentos acima e me sinto impotente em relação a isso.
    Meu marido é alcoólico estamos casados a 2 anos tenho um bebê de 8 meses só que ele não vai para botecos não sei se é bom pois ele bebeu muitas vezes até amanhecer o dia acabava ia comprar mais pegava o carro bêbado altas horas da madrugada, vivo me sentindo culpada, auto estima baixa chorando.
    E todas as vezes que ele bebi me machuca muito verbalmente estou prestes a tomar uma atitude radical pois nem eu e nem meu bebê merece tudo isso a única coisa que escuto é você me conheceu assim?
    E o pior nas coisas que preciso como mulher nunca tem dinheiro mas para a maldita da cerveja sempre sobra.
    E o pior larguei tudo para cuidar do meu filho já não sei o que fazer , até beber escondido de mim já bebeu todos os dias oro e peço a Deus para que eu acorde desse pesadelo.
    O que era para ser sonho se tornou pesadelo.
    Somente ele que não vê que a nossa família está acabando por causa da bebida.
    Onde encontro um grupo de as poio de mulheres de alcoólicos? ? Moro em Goiânia obrigado.

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    1. Procure na internet por Al-Anon. Aliás, já procurei:

      GRUPO FAMILIAR ALANON
      R 4 338 qd 55 lt 103 s 7 - Setor Central
      Goiânia, GO | CEP: 74020-060 Como chegar
      (62) 3224-4439

      Jogue fora o sentimento de culpa, ou então pense assim: eu vou ajudá-lo porque ele é vítima de si mesmo, mas ANTES preciso me ajudar e SALVAR meu filho.

      Abraço e boa sorte!

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  14. nossa vou sai dessa também

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  15. nossa, todas as histórias, muito tristes, em si o álcool é uma tarefa difícil, do alcóolatra, perceber , pois bem. sou filha de um alcólatra , a tempo não vivo mais com ele , somos entre 4 irmãs , sendo 2 filhas com a mEsmA mulher e mais 2 de mães diferentes, o alccol, todas essas 3 mulheres que passaram pela vida de meu pai não deu certo por causa do álcool, fez com que meu pai perdesse tudo na vida e a coisa mais importante a família,,hoje em dia tenho contato com ele, de vez e quando, mais é ele que me liga quando precisa da minha ajuda ,até pq sou casada e tenho a minha vida , volta e meia meu marido, me enche o saco por causa dessa situação,até acabamos brigando, pq as outras 3 filhas, já não reconhecem ele mais como nosso, pai só que em toda essa situação me deixa muito incômoda, pq as minhas irmãs não fazem nada, me sinto mal em ver que não tem ninguém para ajuda-lo, vou, quando chego, ele esta bêbado, abro os armários estão vazios, pergunto aos vizinhos, como tem sido os dias eles me contam absurdos, e eu não sei mais o que faço, quero ver ele em um trabalho, e com sua dignidade novamente, me sinto mal em ver ele neste estado deplorável, vive caindo e se machucando nas ruas, volta e meia estranhos me chamam, para acudilo que caiu e se machucou.e vamos parar no hospital, como filha ajudo pensando que ele vendo o ato da única filha que naõ o abandonou, ele crie vergonha na cara,e tente diminuir o alcool e não é bem o que está acontecendo, todos os abandoram menos eu, POR FAVOR ME AJUDE NÃO SEI MAIS O QUE FAZER.

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    1. Oi, não é questão de seu pai "criar vergonha na cara", ele está tomado pelo problema, ele é fraco demais para dominá-lo. Para ajudá-lo, vc precisa de ajuda primeiro: entender como funciona o alcoolismo e como outros familiares de alcóolicos fazem,o que eles aprenderam. Estar só é que não ajuda. Procure o Al-Anon. Como escrevi aqui várias e várias vezes, o caminho é só esse: Al-Anon + terapia (sua!). Vc precisa se associar com pessoas que estão em situação parecida para ganhar força e conhecimentos e precisa cuida de si mesma para saber o que fazer e como fazer. Toda relação é um trabalho a dois, pelo menos um dos dois tem que fazer sua parte direito se quer ter esperança de ajudar o outro.

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  16. Meu caso é recente, mas não menos complicado. Estou namorando há cerca de 6 meses e há 3 meses trouxe ele pra morar junto comigo. Havia acabado de comprar a casa e me sentia tendo-o como figura masculina. Porém minha vida está fora do controle pois ele assumiu o alcoolismo e voltou a beber há algumas semanas e desde então a paranóia dele em relação a mim e as outras pessoas só aumentam. Ele acha que eu me sinto atraida por outros caras, disse que trai ele com o vizinho e que foi o mesmo que contou a ele. Coisas sem fundamento algum. Que eu não o amo. Isso não é verdade, mas amo primeiramente a mim e estou desesperada pois temo que pedir pra ele ir embora venha causar um problema maior, como morte... =( estou triste pq ele é uma pessoa adorável, mas o alcool o transforma em um ser arrogante e estúpido. Ele diz que me ama e que sempre vai querer ficar do meu lado, que nunca mais vai me fazer sofrer. Mas não é a primeira vez que promete... sei que a relação tem poucos meses, mas é muito intensa... porém sei também que é nesse momento que as coisas se ajeitam ou não. Não quero mais sofrer e confiança de ambas as partes está se esvaindo aos baldes... o que fazer? Que situação... se a casa fosse dele eu saia, mas como a casa é minha eu tenho de tomar uma atitude e não quero magoá-lo ou "criar um monstro", me sentindo culpada depois. Achei que o amor fosse dar conta, mas está ficando cada dia mais insuportável, ele grita comigo, não me respeita, depois pede perdão mil vezes seguidas. Haja paciência, não quero entrar numa co-dependência, nem queria deixá-lo. Somos jovens, tenho 26 e ele 27, tenho muitos sonhos e não quero me anular. A família dele me pressiona perguntando o que vou fazer...na verdade isso é com ele. Estou errada? Me ajuda, por favor! T.

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    1. T., dupla personalidade é típica do alcoolismo. Ele faz m* e depois pede desculpas. Ele quer se tratar? Teria que ir pro AA e vc pro Al-Anon. Assim, te garanto, só vai ficar pior. Talvez um dia melhore, lá pros seus 60 anos, quando já muito sofrimento terá sido causado a vc e aos filhos de vcs. Infelizmente, este é o prognóstico, a menos que não vão os dois procurar ajuda.

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    2. T., não pude deixar de responder a ti. Há um mês meu marido, alcoólatra, pediu o divórcio, duas semanas após sair de sua segunda internação, começou a me maltratar impiedosamente e chegou até a me trair. Um dia antes do natal eu saí de casa, não tanto pela minha vontade, pois eu o amo apesar de tudo e queria ficar com ele pra sempre. Mas agora começo a perceber que tudo que sinto, a paixão, a preocupação, a raiva, a saudade, o rancor, a dificuldade de aceitação... tudo é manifestação da minha doença, a co-dependência. E tudo poderia ter sido evitado se lá no início da nossa relação eu tivesse tomado a atitude de não prosseguir com o relacionamento. Nós também somos jovens e nossa relação também foi extremamente intensa. Protagonizamos uma grande história de amor, eu ganhei a admiração de muita gente pela minha força e por como eu o apoiei e lutei esse tempo todo pela vida e recuperação dele. Sou membro do Nar-Anon há um ano e meio, desde que ele assumiu que era dependente e precisava parar de usar, no meu aniversário, cinco dias após nosso casamento. No dia anterior eu havia saído de casa, pois ele quase me matou sufocada. Durante o tempo em que permanecemos casados, "fugi de casa" duas vezes, passei meses fora de casa mas junto com ele. Não suportava morar com ele por causa do comportamento imprevisível e por vezes agressivo, mas também não conseguia deixá-lo, pois além do amor incondicional, assumi a missão de conduzi-lo à recuperação. Posso dizer que consegui estimular mudanças significativas na vida dele, mas com ou sem álcool, ele é o que é. Uma das características da adicção é o grave desvio de caráter e conduta. O adicto é mentiroso, egoísta, atormentado, entre tantas outras coisas. Nada que nós também não sejamos, mas em proporções menos avassaladoras. Admito que de lá pra cá me tornei uma pessoa bem mais madura, mais forte e mais consciente. Mas de que valeu tanto esforço, tanto empenho, tanta doação e amor compartilhado se assim que ele achou que não precisava mais de mim, me descartou sem nenhum remorso? Hoje eu estou arrasada, traumatizada, doente e ele está "feliz" no mundinho dele. É claro que a prepotência dele, que também é uma característica típica da doença, mais cedo ou mais tarde vai levá-lo de volta à ativa, mas não pode ser mais problema meu. Por que estou te contando tudo isso? Porque você ainda tem chance. Li aqui muitas histórias de mulheres que estão há anos com o adicto, que têm filhos, têm toda uma situação que é bem mais difícil de transformar assim de repente. Mas esse não é o seu caso. Tudo que você relata eu já vivi e já pensei como você. Estou te resumindo minha história pra que você saiba como isso termina. Não tenha "pena" dele. Ele não tem e não terá pena de você. E não é porque ele é mau, mas porque ele é doente e não vai se curar. Pode conseguir uma boa recuperação, pode ficar limpo e até ficar bem, mas jamais será o que você acha que ele pode ser se parar de usar. A casa é sua, você não precisa passar por isso e por tudo mais que vem pela frente. Não se renda à manipulação dele, ele vai se fazer de frágil, dizer que te ama mais que tudo, que precisa de ti, que vai mudar, que sem você ele vai morrer, vai se matar... Conheço todas essas falas. Mas a verdade é que ele sobreviveu até aqui sem você, e por mais adorável que ele possa ser (todos são) ele ainda é uma pessoa muito doente, e amá-lo não vai mudar esse fato.

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    3. O problema do alcoolismo é que ele é somente parcialmente uma dependêcia física. Ele é sobretudo uma questão psico-espiritual que se não tratada permanece mesmo depois que a pessoa para de beber, ou durante o tempo em que parar.

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    4. Olá, eu sou a T.
      Agradeço muito a atenção de vocês.
      Tomei uma atitude ontem, tardia mas determinante. Após uma discussão feia, cheia de agressões verbais e acusações sem fundamentos, falei pra ele sumir da minha vida de vez. Sabe, cansei de situações abusivas, dos fatos corriqueiros e destrutivos ... tentei de tudo, tudo mesmo, mas ele NÃO QUER se tratar. Eu havia deixado bem claro que não queria me relacionar com ele desse jeito desgastante, e agora ele está na rua... levou uma barraca de camping, um violão, uma mochila com roupas e dinheiro. Acabou de me ligar e não disse nada. Quando conseguiu falar algo, jogou na cara que eu tinha um teto pra me abrigar na chuva, e ele não. Estava chovendo. Manipulação emocional. Agora que já convivi com essas artimanhas posso reconhecê-las antecipadamente e me prevenir. Uma vitória que merece ser louvada!
      A mãe dele me mandou uma mensagem dizendo que temia pela vida dele, pois ele ligou pra ela agora a noite e falou que estava cansado, que iria acabar com a vida dele, etc. Têm só 28 anos, saudável, capaz, inteligente, bonito, porém nunca está satisfeito...difícil de entender... mas parei de me sentir culpada, de me responsabilizar por suas inconseqüências... estou bem realista agora, e bem, portanto pretendo SER sempre assim.
      Infelizmente, se ele escolheu esse caminho mesmo consciente do que viria depois, então ele vai ter de arcar com as reações sozinho.
      Eu QUERO, POSSO e DEVO exercer meu direito à vida, valorizar cada milésimo de segundo pensando, fazendo e atraindo coisas boas para mim. Não é egoísmo, muito menos pecado. Nós nos envolvemos demais com esses homens problemáticos, deixando eles ditarem as regras de nossa vida sem questionar por que que a vida deles não serve de exemplo. Na prática é um verdadeiro caos. Na teoria sempre há esperança. Como haverá equilíbrio?!
      Então devemos tomar uma atitude logo, sem arrependimentos, baseada na vivência atual, no aqui e agora. Nunca é tarde, por mais que doa. Não é abandono, é consciência da impotência. Não é descaso, é amor próprio! Lembrem-se que da mesma forma que SÓ ELES podem dar o primeiro passo para a própria recuperação, somente nós mesmas podemos aproveitar a chance de ser felizes sem medo. Nós temos que criar oportunidades para isso, nós temos o poder de decisão sobre nossas vidas e ponto. Se a história de fracasso se repete incansavelmente, pra quê insistir? Vida, até que se prove o contrário e muito bem provado, só temos uma. Possibilidades de viver melhor, de acordo com nossos sonhos, várias! Sejamos sábias ao escolher, escolha aquilo que lhe fará bem! E desencanem da opinião alheia, porque também é possível ser feliz sozinha :)
      Desejo muita luz à todas
      Atenciosamente, T.

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    6. Parabéns, T.! Siga forte e firme, na luz e na dignidade pessoal. Que vc seja exemplo para muitas outras mulheres. Só podemos ajudar quem quer ser ajudado. Seja perseverante e boas coisas na tua vida!

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    7. Obrigada Adriana. Perseverar na decisão é fundamental para a mudança. Estou tendo dificuldades em relação à conduta dele... na sexta ligou pra mãe dizendo que ía matar o vizinho e se matar depois, mas não apareceu. No sábado, de madrugada, ligou pro irmão e pra mim dizendo que havia se envenenado com chumbinho. Não queria me dizer onde estava e não aceitou minha ajuda. Ficamos muito preocupados. Fui atrás dele ontem cedo e estava dormindo tranquilamente, quando acordou e me viu foi super agressivo, me xingou e disse pra eu ir embora, sumir da vida dele. Pra eu não ir impôr minha personalidade pq ele não foi fazer isso comigo. Ele me seguiu e só faltou me agredir fisicamente. Eu só conseguia chorar, pq estava ainda tentando ajudá-lo, após tudo aquilo... fui embora, ele me ligou muitas vezes mas eu me recusei a atender. Hoje um vizinho me disse que ele estava ontem à noite na praça do centro(bem movimentada) caído no chão de bêbado. Todas as pessoas que o conheciam, e até as que nunca o viram foram tentar ajudá-lo, mas ele recusa ajuda. Falei com ele hoje a tarde e ele disse que está mal, que quer voltar a morar comigo e ter a vida que tinha antes, mas não quer fazer tratamento, nem ficar longe de mim. Perguntou se eu ainda o amava um milhão de vezes, eu apenas respondi que não sabia mais... mas ainda o amo.... só não quero mais essa vida pra mim, não vejo resultados positivos nem melhoras... não vou voltar atrás. Ele se recusa também a ir para sua cidade natal, perto de sua família. Parece que quer ficar aqui no mesmo bairro que eu se acabando para me fazer sofrer... o que faço?! Temo pela vida dele, pela minha e pela de todos por aqui... que situação! =(
      T.

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    8. Ele e veio aqui ontem a noite, conseguiu entrar na cozinha, mas há uma porta separando o resto dos cômodos. Pegou uma faca na pia e ameaçou pela janela, dizendo que vai me pegar e tacar fogo na casa, que é de madeira. Então foi na casa do vizinho e está lá até agora... ele o está acalmando. Pude escutar ele dizendo em um tom mais alto: "Fulana me contou que viu ela com ele". Paranóia total! Estou aflita com essa situação, e penso em denunciá-lo.
      Hoje ele invadiu a casa desse mesmo vizinho para pegar uma garrafa de cachaça, passou dos limites, ninguém quer ele mais aqui no bairro, todos tentam ajudá-lo mas ele só sabe falar das paranóias dele e beber, sem mudança, sem aceitar a graça da ajuda. Deus que o ilumine!
      Estou me sentindo horrível... essa tempestade não passa...

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    9. Sobre o marido que ameaça se matar - resultado da experiência: não acredite mais nele. Foi mais uma das armadilhas de sua doença! Da próxima vez, quando ele começar a falar de coisas do gênero, desligue o telefone na cara dele.

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    10. Chame a polícia. Por que ele pode fazer tudo o que ele quer? Vc pode? Eu posso? Seu filho (se tiver) pode? Por que ele sim?

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  17. to mto sensibilizada com tdo q li... estou passando por este problema..onde nao consigo manda-lo embora pq amo.. mas ele me agride verbalmente,,agride mto.. quando bebe sempre acha um motivo em brigar.. falar mal de mim.. daminha familia.. eu to mto magoada.. se eu pudesse queria tomar um cha de sumiço..

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    1. Querida, não tome porque não existe o chá de sumiço. A situação é pesada e é muito comum, infelizmente. É assim mesmo que fazem. Se junte a algum grupo de familiares e procure ajuda individualizada para vc. Ficar só é que não dá. Força!

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  18. Infelizmente tudo isso é muito triste. Passei por isso por anos,fui casada com um alcoolico, mas infelizmente eu negava isso para mim mesma, eu sempre achava uma maneira de me enganar. Ele é uma pessoa dócil, inteligente, companheiro, antes de beber, depois que bebe vira uma pessoa endemoniada, a fisionomia dele é totalmente diferente, olha para mim com uma raiva inacreditável, na verdade ele é uma pessoa de dia e outra de noite. Sofri demais com tudo isso e achava que eu podia e tinha obrigação de ajuda-lo, mas a minha ficha caiu, e percebi que eu só posso me ajudar , eu só posso me mudar, eu não tenho poder de mudar alguém sem a pessoa querer. E, com muita dor no coração dei um basta, percebi que ele só iria querer mudar depois que perdesse algo importante na vida. Já faz um ano, e ele parou e teve recaídas duas vezes.Mas, tenho certeza de que ele irá conseguir. Eu desejo a todos os que sofrem com esse problema, tanto o alcoolico como os familiares muita força e fé em Deus, pois eu sei o quanto é duro e como fica marcas irreparáveis, porque vc pode passar por cima e se levantar mas a cicatriz e a preocupação com a pessoa fica... Beijos a todos

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    1. Brava! Parabéns. Se cuide, veja se consegue superar as mágoas, as feridas, a dor do que foi e do que poderia ter sido (de bom) e não foi. Conforme os livros sobre alcóolicos dizem é só assim que eles mudam: quando PERDEM algo de valioso. (E nem sempre isso acontence, ainda por cima)

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  20. Estou casada a seis anos com um alcóolatra, tenho duas filhas ( cinco e dois anos) . Pelo que ví, não tem jeito. Estou perdendo o meu tempo...
    É isso mesmo?

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    1. Não tem como saber... Tem que ver como é seu marido, sua personalidade, o que faz, o que pensa. Tem que ver se vcs se amam, se vc o ama, etc...

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    2. Estou em dúvida. Ele é um "mix" disso tudo que já postaram nos comentários anteriores...

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    3. Mas ninguém é mix de ninguém. Cada caso é um caso. Só individualizando é que pode-se entender como agir. O segredo é sair das receitas prontas e entender cada pessoa como única!

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  21. Estou casada há 5 anos e vivo muitos momentos de tristeza. Meu marido só pode ser alcóolatra porque se comporta da seguinte maneira: bebe quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Na segunda e na terça fica muito irritado, procurando discutir por bobagens, já surtou várias vezes em momentos que eram para ser de descontração. Ao começar a beber não consegue parar, não tem controle nenhum (começa às 11h vai até mais de 00h),toma cerveja, depois cana, se tiver uísque bebe também, fuma bastante cigarro, não aceita o problema de jeito nenhum. Está sempre agitado, irritado nos dias que não bebe (apenas segunda e terça, detalhe: se tiver jogo na terça bebe na terça também. Não sei mais o que faça. Tenho 2 filhos, um de 13 anos do primeiro casamento e um de 1 anoe 6 meses. Ele só está bem, só demonstra estar bem quando está bebendo, fala direito comigo,trata com carinho... Fora isso está sempre com conversas desagradáveis demonstrando uma baixa auto-estima, nervoso, sempre se fazendo de vítima.

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    1. Evidentemente, ele está bastante doente. Vc precisa fazer o que escrevi em todas as respostas aos comentários dos leitores e no próprio post...

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    2. ola adriana vc tem razao em tudo que fala mais tem gente que as vezes nem liga para comentarios dos outros

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  22. Olá Adriana Tanese, meu marido bebe constantemente e passa o dia inteiro fora, queria mto que ele parasse de beber e tivessemos uma vida normal, oque faço?

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    1. Faça o que escrevi no artigo e em todas minhas respostas aqui publicadas... Terapia individual sua + Al Anon para vc.

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  23. Olá Adriana, parece que a vida de mulheres que tem marido alcoolatra é muito parecida, vivo a 07 anos com meu marido, ele bebe todos os finais de semana, as vezes não brigamos mais o desprezo doi muito.Temos um filho de 06 anos e meio, Ele é TDAH e tem transtorno de personalidade, imagine uma criança q não para quieto ficar sempre ouvindo o pai brigando com ela sem motivo, ele olha para mim e diz; não fiz nada mãe. Já saí de casa duas vezes,a ultima vez fique nove meses separada, mas meu filho ficou tendo muitos pesadelos e só falava no pai.Conversei com ele,Prometeu q ía mudar, parar de beber e ía dar atenção ao garoto, Voltamos, mais esta tranquilidade não durou dois meses.Estamos a dez meses juntos, mais estou fazendo meu pé de meia para quando eu saí será para sempre.

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    1. Seu filho está doente como seu pai. Não pode voltar por conta dele. Vc precisa de dois trabalhos: psicológico e espiritual. Boa sorte!

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  24. sou cada a 9 anos, não tenho filho. Meu marido bebe quase todos os dias depois do expediente, chega em casa bêbado cheio de razão, nunca me agrediu fisicamente, não sei como ajuda-lo sofro demais. Dificilmente me leva para sair, sou frustrada....

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  25. Eu estou a passar também por uma fase muito difícil na vida, o meu companheiro bebe e muito, antes tinha trabalho agora deixou o trabalho e bebe todos os dias raramente está em casa não vê o filho á 2 dias.Disse-lhe para ele procurar ajuda mas diz que não precisa. Não sei o que fazer nem o q lhe dizer.
    Estou cansada

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  26. boa noite , passo por essa situção , sendo q com minha esposa , temos um filho de 2 anos e ela tem uma filha de 13 anos e as vezes ela humilha a menina em qualquer lugar e bate no rosto dela , pretendo muito me separar , tamos juntos a quase 11 anos e sempre que lutou pelas coisas de casa fui eu , só que nao quero ver meu filho sendo criado por essa mulher que nao pode cuidar psicologicamente de seus filhos , alguem poderia me ajudar ?

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    1. Boa notie, "moço", que situação! Acho que você é o primeiro dessa lista de comentários que traz o caso de uma mulher alcoólatra. É isso mesmo? Com certeza, ela não parece ter condições de ser uma boa mãe. Talvez vc possa pedir a guarda dos filhos... Seria viável? A primeira, infelizmente, é dela, mas... É que os direitos das crianças no Brasil estão bem atrasados, não é? Nos Estados Unidos essa mulher já estaria sem a guarda da filha. Qualquer um pode denunciar um pai ou uma mãe abusivos e é atendido imediatamente...

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    3. isso msm adriana ela é alcoólatra msm , ja bebeu ate perfume agora nesse tempo eu nao a conhecia , so fiquei sabendo dpois mas tentei ajudar a ela e at agora dpois d quase 11 anos nada de mudança, vive stressada , menstruação atrasa todo mês , muito anciosa , vive depressiva , todos os dias vive procurando o q fazer no ap pra manter a mente longe do vicio , e qdo não tem mais o q fazer já sabe vai procurar bb na no ap da visinha q tbem tem os msm problemas ,to buscando muitas informações pra q tudo saia bem inclusive ela agora longe do vicio ... ja tentei ajudar perguntando se ela nao quer procurar tratamento , porem ela so diz que doente sou eu , ai nao posso fazer muito ... bebo moderado uma ou duas vezes por mes , mas ela acredito q bb todo dia , pq qdo saio a trabalho a noite ela vai a casa da vizinha , essa vizinha mora so com a filha , e bb muito e fuma cigarro ... e isso tem atrapalhado minha vida profissional , pq vou trabalhar preocupado e meu emprego e nosso sustento , o qual trabalho a mais d 13 anos , caso alguem puder me orientar , sendo de bom grado estou a dispor ... grato .

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  27. Boa Noite, Eu também sou esposa de um alcoolatra nesse momento Ele está embreagado e praticamente desmaiado né?! é praticamente quase todos os dias essa situação toda vez que sai Bebe, e volta trocando passos, chega em um estado pavoroso. há 3 anos que nus casamos, temos uma Filha de 1 ano e 3 meses. o interessante é que eles nus prometem fundos e mundos no outro dia, que vai para de beber, que não são alcoolatras que se quiser para de beber.. e nós sabemos que não, que não iram parar de beber, mais tentamos mais uma vez. Quando vão para o trabalho a pergunta é.. como Ele irá volta? isso fica na minha cabeça o tempo todo. até Ele chegar do emprego e Eu já ter a resposta como eu já previa, bêbado! é uma situação onde nós Esposa procuramos mais ajuda que Eles, nós que parecemos as alcoolatras procuramos ajuda e no fundo sabemos que quem precisa é Eles. mais achamos que vamos solucionar pedindo ajuda, mais não. sabemos também que se Eles não quiserem nada vai mudar. a Situação vai ser a mesma todos os dias.
    Já nem sei mais oque fazer, peço a Deus mais sei que Deus atenderá quando ver Ele de joelhos buscando, apelando pela Fé.
    não sei mais oque fazer é uma situação sinceramente que as vezes pensamos até por segundos que Deus nus abandonou que isso é um castigo. preciso de uma ajuda um apoio necessito sair dessa vida, mais nós esposa sabemos o quanto é difícil!
    Me Ajudem Obrigada!!!

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    1. Moça, reaja, não se desespere. Existe uma luz no fim desse túnel.

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  28. PESSOAL, EU GOSTARIA PODER AJUDAR A TODOS, MAS COMO? ESSE É UM CAMINHO LONGO, QUE REQUER MUITO TRABALHO E INVESTIMENTO. PENSEI EM CRIAR UM GRUPO VIRTUAL, PORQUE A UNIÃO FAZ A FORÇA. MAS ELE VAI TER UM CUSTO. SE ESTIVEREM INTERESSADOS/AS ME ESCREVAM: ADRIANATNOGUEIRA@UOL.COM.BR. MAS ANTES, ENTREM NESSA PÁGINA DO AL-ANON BRASIL http://www.al-anon.org.br/ E CLIQUEM EM "GRUPOS" (PRIMEIRA OPÇÃO À DIREITA), DEPOIS CLIQUEM NA REGIÃO DO BRASIL ONDE VIVEM E PROCUREM UM GRUPO AO QUAL SE ASSOCIAR. OS ENCONTROS SÃO GRATUITOS. NÃO DEIXEM DE PROCURAR AJUDA E SE INFORMAR, CORRER ATRÁS E LUTAR POR UMA VIDA DIGNA!

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    1. Será mesmo? eu já não sei oque fazer! tudo tão complicado, cada dia se complica mais!

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  29. Adriana, boa tarde. Passei por uma experiencia dessas e, ate agora, busco entender...motivo pelo qual li seu excelente artigo. Namorei pouco mais de um ano e, nesse interim, ele teve 2 recaidas...foram horriveis! De fato, ele tentou jogar minha autoestima no lixo...e, em seguida, me pediu em casamento. Masssss, como vc bemmmm disse, melhor sair fora e proteger nossa saude fisica e mental, inclusive, dando nos a chance de encontrar alguem q realmente nos ama e valoriza. Ele quase morreu c peritonite e,dps, tentou reatar o namoro diversas vezes... Por mais q sinta saudds dos momentos bons, estou convicta de q sai de algo incerto, instavel, inseguro. Sinto por ele, mas a opcao de historia de vida, e a gente mm q faz. Uma coisa q mais me chamou atencao e o egocentrismo!!! Acho q pessoas assim buscam alguem so p servi los mm. Abs e sucesso no desenvolvimento do seu precioso trabalho.

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    1. Parabéns, pela sua força e lucidez. Desejo aos dois sucesso no caminho da recuperação e da sempre maior consciência e saúde.

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  30. Olá Adriana, Meu nome também é a Adriana, só estou a postar em anonimo por não estar conseguindo com alguma conta listada abaixo. Eu achei seu site ontém a noite em uma das minhas longas noites sozinhas por causa de companheiro alcoolatra. Foi perfeito, assim como todos que postaram, convivo com um, ah e já até encontrei o Alanon da minha cidade. Tenho 34 anos e não tenho filhos, acho que por conta de Deus mesmo, pois já tive 3 abortos espontaneos, e hoje, depois de ler todos esses depoimentos me pergunto: O que seria de mim hoje? Sempre tive muita força de vontade e o gênio bem forte, mas não difícil, mas confesso que estou totalmente entregue a essa situação que já distruiu minha vida, ou seja, sem emprego, sem família, sem amigos, com a auto estima baixa e me sentindo culpada por qualquer atitude radical que eu venha a tomar. Vivo há seis anos assim, sempre achando que vai ser diferente, mas sempre piora. Gostaria muito da sua opinião em uma questão, pois a prática do desapego para mim está muito difícil, sinto impontencia e vergonha por querer sair dessa, por não ter conseguido erguer a vida de uma pessoa, vergonha por deixando minha vida chegar onde chegou. Todas as pressões psicologicas em que fui remetida, não sei como superar, e o fato dos julgamentos por parte da família dele se eu sair de casa, nossa, vai ser de interesseira, oportunista e tudo de mais baixo que vc pode imaginar, me sinto culpada por estar passando por uma situação financeira bem difícil e com a consciencia bem pesada em sair desse relacionamento que está no fundo poço. Enfim não sei desapegar!
    Adorei muito seu trabalho. Obrigada

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    1. Adriana, desapegar é um processo que se aprende. Precisa fazer terapia.

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  31. Eu moro com meu país tenho dois irmãos e meu filho que mora aqi com agente tambem . Meu pai briga todos os dias não aguento mais ver minha mãe sofrendo e ela e casada a 20 anos com ele . Quando eu e meu irmão eramos pequenos meu pai batia muuito na minha mãe não tinha ninguem para defendela . E agora ja maiores ele agridi verbalmente que e pior que um soco na cara . Sabe minha familia nao aguenta maais . Mais só ele trabalha só ele bota as coisas aqi . Na ruua e uma coisa dentro se casa parece o capeta fala que fez nossa casa pra gente mais joga smmmp na nossa cara que a casa e dele as vezes nega comida . Nao deixa minha mae dormi e quando dorme joga agua nele . Vive babado e se conversamos acha ruim fala que para a hora que quuer . Nao aguentamos maaaais . Sao tantas coisas mais nao tenho como conta tudo agr porque ele ja ta brigando aqi :/:/:/ . Por: Sheilla

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    1. Sheilla, tem que fazer terapia para compreender como agir em cada situação e o que se pode fazer. Cada caso é um caso. Não existe uma fórmula igual para todos. Se vcs estão se sentindo mal, precisam procurar ajuda!

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  32. Olá Adriana, estava agora mesmo com uma dor no peito e encontrei esse site, tenho tanto pra falar mas não tenho a quem por diversos motivos. Estou há cinco anos com o meu marido, o mesmo é deficiente físico, ou seja, tem uma perna amputada por conta de uma câncer aos 12 anos, de la pra cá ele ficou com muitos traumas e se entregou ao vício, qdo o conheci ele estava sem trabalhar já fazia mais de 3 anos, estava limpo há uns 2 anos, e eu me apaixonei de tal forma, q mesmo ele sem trabalhar, sendo deficiente, e mesmo ele tendo se contado sua história para mim, eu não me importei e não medi as consequências. Logo depois de 1 anos juntos ele teve sua primeira recaída, foi horrível, apesar de ter vivido a maior parte da minha vida com um alcoólatra (meu pai q estar ha mais de 8 anos limpo), ver o meu namorado (na época) daquele jeito, bêbado, falando bobagens, foi horrível. Posteriormente vieram novas recaídas, porém ele não bebe todos os dias, tem épocas q bebe 1 dia em cada mês, as vezes passa meses, as vezes bebe 2 vezes por mês. Ele já passou depois q estamos juntos por 2 internações, e ao todo 4 internações em clinicas, já participamos de grupos, igrejas (várias denominações), mas ele não se firma em nenhuma, eu sou cristã gosto muito da igreja evangélica e estamos frequentando nos últimos meses. Depois q casamos compramos nosso apto e estamos ha 3 anos casados e varias foram as recaídas (freguências médias e longas), durante esses cinco anos ele teve 2 empregos, mas não ficou em nenhuma mais de 5 meses, no último eu conseguir um emprego pra ele onde eu trabalho e ele bebeu no horário do expediente (foi horrível), entao foi demitido. Poucas vezes ele me agrediu verbalmente e nunca fisicamente, é uma pessoa doce, maravilhosa, companheiro, família, geralmente mas tem essa doença e tem uma vida diferente dos demais homens da sociedade (tem apenas 33 anos(aposentado) e fica em casa enquanto a mulher trabalha), sei q isso o machuca muito, mas ele mesmo joga as oportunidades fora. Hoje mesmo ele bebeu, ha uns 15 dias atrás tb, fica deitado desconfiado, depois pede perdao, diz q nao vai fazer mais, q vai se cuidar e etc.... Ele tem muitas frustrações em sua vida: Perda da perna, Perda do pai qdo tinha 7 anos, Perda do avô por quem tinha como pai qdo estava com cancêr, perda de empregos, o fato de não poder ter filhos, como causa veio os vícios em álcool, remédios controlados, e até mesmo teve algumas crises com outras drogas. Dai fico pensando ele me machuca muito pq mesmo sem em agredir fisicamente, nem verbalmente, tenho um marido jovem e doente q acabo me sentindo o HOMEM da relação. Sinto muitas vezes vontade de me separar, mas tenho medo dele fazer uma bobagem, pq têm uma depressão muito forte, nao sei se ainda o amo ou se tenho pena, é muito triste, ele é homem lindo, mas nao tem sonhos, ideais, perspectiva de futuro. Sou jovem tenho 28 anos, estou me formando, tenho muitos planos e fico ate envergonhada de contar as coisas pra ele (mesmo ele me dando muita força). É um homem lindo por dentro e por fora, mas tem esse maldita doença, o q fazer? Tenho vontade de cuidar da minha vida sozinha, tenho 29 anos, tenho ainda uma vida pela frente e a doença do meu marido me ataca muito psicologicamente, fico preocupada no trabalho, ansiosa, com medo e etc..,. Tenho medo dele fazer uma bobagem e me sentir culpada, de tanta coisa tenho medo, eu o amo (eu acho), não consigo assimilar ficar longe dele, fico numa dúvida danada.... Por fv me responda.

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    1. Vc não é responsável pelo que ele faz ou pode fazer. Aí está um dos aspecto de sua doença (não da dele). Entre em terapia e se dedique a resolver sua vida. Só assim ela poderá melhorar.

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  33. Olá meu marido bebe a partir de quarta q tem jogo e vai até domingo, sábado e domingo é direto e n paa quieto como vou ter diálogo c um bêbado? perco a vontad d conversar ele quer brincar c nossa filha d 5 anos e grita m irrita da risadas altas fica tão feliz c atira na grama parec criança, e fuma muito tmbm, bom fisemos sexo umas duas ou três vezes p mês ele ta sempre fedendo a cigarro e o alcool parece n sair o cheiro, daí deita na cama as vezes fedendo o quarto fica fedendo c a boca aberta parec q desmaia. Mas até eu tento m enganar as vezes q n é alcoolismo mas acho q é c bate fica diferente nos outros dias estamos passand por uma crise financeira daí da mais motivo ainda eu tmbm estou preocupada mas n m atiro n bebida ele gasta muito c alcool e n vê q o dinheiro vai c isso cigarro e bebida n vou nem n salão arrumar meu cabelos e ele fica gastabd c isso m da nojo to apavorada depressiva eu acho tenho vontad d chorar as vezes mas tenho q trabalhar ,ele m abandonou faz anos p ficar c outra d 20 ele tem 40 mas voltou eu aceitei mas n sei c fui certa meu filho mais velho casou ainda bem q ele n ve isso mas ja conviveu, e quando ta sóbrio penso q tud q ele fala n serve pra nada as vezes acho q ta louco.....haaamm

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    1. Perder dinheiro faz parte do alcoolismo. Não espere as coisas melhorarem para procurar ajuda. Gaste dinheiro no que importa.

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  34. Meu esposo fica tão feliz quand bebe começa quarta e vai até domingo e ta fraco p bebida logo fica bebado tem jogo quarta ja começa sbado e domingo toma direto um pouco antes d meio dia até noite oro muito ,ele acha q n é alcolatra mas n sei fuma muitoc bobiar bebe segunda ou terça tmabm...

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  35. meu marido estava em recuperação há meses , vi nestes meses minhas realizações ,faz 3 dias que teve uma recaida , estava sem trabalho e foi trabalhar voltou bebado e assim continua .. fala que vai naõ beber mais bebe, foi um trauma p mim ver ele chegar assim desde la só choro e n sei se vale a pena eu continuar a lutar , as vz acho que tenho medo da solidão , mas viver assim tbm que vida tenho

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    1. Dea, vc que sabe o quanto já passou e já sofreu. O equilíbrio entre dar mais uma chance e o preço que paga tem que ser analisado com cautela por vc. Tem que ver o quanto ama, o quanto sofre, como ele reage, quem ele é, quais são as perspectivas, etc. etc. Se puder dê mais uma chance mas, como disse, só analisando a situação de perto é que dá para encontrar a melhor escolha.

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  36. Adriana meu marido também é alcoólatra, mais é mais no final de semana, ele me agride verbalmente, é muito ciumento, mais quando não esta bêbado é um amor de pessoa. Temos uma filha ele trata ela muito bem. O problema é quando bebe. Ele diz que vai parar até tenta mais volta a beber. Parece que não tenho força para me separar fazem sete anos que estamos juntos, ele diz que nuca vai deixar eu me separar, so poderia se fugisse para bem longe, mais nada é fácil.

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    1. Imagino que não seja fácil, mas é possível. Se ele não perder alguma coisa por que deveria fazer o esforço de tirar algo da vida dele? Vc precisa de ajuda para conseguir mudar essa situação. Como já escrevi dezenas de vezes aqui a ajuda é Al-Anon + psicoterapia (com quem entende de dependências). No Al-Anon tem orientações gerais e suporte do grupo, na psicoterapia pode construir concretamente teu caminho para fora dessa situação - e quel sabe, ele pode até seguir. Atendo online, se estiver interessada, se não procure alguém para lhe ajudar.

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  37. Olá,Adriana!Tenho o mesmo problema com um marido alcoólatra,sou casada a 33 anos e tenho duas filhas maravilhosas uma já se casou há 13 anos e a outra vai se casar,mas o fato de meu marido ser alcoólatra esta prejudicando a vida delas .....Passamos juntos 15 anos vivendo mais ou menos,desse tempo para cá foi ficando cada dia mais difícil.Ele se acha o melhor de todos sempre pensa que só ele está certo em tudo,não quer ajudas,nem conselhos,nem tratamento e está ficando cada dia mais difícil de lidar com ele.Ele se sente sozinho e diz que ninguém gosta dele,agride verbalmente e deixa seu trabalho de lado acabando com todos os bens materiais,mas na realidade todos nós tentamos ajudá-los dando chances para reconstruirmos nossas vidas,mas cheguei ao limite, não suporto mais essa vida.Eu e minha família não está encontrando mais saídas para essa situação.Eu estou separada bastante tempo de "corpos",e estou pensando em separar dele,mas,tenho muitas dúvidas do que fazer e como fazer para ter uma vida em paz.Não tem como ter diálogo entre nós ele não concorda com nada.Trabalho fora,tudo que faço é para ajudar e ele não me dar valor! O que fazer?Peço uma resposta com urgência!!Obrigada!!!!!!............

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    1. Para responder à sua pergunta e ajudá-la precisariamos ter uma boa conversa. Não dou orientações para situações concretas e pessoais sem ter conhecimento específico da situação. Se quiser marcar uma sessão, fique à vontade. Meu contato de email é: adrianatnogueira@uol.com.br ou adrianatns@hotmail.com

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  38. Moro com meu marido a 4 anos. temos um filho de 2 anos e meio e uma bebezinha de 1 ano. Quando conheci meu esposo ele já bebia muito. eu também bebia, mas dentro da normalidade, socialmente, somente nos fins de semana. ele não, desde o início já bebia muito. Quando descobri que estava grávida, minha vida se transformou completamente. E virei mãe naquele segundo. Pensei no melhor para meu filho e resolvi que minha vida iria mudar. Mas meu esposo não pensa da mesma forma. Ele continua bebendo diariamente. Gasta dinheiro até que não temos, com cerveja. Se não tem dinheiro pra cerveja compra vodka barata e mistura com qualquer coisa. Mas todos os dias bebe. Quando meu primeiro filho nasceu quase enlouqueci. Fiquei pensando no futuro dele, nos exemplos dados pelo pai, e entrei em uma depressão pós parto horrivel. Passado os primeiros meses consegui sozinha sair da depressão profunda, Descobri que estava grávida novamente e aí começou tudo de novo. Me sinto perdida. Meu esposo não bate na gente, mas sinto que nossas vidas se tornaram muito diferentes. O amo muito, ele como pai tem sido um bom pai. Mas ainda penso nos exemplos e em como tudo pode influenciar meus filhos no futuro. Meu esposo fica até quatro dias sem tomar banho. Fuma e bebe todos os dias. Quando bebe fica querendo arrumar confusão por qualquer motivo, Manipula situações para que eu fique constrangida. Tem me tratado mal. Não tem paciência nenhuma com os filhos. Só se dá bem com eles se eles estiverem comportados e bem. Qualquer coisa altera, quer colocar de castigo e diz que vai bater. Eu tento criá-los com disciplina positiva e criação por apego, mas ele faz todo o processo desandar. O pior é que é estimulado a continuar a beber pela família, principalmente pela mãe dele que sempre compra cerveja e leva na minha casa pra ele. Ela acha graça, e fala que quando eu o conheci ele já era assim, mas todos evoluem, e tentam crescer. Depoiss que a gente tem filho as responsabilidades mudam, as prioridades também. O pior de tudo é que parei de trabalhar para estar mais perto dos meus filhos. Com isto fico totalmente dependente dele. Não sei o que fazer.

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    1. Não sabe o que fazer?
      1) Deixe de ser totalmente dependente dele (assim como ele é totalmente dependente da bebida).
      2) Dê um rumo à sua vida e um lar seguro para seus filhos.

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  39. Quero dividir aqui com vocês algumas angústias. Passo pelas mesmas coisas, e sofro com tudo o que vivencio. O mais duro é tomar a decisão. No meu caso, ele vive comigo em uma cidade, onde não tem parentes e amigos, e acabo sendo a única referência dele. Terminar implica em pedir que os parentes venham buscá-lo, e depende da disponibilidade e de dinheiro para que possam vir. Nunca pensei que fosse chegar a esse ponto, fora as agressões verbais, desrespeito, comportamentos transgressores, e infantilizados (pula da hostilidade para a carência, quando a fase de euforia inicial passa), descobri que está me roubando. Aproveita que estou dormindo e pega meu cartão de crédito para comprar as bebidas. Está em um processo de depressão, não come, não toma banho. Eu procuro forças em tudo o que acredito para ser forte. Mas já não sei se gosto dele o suficiente para continuar. Fico me perguntando qual processo ele vivenciou para desencadear esse vício. Será genética? Será decepções? Não sei. Quando o conheci, nunca imaginei que fosse dessa forma. Achava estranho, mas na verdade só fui perceber quando estava envolvida demais. Não temos filhos, até porque se eu engravidasse, provavelmente diria que não era dele. A gente nunca pensa que o homem da nossa vida, nosso grande amor, de repente vira o sapo, esse monstro (parece que o capeta entra no corpo, só pode!).

    E é engraçado como a bebida passa a ter outro significado em nossa vida. Antes era legal sair com os amigos, encher a cara numa festa, tomar umas cervejinhas... Hoje o simples fato de escutar o som da latinha abrindo, me causa um profundo desconforto. Será que há uma forma de sabermos se uma pessoa é alcóolatra no primeiro encontro? Eu não soube... será que a bebida funciona mais como causa ou como consequência? Imagino uma série de coisas que podem levar uma pessoa a ser alcoólatra, uma delas é a falta de limite. E daí a necessidade de se impor e de dar limites.

    Não se trata de desistência, se trata de amor próprio. Decidir que o outro não mudará, e nunca me fará feliz. Apesar de dizer que me ama e que me quer pro resto da vida... hoje eu interpreto isso como seja minha muleta, minha desculpa... E não amor de verdade.

    A gente sempre ouve várias frases formadas como Quem ama cuida... Mas tem que ser recíproco. Não adianta a gente se anular... Juro por Deus, eu nunca em toda minha vida imaginei que estaria passando por isso e conhecendo na própria pele o que tantas mulheres sofrem caladas tantos anos.

    Eu admiro muito todas vocês que estão há anos passando por isso, pela força. Mas como diz outra frase : Quem espera sempre alcança... mas quem espera também cansa. E mais cedo ou mais tarde, a gente cansa, cansa de ser humilhada, de ser desrespeitada, de ter nossos sonhos destruídos, nossa ilusão de amor lindo e feliz estraçalhada...

    Sinto-me cansada, tenho receio de como será daqui até o momento que eu tomar coragem, que provavelmente será quando não existir mais nenhuma possibilidade que eu consiga enxergar.

    Mas creio, será em breve e bastante dolorido.

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    1. Quem espera sempre alcança = pode significa esperar até o suspiro final.
      A frase não fz sentido algum nesse contexto.
      A realidade é que ninguém pode destruir nossas vidas e que não é sinal de amor escorregar com eles para o abismo em nome do "amor".

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  40. Bom fui casada por 8 anos e tenho 2 filhos com um homem que logo no inicio foi se mostrando alcolatra, e descobri q estava fumando maconha e cheirando cocaina... Sempre me dizia q ia parar e q fariamos milhares de coisas maravilhosas... Vivi esse amor sozinha porq nunca realizamos nada e ele se tornou pior, nos ultimos meses largou o trabalho e passava todo tempo no bar, estava muito agressivo, pegou varios emprestimos, atrasou aluguel, todas as contas...chegou em casa um dia dizendo que tinhamos que ir embora para bertioga cuidar da casa dos pais dele como caseiros e eu disse que nao iria, ele ficou doido disse que eu estava abandonado ele quando ele mais precisava, e no outro dia foi dizendo que passaria só os fins de semana lá. Quando ele voltou bebado e drogado me disse que assim não daria e saiu pra buscar dinheiro pra me deixar e não voltou... Eu peguei meus filhos, minhas coisas e fui embora pra casa dos meus pais. Minha mãe esta me dando muita força com meus filhos pois o mais velho que tem 6 anos presenciou muitas loucuras dele em casa e ja nao estava aguentando... Ela me diz que ele não vai mudar esse jeito dele, que não adianta eu ter esperanças, que é melhor eu refazer minha vida sem ele... Tenho medo dele conseguir ser feliz com outra pessoa, porq eu fiz tudo pra q ele fosse feliz, me anulei e me sinto frustrada...E eu q amo estou sofrendo como nao imaginei ser possivel, pois vi minha familia ser destruida e nao pude fazer mais nada... Nao sei como me sentir, estou perdida e precisava desabafar... Me desculpe por mandar esse email, mas quem sabe vc possa me ajudar de alguma forma...

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    1. Re, então vc quer q ele seja infeliz pro resto da vida.
      Como a adriana sempre diz aqui, o alcolatra só toma jeito quando perde algo mto importante, então quem sabe depois que perdeu vcs ele busque mudança.
      pense em uma coisa:
      vc ñ perdeu nada, pelo contrário, quem nada acrescenta, pouco faz falta. viva sua vida mesmo e deixe ele lá, quem sabe quando ele estiver no fundo do poço ele lembre q um dia teve uma familia. abraços!

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    2. Re, é muito difícil mesmo. Entendo o que vc quer dizer em ter medo que ele seja feliz com outra pessoa... É preciso admitir o fracasso. Admitir que vc não tem controle sobre a situação - mesmo que esse controle seja para o bem seu e de todo mundo. Vc querendo amar e fazer o bem fracassou. Tem que aceitar isso e seguir em frente. Não somos onipotentes, não podemos tudo, nem quando é o Bem.

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  41. Sou casada a 11 anos e tenho uma filha da mesma idade. Desde a época de namoro ele sempre foi uma pessoa que bebia muito, e este compoirtamento prosseguiu no casamento. Nos primeiros anos era pior, ele me deichava a madrugada inteira sozinha e só chagava de manhã embriagado e quando acordava dizia não se lembrar de nada. Depois da minha primeira depressão, desencadeada após ir buscá-lo em um bar as 7 da manhã, ele melhorou, nunca parou de beber, mas não me deicha mas as madrugadas sozinha, isto foi há 6 anos atras. Dede o ano passado percebo que ele vem bebendo muito , 2 litros de wiski, mistura com cerveja, vinho, o tiver pela frente, fica irreconhecível, já chegou ao estado de não conseguir falar e andar, me chinga, bate nas coisas, fica louco! E como sempre não se lembra de nada depois. No ultimo fim de semana pedi para minha filha filmar esta cena lastimável, onde nós acabávamos de ter chegado em casa do aniversário de sua mãe, e ele insistia em sair enquanto eu tentava impedi-lo. MInha filha filmou no celular e eu enviei para ele no outro dia por mensagem. Ele me retornou transtornado, conversamos e ele se mostrou muito chateado com o que fiz, até o ponto de eu estar me sentindo mal com a atitude que tomei. Em nossa conversa coloquei pra ele que eta foi a única forma que achei dele ter noção de como ele fica quando esta aucoolizado, mas que a prtir de agora lavava minhas mãos. Ele continua muito chateado, mal fala comigo e disse que nunca vai esquecer o que eu fiz. Gostaria de saber sua opinião frente a esta situação.

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    1. Alcóolatras não gostam de encarar seus atos. Chama-se impunidade. Claro que ele ficou "chateado".

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  42. Alguém sabe me informar onde fica a Al-Anon em Feira de Santana - Ba?
    por favor, me responda por email.
    termacia@gmail.com

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    1. Procure nessa lista de comentários ou no artigo o link para o Al-Anon e suas diversas sedes.

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  43. Meu nome e maura eu e minha filha tambem passamos pelo mesmo problema, e todos os dias é muitas brigas não aguento mais estou precisando de ajuda eu moro com ele ha quinze anos. me deem alguma ajuda do que preciso fazer por favor!

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    1. Maura, é só vc ler o artigo e as minhas respostas aos comentários que terá a ajuda que precisa.

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  44. Meu companheiro e eu vivemos á 5 anos juntos, e no começo ele bebia pouco, mas foi aumentando gradualmente, ele é uma excelente pessoa e marido quando está são, ele não vai ao bar, mas todos os dias toma cerveja, e aos fins de semana bebe bem mais, se a gente vai em uma festa ele quer ficar até a ultima bebida, e daí vem a violência dele: ele me ofende, não deixa eu dirigir e fica totalmente transtornado quando peço para levar o carro, chega em casa arruma sempre algo para brigar, me bateu já, ja chutou a porta do quarto e quebrou-a pois eu não quero mais ficar com ele deste jeito, eu amo ele, mas eu estou sendo destruída por ele todos os fins de semana, eu não fico mais feliz quando chega feriadão, festas pois ja tenho medo do que ele ira fazer, tenho pena dele, ele me pede perdão, faz mil coisas para me agradar, é romantico mas fim de semana começa tudo de novo! Tenho medo de deixar ele e ser responsável por ele se acabar por ficar sozinho, sei lá se a gente ama uma pessoa a gente quer poder ajudar ele, mas ele não admite que precisa de ajuda, ele debocha de mim quando bebe e diz que a cerveja é o amor da vida dele.

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    1. Para ajudar alguém, você primeiro tem de estar em condições físicas, psicológicas e intelectuais para poder ajudar. Portanto, primeiro cuide de si para depois poder cuidar do outro - dentro do que o outro tolera, além do mais.

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  45. Ola estou casada a 15 anos não sei o que faser meu marido bebe todo final de semana e eu e minha filha ficamos sozinhas em casa ele chega em casa de madrugada e me atormenta querendo dinheiro pra ele beber mais naosei oque faser estou muito triste por ele faser isso me ajude por favor

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    1. Olá, a resposta que procura está no próprio artigo e nas minhas respostas aos comentários dos leitores...

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  46. Ola adriana estou passando por um momento muito triste com meu marido estou casada a 12 anos de uns tempo pra ca ele so quer saber de beber ele se junta com alguns amigos dele pra beber e nem vem embora pra casa passa a noite inteira na rua e quando ele vem embora eu finjo que estou dormindo so pra ele não me pertuba por que ele chega em casa louco transfomado querendo confusão não sei mais oque faser as vezes eu penso em largar dele mais eu não consigo tenho uma filha de 2anos que tem medo quando ele chega bebado ela fica apavorada achando que ele vai me bater .eu ate gosto que ele fica na rua assim ele nao me pertuba eu tenho medo dele por que ele ja me bateu quando ele estava bebado elefica muito agressivo me ajuda por favor não sei oque faser

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    1. É o mesmo que escrevi acima... O que vc diria a uma amiga nessas condições?

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  47. Essa história não é muito diferente da minha. Fizemos 23 anos de casada. Quando nos casamos ele era um fanático evangélico (só percebi depois de casada). Após o oitavo ano, ele se afastou da igreja e aos poucos se encaminhou para o fumo, depois o álcool, depois as drogas, e outras mulheres. Demorei para perceber a droga, porque nunca havia visto uma pessoa drogada. Ele já esteve internado por 3 vezes e nada resolveu. Tivemos até bandidos em minha casa nos ameaçando, porque ele bateu o carro em uma favela quando tinha ido comprar drogas. Morria de vergonha de sair na rua e encontrar pessoas que me conheciam desde criança e que acompanhavam o inferno que havia virado minha vida. Foram anos muito difíceis, mas, depois de muito lutar contra os vícios dele e tudo que me causava de ruim, consegui me separar. Aluguei uma casa muito modesta para mim e para os meus 2 filhos. Ele se apertou e continuou conosco. Ele só saiu quando aluguei outra casa para ele. Daí ele se tornou meu vizinho (mas continuou me vigiando e eu passando por todo o mesmo sofrimento). Segui o conselho de minha psicóloga e me mudei para MG, há 2 anos, para casa de herança da minha família. Ele ficou. Apesar do aperto financeiro, me tornei outra pessoa: mais alegre, mais viva e disposta a lutar, meu filho (hoje com 11 anos), se sentia mais livre e mais autoconfiante, e minha filha (de 9 anos, que adora o pai) até começou a melhorar na escola, aprendeu a ler e a ter limites. Estava tudo bem... Ele, em SP, após perder o carro, perdeu o emprego (ia trabalhar de ressaca, ou depois de ter usado álcool ou drogas por dias). A família dele começou a me pressionar para incentivá-lo a procurar ajuda. Eles tinham medo de encontrá-lo morto e eu pensava em como meus filhos me cobrariam por deixá-lo morrer abandonado. Convencido, ele me disse que precisava de ajuda e que queria se internar aqui para ter visita dos filhos e que isso iria ajudá-lo a se recuperar. Tudo mentira, se enfiou dentro da minha casa. Agora não trabalha e não faz mais nada, assiste tv e dorme o dia todo, a noite diz que não dorme por causa de insônia, bebe sempre que possível, e, de vez em quando dá um vexame. Já chegamos a ter traficantes cobrando aqui na porta, e já fomos parar na delegacia por causa dele quebrar coisas em casa e me ameaçar. Tudo igual a como era antes. Minha filha não me obedece e me afronta protegida pelo pai. Também estou perdendo o respeito do meu filho, e estou numa depressão terrível e sem esperança. Não tenho mais como sair daqui e nem para onde ir. Tenho vergonha até de sair na rua e encontrar alguma vizinha, quase não saio na rua e me sinto como uma prisioneira dentro de minha própria casa. Eu não o amo e tenho até medo de chegar perto de outro homem. Não temos nada há mais de 4 anos, e para ele, eu não passo de uma vagabunda e de uma empegada. Não tenho mais ânimo... a mim me parece que cheguei no fundo barrento de um poço e quanto mais luto, mais me afundo. Será que ainda tem saída?

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    1. Mude de casa; ou troque a fechadura da porta. Tem saída, é só vc querer. Faça algo para si mesma!

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    2. Querida! Vivi esse mesmo inferno por 18 anos e se serve um conselho mude de casa e recomece sua vida! Não acredite mais nesse safado porque você ja deu todas as chances para ele melhorar. Eu deixei td o que eu tinha e refiz minha vida com os meus dois filhos, financiei um apartamento pelo programa minha casa minha vida, hj pago uma prestação e o condomínio mais tenho paz e paz não tem preço! E não adianta ele vir chorar em meu portão pq durante 18 anos ele não teve pena de mim. Se apegue com Deus e busque uma nova forma de vida! Um abraço e boa sorte!

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  48. Meu Deus, quantos depoimentos que se identificam comigo. Sou casada a quase 16 anos, tenho um filho especial, sou feliz no casamento. Só não sei como ajudar meu marido a deixar de beber tantas cervejas, todos os dias. Ele quando não bebe é uma pessoa tão boa, normal. Mas depois de 5 latinhas vira outro homem. Tenho medo do que irá acontecer, ele não briga comigo, mas se procura gente da rua p arrumar confusão. Ou implica com meus familiares. Ele ironiza quando médicos lhe dá conselho. E já conversei até com amigos, parentes dele, padre e até agora entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Gosto dele, pois ele não me faz mal ele faz mal à ele mesmo. Queria q existisse algum remédio p colocar nas bebidas dele p ver se ele parava de beber?

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    1. Vc é um caso raro, fico feliz por vc. Geralmene a esposa é quem leva a pior, no seu caso são os outros. Não conheço remédios que operem esse tipo de milagre... Se o descobri repasse. Do ponto de vista psicológico, não tem como vc intervir na vontade dele - e alcoólatras têm "vontades" muito fortes... infelizmente.

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  49. Vou publicar meu depoimento em 4 partes:
    Parte 1:
    Essas histórias não são muito diferentes da minha. Fizemos 23 anos de casados. Tenho 43 anos e ele, 56. Temos um casal de filhos de 11 e 9 anos.
    Quando nos casamos ele era um fanático evangélico (só percebi depois de casada). Após o oitavo ano, ele se afastou da igreja e aos poucos se encaminhou para o fumo, depois o álcool, depois as drogas, e outras mulheres. Demorei para perceber a droga, porque nunca havia visto uma pessoa drogada. Ele já esteve internado por 3 vezes e nada resolveu. Tivemos até bandidos em minha casa nos ameaçando, porque ele bateu o carro em uma favela quando tinha ido comprar drogas. Morria de vergonha de sair na rua e encontrar pessoas que me conheciam desde criança e que acompanhavam o inferno que havia virado minha vida. Foram anos muito difíceis, mas, depois de muito lutar contra os vícios dele e tudo que me causava de ruim, consegui me separar. Aluguei uma casa muito modesta para mim e para os meus 2 filhos. Ele se apertou e continuou conosco. Ele só saiu quando aluguei outra casa para ele. Daí ele se tornou meu vizinho (mas continuou me vigiando e eu passando por todo o mesmo sofrimento). Segui o conselho de minha psicóloga e me mudei para MG, há 2 anos, para casa de herança da minha família. Ele ficou. Ela havia me dito que, se eu não tomasse uma atitude teria outros problemas, porque meu filho mais velho estava ficando revoltado com o pai e com todo o constrangimento e vegonha que nos fazia passar e minha filha mais nova, adorava o pai e acabaria seguindo os passos dele. A vida , aqui em MG, apesar do aperto financeiro, me tornei outra pessoa: mais alegre, mais viva e disposta a lutar, meu filho, se sentia mais livre e mais autoconfiante, e minha filha até começou a melhorar na escola, aprendeu a ler e a ter limites. Estava tudo bem... Ele, em SP, após perder o carro, perdeu o emprego (ia trabalhar de ressaca, ou depois de ter usado álcool ou drogas por dias). A família dele começou a me pressionar. Eles tinham medo de encontrá-lo morto e eu pensava em como meus filhos me cobrariam por deixá-lo morrer abandonado. Convencido, ele me disse que precisava de ajuda e que queria se internar aqui para ter visita dos filhos e que isso iria ajudá-lo a se recuperar.

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    1. Fanatismo religioso e alcoolismo têm muito a ver. Podem se transformar um no outro.
      Fora isso, fanatismo é uma atitude psicológica doentia de quem foge das próprias dúvidas.

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  50. Parte 2:
    Tudo mentira, se enfiou dentro da minha casa. Agora não trabalha e não faz mais nada, assiste tv e dorme o dia todo, a noite diz que não dorme por causa de insônia, bebe sempre que possível, e, de vez em quando, dá um vexame. Quando está bêbado, nos ofende com palavras e ameaças, me acusa indevidamente de traição, quebra as coisas em casa, e já chegamos a ir parar na delegacia por causa dessas coisas. No dia seguinte ele não se lembra de nada. Já chegamos a ter traficantes cobrando aqui na porta. Tudo igual a como era antes. Minha filha não me obedece e me afronta protegida pelo pai. Também estou perdendo o respeito do meu filho, e estou numa depressão terrível e sem esperança. Não tenho mais como sair daqui e nem para onde ir. Tenho vergonha até de sair na rua e encontrar alguma vizinha, quase não saio na rua e me sinto como uma prisioneira dentro de minha própria casa. Eu não o amo e tenho até medo de chegar perto de outro homem. Não temos nada há mais de 4 anos, e para ele, eu não passo de uma vagabunda e de uma empegada. As vezes o ânimo some... a mim me parece que cheguei no fundo barrento de um poço e quanto mais luto, mais me afundo. Será que ainda tem saída?
    Todos os dias vemos no noticiário sobre mulheres que são agredidas pelo homem que jurou amá-las, e que são até mortas e nada acontece. A 'Justiça' lhes dá uma pena muito leve - afinal de contas eles só estão fazendo mal a um 'bem' que lhes pertence. A vida da mulher não vale quase nada.
    Parece que o casamento é um compromisso para a vida toda e não não conseguimos sair mais dele, porque nos tornamos "propriedade" - um 'bem' que só presta trabalhos e que não tem o direito de mudar, caso não dê mais certo. Não tenho mais condição financeira de sair de MG, ou de tão pouco, tirar meus filhos de tudo isso. A família dele não se importa, simplesmente se livraram do problema me devolvendo. Minha família, se importa e temo que meus irmãos, na ânsia de tentar me defenderem, acabem se complicando e complicando a vida da família deles.
    ... continua Parte 3 ...

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    1. Parte 3:
      Partindo do príncipio que todo problema tem uma solução, pensei:
      1. 'me juntar a ele na vida de bebedeira': francamente, não dá. Sou muito caseira, não gosto de botecos, não gosto de perder o controle. Não sirvo para a bebedeira.
      2. 'mandá-l embora': já fiz isso milhares de vezes e não adiantou nada. As crianças amam o pai e ele sabe usar isso contra mim. Se por acaso ele for e acontecer alguma coisa com ele, eles não vão me perdoar para o resto da vida (afinal, ele é um excelente pai, quando não bebe e nem usa drogas)o. Era o que a família dele vivia me acusando quando vim para MG e o 'coitadinho' ficou sozinho e passando fome em SP (por acomodação e escolha própria, dinheiro ele tinha e bom emprego também).
      3. 'matá-lo': será como trocar um problema por outro. Me livro dele, mas posso ser presa. Quem se responsabilizará por meus filhos pequenos? Como vou carregar o peso na consciência de ter tirado uma vida?
      4. 'matá-lo, matar as crianças e me suicidar': não tenho coragem. E ainda, que tenha, como vou me condenar ao inferno, se minha vida presente já é um?
      5. 'abandonar tudo, e seguir com minha vida': já tentei isso, não consigo ficar longe das crianças. A primeira vez, só sai para descansar: eu ainda trabalhava em SP e as crianças eram muito pequenas (com 3 e 1 ano) e saí num final de semana sem avisar, fui para uma pousada e dormi o máximo que pude, o que para mim era um luxo e eu não conseguia fazer em casa. A segunda vez, contratei uma empregada para cuidar da casa e das crianças, e arrumei um emprego e São Bernardo do Campo (+/- uns 36 km de casa). Fiquei quase um mês, só voltei porque meu filho mais velho (que estava com 6 anos) ficou com pneumonia.
      6. 'passar o máximo de tempo fora de casa e esperar meus filhos crescerem, antes de sair de novo': essa é minha meta para 2014. Vou voltar a trabalhar e estudar, aqui na cidade mesmo. Saindo de casa às 7 e voltando as 23 hs., estarei virtualmente presente, terei como repassar mais responsabilidade para cada uma das três crianças (já que perante a lei meu 'marido' pode ser considerado incapaz). Não vou precisar ficar brigando pelas mesmas coisas todos os dias, e nem fazendo mais serviço doméstico como faço hoje e não vejo reconhecimento (se eles quiserem que façam, já ensinei o suficiente e é tempo de deixar que tenham suas próprias experiências) o que é muito enfadonho e cansativo. De outra forma, estarei me dando novos ares e nova chance de respirar, afinal tenho 43 anos e se eu não tomar as rédeas da minha vida em minhas mãos agora, talvez não tenha outra oportunidade de fazê-lo. Sempre acreditei que crio meus filhos para o mundo e não gosto de que sejam tão dependentes de mim. Quando vim para MG, pude fazer isso, deixar as crianças mais livres, para que pudessem crescer com responsabilidade (podiam ir para a escola sozinhos, e, com minha supervisão, ensiná-los a cozinhar e a lidar com as tarefas da casa, organização e higiene pessoal, para que pudessem aprender a voar com as próprias asas, mas a vinda do pai, só os tornou ao estágio anterior, e ele os leva para a escola (não gosta que andem sozinhos), são pequenos para esquentar a comida, não precisam mais ter responsabilidade em se organizarem, e tudo o que eu falo 'fica o dito pelo não dito'. As crianças amam o pai, por poupá-las do trabalho, da responsabilidade, por fazer seus caprichos e por mimá-los, que está sempre disposta a brincar e é sempre bem humorado (principalmente nas primeiras latinhas), que gosta de música alta e que é bastante jovial. O único defeito dele fica sendo o de quando bebe muito. Eu, por outro lado, sou a bruxa má, que dá tarefas, que cobra responsabilidades, que sempre reclama, inclusive do cansaço e que não tem muito tempo de sobra. Tente imaginar qual o exemplo que eles vão querer seguir... Cansei. A peça inconveniente aqui sou eu.
      ... continua na parte 4 ...

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  51. Parte 4:
    Numa das internações dele, pude ter contato com a doutrina do AA. Na oração da serenidade diz que preciso distinguir ' o que posso mudar do que não dá para mudar'. Então, é hora de voltar a viver. E usarei 2014 para esta finalidade.
    Meu depoimento foi longo, mas espero, de coração, que sirva para alguém.
    Peço à Deus que todas que sofram estes mesmos problemas, não esmoreçam e nem partam para a solução errada. Temos responsabilidade com nosso filhos, eles não pediram para estar aqui e nem nesta situação. Devemos mostrar a eles que existe outro caminho para uma vida normal e ele não passa pelo álcool e nem pelas drogas. E acima de tudo, não devemos abandonar a nós mesmas. Temos todo o direito de sermos felizes e não sofrermos eternamente pela escolha que nossos maridos resolveram fazer. Dediquem-se a um hobbie ou alguma tarefa que traga prazer e faça ser mais suportáveis nossos dias. Não percam a esperança. Eu não vou perder a minha: ainda serei muito feliz e verei meus filhos criados e dignos, livres dessa doença que é a pouca vergonha da dependência alcoólica e química.
    Muito obrigada pelo espaço...
    IM

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    1. IM, gostei de seu depoimento, é honesto e objetivo. Tudo o que escreveu é o que dá vontade de fazer. Quando a gente distingue o que podemos mudar do que não podemos mudar temos que aprender a fluir entre as brechas que a realidade oferece. Portanto, cuide de vc, alegre e continuamente. Volte a estudar, faça coisas que lhe dão prazer, se divirta, se dê o direito de ser feliz apesar de tudo. Vc pode e vc vai conseguir!
      Feliz Ano Novo - promete mesmo ser novo :-)

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    2. Muito obrigada. IM

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  52. Me identifiquei muito com o relato dessa mulher. Vivo da mesma maneira com meu marido, mas não temos filhos. Diante da sua resposta eu consegui enxergar que eu estou mais doente que ele. Me deu mais forças para cuidar de mim e da minha vida. Fiquem com Deus....

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    1. Isso, cuide de você e de sua vida, com carinho e dedicação.

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  53. Estou vivendo uma situação muito parecida.. tenho 28 anos estou casada a 12 anos e sou 15 anos mais nova que meu marido. Ele é alcoólatra, porém não assume, vivo como no relato a cima não sei como será o meu dia, vou trabalhar e fico pensando como será quando eu voltar... Temos um filho de 1 ano (engravidei por descuido, porém meu filho é minha vida). Acho que ele já sente meu sofrimento, contudo tenho muito medo de me separar por conta do meu filho, ele ama o pai e meu marido é doido por ele, tenho medo do meu filho crescer e querer ficar com ele (ele faz todas as vontades do menino, principalmente qd está bêbado). por outro lado sei que será muito ruim para ele viver em uma casa com tantas brigas. Ele já fez tratamento com remédio contra o alcool porém abandonou, quando está sóbrio é um marido perfeito pena que isso acontece 1 vez por semana (as vezes). Tenho muito medo de me separar e me arrepender, confesso que tenho medo das atitudes dele (apesar dele nunca ter me agredido fisicamente). Não dependo dele financeiramente pois trabalho e tenho minha profissão, mas tenho medo por meu filho...

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    1. Por que não tenta viver em casas separadas mantendo a relação? Faz bem em se preocupar com seu filho. Como você pode ler nos comentários acima, os filhos crescem e se apegam ao pai alcoólatra - isso porque sentem dó dele e se sentem na obrigação de protegê-lo, inconscientemente, é claro. Aí é que vocês todos vão se enrolar ainda mais...

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  54. Ola,estou casada ha 7 anos,tenho tres filhos e estou gravida de 33 semanas do quarto.de uns tempos pra ca,me esposo tem se afundado no alcool.ele num sai e nem some,bebe em ksa ,faz comida,mima meus filhos e.parece que nada esta acontecendo; mas o problema ocorre quando.eu começo a reclamar de tanta bebida,ai ele se transforma.me bateu uma vez alcoolizado e das outras,vezes fica.me humilhando.hj por exemplo tomou SOZINHO 12 latas de cerveja, e cheguei ate a agredi-lo por conta das humilhaçoes,meus filhos sao pequenos(2,4,6),ficam do lado dele me xingando e me batendo,ai que ele humilha mais,não tenho pra onde ir,não sei o que fazereu pscicologico esta esta frangalhos e se meu bebe nascer hj por acaso num tem nem roupa pra vestir...preciso de ajuda e orientaçao,pois ele são é otimo pai e mardo,não entendo o que ocasionou esse sofrimento todo.... Atenciosamente...K

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    1. Compreenda que talvez é melhor: 1) evitar um quinto filho, 2) evitar de brigar com ele por causa do álcool; 3) procurar ajuda psicológica porque agora seus filhos estão contra você (veja meu comentário acima)...

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  55. Bom Dia são 1:55 da madrugada e estou ate agora esperando meu esposo chegar, me ligou as 21hs dizendo ja esta chegando, bom se ate agora nao veio e pq esta em algum bar bebendo, estou a uma semana com este problema e ele sempre volta de madrugada bebado ou no outro dia, ele quer viver q nem um solteiro, nao admite q e alcoolatra, chega fazendo barrulho, ligando som alto, segura a filha sem cuidado, vive me diminuindo com palavras ofensivas, e no outro dia diz nao lembra de nada, vi q vc aconselha larga um tipo de pessoa dessa, ja tentei isso, mais ele nao sai da minha casa, e eu tambem nao vou deixa ela pra ele, nao sei como faço para tira-lo de la, devo chamar a policia? ele diz q nao vai sair, e eu evito discução. mais essa sintuação nao da mais pra aguentar.

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  56. Eu também vivi uma situação muito parecida com a de vocês.Fui casada 29 anos e meu marido já bebia socialmente,mas com o passar dos anos ele se tornou um alcólatra,bebia todos os dias.Tenho dois filhos maravilhosos a mais velha já não conversava com ele a muito tempo pois ele me traia muito quando ela era pequena até ficar adolescente e ele também não dava nada pra ela,eu que trabalhava pra ajudar meus filhos.Meu filho mais novo gostava muito do pai mas ficava triste vendo ele nessa situação e me vendo sofrer tanto.Ele não era agressivo fisicamente,mas me agredia verbalmente.Apesar de tudo eu o amava muito e não conseguia me separar dele pois tinha pena dele e achava que se eu me separasse ele iria morrer de tanto beber pois ele sempre falava que me amava.Infelizmente o pior aconteceu,ele começou a ter alguns sintomas diferentes mas não quis ir no médico falava que não era nada e que não precisava de médico,ele tinha medo de ser internado em clinicas de recuperação para alcólatras.Em setembro eu resolvi interná-lo sem ele querer ,ficou um mês com abstinência grave e depois teve que ser internado pq estava com pneumonia.Ele ficou 16 dias no hospital e eu fiquei com ele,o médico dizia que o caso dele era muito grave porque ele estava com cirrose hepática por causa do alcool .No dia 20 de outubro ele teve uma hemorragia estomacal vomitou muito sangue foi levado para a UTI mas acabou falecendo.Hoje eu estou de luto e me se sentindo culpada pela sua morte ,choro todos os dias e não tenho vontade de fazer mais nada, acho que a minha vida acabou,pois minha rotina mudou muito ,eu estou morando na casa de meus pais e aluguei a minha casa.Meus filhos já não moram mais comigo e eu me sinto muito sozinha,ficou um vazio no meu coração.Eu me culpo poque acho que eu nunca fiz nada pra ajudar ele a se livrar desse maldito vício.Ele tinha um trauma de infância que nunca foi superado,a sua mãe separou de seu pai e foi morar com outro e deixou ele com o pai e as irmãs.Ele nunca perdoou a sua mãe,acho que por isso ele bebia tanto.Ele acabou morrendo sem se despedir da nossa filha não falava com ele a muito tempo eu não sei se conseguiu perdoá-lo,pois ela nem quis ver ele no caixão.Eu estou sentindo a pior pessoa do mundo achando que não cuidei dele quando ele mais precisava de mim.Como diz o ditado ,quem ama cuida.Eu estou desesperada não tenho mais vontade de viver ´só penso em morrer.Eu sonhava que um dia ele parasse de beber e nós iriamos envelhecer juntos.Mas esse sonho se tornou pesade-lo,pq eu não lutei para realizá-lo.Agora estou pagando pelo meu erro .Tudo que eu estou passando hoje é consequência daquilo que eu não fiz ou que eu deixei de fazer por ele.A culpa e o remorsso são maiores do que a minha própria vida.Eu não sou nada.

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  57. Boa Tarde,

    Eu tenho 24 anos e namoro com um alcoólatra ha 2 anos.
    Não sei como dizer, mas me sinto totalmente doente, possessiva e controladora por causa dele.
    Eu sempre fui uma pessoa livre, sempre gostei de viajar, sair com amigos e sempre fui muito fechada para o amor. Nunca fui ciumenta e muito menos briguenta. Nunca tinha namorado antes. Sempre tive medo de relacionamentos, pois sempre ouvia minhas amigas e amigos sofrendo por amor. A dois anos atras conheci ele. Acabei me envolvendo aos poucos. Não queria namorar, tinha medo. Ele é extremamente bom, puro, todo mundo AMA ele. Me entreguei a ele. Meu primeiro amor de verdade. Ele começou a mostrar sua verdadeira cara depois de 2 meses de namoro. Falava que ia passear com o cachorro e quando eu via ele estava no boteco bebendo (ele tem 28 anos). Eu no início eu era inocente, não sabia o que fazer e oq acreditar. Ele jogava emocionalmente comigo (só hoje reflito e sei disso) um dia antes de decidir beber com os amigos, ele brigava comigo por um motivo besta, sempre ciúmes e desconfiança, e ele conseguia me manipular e me fazer culpada das suas desconfianças , aí no dia seguinte ele dizia q ia encontrar um amigo e eu acabava deixando sem brigar, achava que era justo pois "errei" com ele um dia antes. Aí o tormento começava. Se ele bebia ate cair na quarta, ele só voltava ao normal depois de 3 dias e sempre foi assim.
    Ele fica confuso com sentimentos, com seu caráter. Se sente muito culpado e tem o dom de manipulação. Eu me sinto totalmente dependente emocionalmente dele. Minha vida mudou depois que eu comecei a namorar, conheci o amor e tenho medo de me tornar aquela pessoa fechada novamente. Ele sabe que é doente, mas diz que o prazer que ele sente é tão grande quando ele bebe, que não quer parar mais. Diz que no momento não quer tratamento pois é jovem e adora beber. Ele diz que é normal, que todos bebem e as vezes se excedem. O pai dele é alcoólatra, e a mãe dele já me disse muitas vezes que não quer que eu tenha a vida dela. Ele e o pai dele não são agressivos, mas se tornam pessoas extremamente egoístas e ciumentas quando bebem. Ofendem quem os amam. Minha família adora ele. Eu adoro a família dele. Ele é um namorado perfeito quando está sóbrio. Mas quando bebe, ele simplesmente esquece que eu existo. Só de pensar em me separar dele eu sinto uma dor incontrolável, não sei explicar. Hoje sei que isso não é amor, é possessão, medo de perder. Já tentei terminar diversas vezes, mas entro numa depressão profunda e não consigo fazer nada a não ser chorar e dormir. da ultima vez fiquei quase 3 dias sem comer. Emagrei 6 quilos em 2 semanas. E acabei voltando com ele pois queria sair do fundo do poço. Hoje eu não sei o que fazer. Tenho pavor dessa depressão que tive. Tenho muito medo de sofrer. Mas sei que se eu continuar com ele vai ser muito pior futuramente. O meu amor por ele se tornou em obsessão, controle, possessão. Vivo seguindo ele, tenho medo dele sumir. Gente que pessoa eu estou me tornando? As vezes eu me sinto como uma drogada, viciada, e meu vício é viver a doença dele. Eu não sei o que fazer. As vezes penso em aguentar um pouco na esperança que ele mude. Talvez se casar e morar longe. Mas as vezes penso que isso nada vai mudar, que em qualquer lugar do mundo ele será alcoólatra.

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  58. Oi!!Nesse momento estou chorando, acabei de chegar de uma festa de casamento onde meu marido de 33 anos bebeu muito e perdeu os limites nunca passei tanta vergonha em minha vida, ele me agrediu verbalmente e fisicamente , ele já teve problemas com bebida.EE. Já foi até internado e fala que agora só bebe quando quer, ele não bebe todo dia mas quando começa a beber não sabe quando parar, não tem limites, tenho um filho de 2 anos, e não sei o que fazer eu gosto dele, mas ele me faz sentir tal mal quando acontece isso, e tenho muito medo de começar uma nova vida....eu queria ter uma família ....meus pais já são separados e isso me doeu tanto, não queria isso para meu filho....não sei o que fazer...

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  59. Erika Viana: tería-se que montar uma estratégia para fazer com que ele saia de casa. Isso deve ser estudado e analisado para fazer as coisas certas com resultados positivos. Só em consulta particular para saber e levar adiante isso. Se quiser marcar me escreva: adrianatnogueira@uol.com.br

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  60. Viúva que escreveu no dia 13/02. Vc é a demonstração que quem convive com o alcoolismo é tão doente quanto o alcoólico! Estamos falando aqui da incapacidade de viver bem conosco - essa é a doença. Nos sustentar sobre nossas pernas e ter em nós o centro de nossas vidas. Seu marido precisava do álcool e você dele. Vc não fez nada de errado, simplesmente seu marido morreu conforme previsto - aliás, vai acontecer com todos nós. Morreu conforme as escolhas que ELE fez. Traumas, todos temos. Trauma na infância não é desculpa.

    Vc está simplesmente vivendo a vida como ela é. Pessoas que amamos têm direitos à escolhas, vivem o que querem e são o quem conseguem ser. Não podemos tomar o controle da vida alheia. E é triste sim que essas pessoas que amamos fazem escolhas tão ruins para si próprias e para seus familiares, amigos, sociedades...

    Vc está precisamo reconstruir sua vida. Sair da adição de viver em função do alcoolismo de seu marido (o mesmo vale para seus filhos) e cuidar de si. Se não agora, quando?

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  61. Mariana (14/02): vc está urgentemente precisando de ajuda! Faça alguma coisa: terapia já. Seus sintomas são típicos da situação que está vivendo. Não destrua sua vida. Procure ajuda. Aviso que o caminho de cura será longo. Mas vale a pena, é sua vida que precisa endireitar e dela retomar o controle e a alegria de viver.

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    1. Muito Obrigada pela ajuda. Depois que eu li seu blog e os comentários, minha cabeça abriu. Achei que só eu sentia tudo isso e acreditava que ele realmente esse uma pessoa mal. Ele é doente e está fazendo com que eu me torne uma doente. Estou decidida. Vou procurar um tratamento sim, e espero de verdade que eu consiga me livrar dele. Eu gosto dele, mas sei que ele me fará muito mal futuramente. Vou me afastar aos poucos como já comecei esse final de semana. Muito obrigada pela ajuda e se puder me indique um especialista, pois não conheço nada sobre isso.

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  62. Moça com marido de 33 anos: todos temos sonhos (uma família feliz, uma vida serena, filhos saudáveis e bonitinhos, etc.) mas poucas vezes é assim. Ou vc faz alguma coisa para melhorar sua realidade ou ela irá piorar e vc irá perder cada dia mais as forças para reagir... Enfrente a realidade, por seu filho pelo menos. Se não tem um bom marido, seja pelo menos uma boa mãe e boas mães não sujeitam seus filhos a abusos, agressões e instabilidade.

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  63. Mariana, infelizmente não tenho nomes para lhe indicar. Eu atendo se tiver interesse (adrianatnogueira@uol.om.br). Atendo à distância pelo skype. Mas pode procurar em livros sobre alcoolismo alguma orientação, ou no site do AA perguntar se indicam alguém em sua cidade.

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  64. Maria de Sousa.
    Adriana preciso de uma orientação,meu filho tem 35 anos,de uns 4 anos atrás teve crises de depressão passou por vários pscoterapeutas,mascomeçou a beber muito,ele foi um jovem sempre muito responsável,com 23 anos já era um advogado,sempre muito dinâmico,cheio de sonhos,casou aos 25 anos,aos 30 anos já tinha comprado a casa e um escritório próspero,mas como disse no inicio de 4 anos para cá ele não parece o mesmo,eu o pai dele e minha nora nos reunimos e o que ele disse foi que depois do casamento que ficou com depressão.Vai muito pouco para o escritório,sendo que sempre foi o orgulho dele,o sócio é quem toca para frente,me entristece muito isso,pois tudo foi construído por ele,fica a noite toda acordado bebendo no escritório da casa e,de manha toma calmante e dorme direto,não acorda nem para comer,acredito que ele não fala para o médico o que está fazendo.Sempre procuro conversar mas não aceita,diz que está se tratando.Fala para esposa que foi ela que levou-o a isto por ela ser egoísta,para mim eo pai ele diz que desde de criança nós nunca demos razões para ele.Me ajude,o que faço ?

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    1. Maria de Souza, quer marcar uma consulta? Tenho algumas ideais a respeito de seu caso. Mas precisaríamos conversar.

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    2. Quero sim,qual é o horário que você atende ?

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    3. Depende do dia e do que tenho disponível. Vamos conversa por email: adrianatnogueira@uol.com.br

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  65. meu problema é o mesmo de todas as mulheres daki. Sou casada a 11 anos e meu esposo é alcolatra, mas como todos ele não admite. Tenho 3 filhos, um de 7 anos e tenho gemeos de 2 anos. É meu esposo que sustenta a casa, ele é muito trabalhador, por diversas vezes tentei trabalhar fora, mas meus gemeos precisam muito de mim, já ficaram 5 x internados, estão sempre doentes, eu não tenho pai nem mãe, nem sogra, nem ninguem. Enfim dependo dele. Mas tenho saúde e gostaria muito de mudar essa situação, sempre falo que meu pai foi meu maior exemplo e gostaria que meus filhos tb tivessem um bom pai. Ele é amoroso c/ as crianças, mas só qdo não bebe, o que ultimamente é raro, chega embriagado todos os dias, faz da minha vida um inferno. Todos o admiram, todos gostam dele, mas esse vício destruiu minha família e estou levando a vida, esperando minhas crianças crescerem um pouquinho, ter mais saúde. Já tentei colocar na creche, mas não deu certo. Por favor me ajuda

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    1. Americana, fique com teus filhos, proteja-os. Se os gêmeos já foram internados 5 vezes é porque estão sugando as energias negativas do ambiente. É muito triste, você está praticamente presa. Precisaria criar um oásis de positividade em meio a tanta negatividade. Se quiser entrar em contato: adrianatnogueira@uol.com.br

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    2. To vivendo num mundo de cão. Namoro um homem q bebe todos os dias e qdo chega em casa ou chinga ou fecha a cara e não me da uma palavra.É horrível a convivência com alcoólatra. Ele sam é uma pessoa maravilhosa.Mas qdo bebê a tal pinga,transforma.To CPM MTA vontade de separar dele,só ta me faltando coragem.A mulher dele teve essa coragem.Foi embora com os 3 filhos.Agora resta eu abrir os olhos.

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    3. Tenha coragem. Assuma que a relação do jeito que está está falida.

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  66. Adriana ,vivo tudo isso a 20 anos,nos últimos 7 sinto que me anulei por completo já não saio entre amigos ,família ,ele tem um ciúmes doente,exagerado.Por isso tenho muito medo de acabar em tragédia, ele e uma ótima pessoa sem beber mas bebe quase o mês inteiro 1, ou 2 dias no mês ele fica sem beber ,para piorar ele e militar, nem adianta chamar a policia , já fiz tudo colegas.Tenho um filho de 20 anos com ele cresceu revoltado ,frustrado já se pegou com ele,meu filho me cobra muito uma posição mas são tantas as coisas em jogo, as vezes parece que vou enlouquecer.Ha cinco anos consegui me formar e agora tento passar em um concurso, mas não sei ainda não consegui.As vezes quero me libertar as vezes quero morrer para acabar com tudo isso.Não acredito que exista vida,para min mas.Estou sempre confusa com tudo tento conversar com ele para separar mas ele sempre dificulta tudo.To cansada demais,leio esses depoimentos parece que não consigo pensar com razão mais.Não sei o que natal, ano novo,festa de aniversario,casamento não tenho laser nenhum,já tive e hoje tudo acabou.Momento difícil e estranho queria que passasse logo mas sei que não será fácil.

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    1. Como assim ele é militar e não adianta chamar a polícia? Corre atrás e procure uma polícia que faça seu trabalho no lugar de acobertar o crime.
      Mas vejo que vc está fraca demais para tomar atitudes reais... Vc precisa de aliados e de força para se entender e resolver sua vida. O que acha que poderia ajudar?

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  67. faz doze anos que sou casada com um alcoolatra ,e sinto que estou mais doente que ele ,,qdo ele bebe eu fico furiosa ele me chinga muito e vai pro bar beber ,,eu sempre vou buscar ele ,,e agrido ele bato nele com a mão ,com chinelo ,chego até a morder ele ,,depois eu fico muito mal ,cmo se ele fosse vitima minha ,,me sinto culpada ,,procuro uma luz ,o que eu faço para naõ agredir ele ,,eu naõ gosto do que faço ,mas qdo vi ja fiz ,,me ajude por favor !!!

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    1. Terapia, terapia, terapia, terapia, terapia.
      Urgente!

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  68. pode ter certeza que me ajudou muito pois passo pelo mesmo sofrimento,com meu marido estou me separando com muita dor no coração mas tenho que viver com os meus filhos foram 27 anos de luta tudo em vão,espero em Deus que não seja tarde para ele.Pois ele é uma pessoa muito boa sem a bebida um otimo ser humano espero que consiga sair dess vida,pois estarei de braços aberto para acolhe-lo

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    1. Tenha uma vida feliz, Helena. Deixe o passado para trás e cuide de você e de seus filhos.

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  69. Boa Tarde! Estou com um problema com o meu irmão ele é álcoolatra e mora com a minha mãe. Ele perturba ela o tempo todo, desliga a energia e deixa ela sem luz, tranca o portão e não deixa ninguém entrar lá. O que devo fazer nesse caso?

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    1. Ela poderia colocá-lo para fora de casa...
      Se uma pessoa não sofre as consequências de seus atos e se essa pessoa não tem ética e moral, por que haveria de mudar?

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  70. Bom dia Adriana, achei seu blog por acaso numa procura desesperada por ajuda a minha situaçao. Tenho 40 anos e ha um mes me separei de um marido que alem de alcoolatra ela fazia uso de drogas, crack, para ser sincera. Foram 6 anos de maus tratos e todo o resto q vc ja sabe e numa briga terrivel onde terminou q tive q chamar a policia de tao bebado q ele estava, criei coragem e mandei ele sair de casa. Estou destruida psico e fisicamente, engordei 30 kg, tentava suprir os maus tratos comendo doces e tudo mais q vinha pela frente. Era um circulo vicioso,ele ia trabalhar e eu tbm, chegava bebado , brigavamos, ele fumava uma ou duas pedras, se acalmava, ia dormir e no outro dia acordava como se nada tivesse acontecido, e eu acordava com a esperança q ontem seria a ultima vez, q ele mudaria , ate anoitecer e meu inferno começar. Foram 6 anos assim , hoje nao sou nada, estou fazendo terapia e vou mudar pra outra cidade, larguei um emprego de 18 anos ,é o unico jeito de ficar longe dele, caso contrario sei q vou acabar reatando. O sofrimento parece nao ter fim , a impressao q tenho é q da mesma maneira q eles sao dependentes de alcool, nos mulheres nos tornamos dependente desse relacionamento, arrumamos desculpa pra tudo, ele é bom pai, bom marido , trabalhador ...nada disso ... eles sao doentens e fazem com que fiquemos tbm. O q mais faço é pedir forças a Deus para me ajudar a continuar nesse caminho arduo ,e depois de muitas leituras de depoimentos e de psicologos, posso começar a acreditar q existe uma luz. Quero agradecer em nome de todas nós esposas de alcoolatras a ajuda q vc nos da, e q Deus te abençoe sempre...

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    1. Obrigada :-) Vc tem razão, as mulheres viram dependentes deles. Acredito que é porque 1) eles têm sim coisas boas, são pessoas como outras, todos tem um lado bom e é desse que gostamos; 2) porque podemos ter um laço com eles que vem de outras vidas (quando eram ruins ou muito bons, depende, sempre laço é); 3) porque nos compadecemos pelo sofrimento de quem amamos. 4) porque temos nosso próprio sentimento de inferioridade, insegurança, medo no qual a loucura deles se engancha e faz festa...
      :-)

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  71. POR QUE TODAS DIZEM Q ELES SAO MARAVILHOSOS SEM A BEBIDA , Q SERIAM PAIS E MARIDOS PERFEITOS SE NAO BEBESSEM,EU TBM FALO ISSO DO MEU. OU SERA Q NÓS QUE CRIAMOS A FANTASIA DE PERFEIÇAO? SOFRENDO... E QUASE SURTANDO DE TANTA DOR NO CORAÇAO... 1 MES DE SEPARAÇAO...

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    1. Força, veja o que escrevi acima. Tem que ser forte e escolher o Bem, a Saúde, a Verdade. Outra dica: sua dor é a deles também - vc pode estar canalizando a dor dele, logo seu sentimento é carregado duas vezes!

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  72. O difícil é que quando a pessoa está sóbria, é a melhor companhia que alguém poderia querer ter. Divertida, alegre, prestativa. Mas sob o efeito do álcool perde a consciência e põe até a própria vida em risco.

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    1. Exatamente. Apesar de não ser crente e não gostar dessas religiões, entendo porque dizem que a pessoa está possuída pelo demônio. De certa forma é assim mesmo.

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  73. boa noite , meu nome é fabiana e fui quem escreveu os dois ultimos posts como anonimo pq nao consegui colocar meu nome. desculpe se fico escrevendo aqui mas eu moro no interior de sp e nao tenho familia,sou eu e meu cachorro e nao tenho com quem me abrir nas horas dificeis. e se nao bastasse o meu ex marido alcoolatra e usuario de drogas acabou de me ligar bebado de um bar e aconpanhado de outra mulher. estamos separados ha um mes e eu to tentando juntar os cacos q ainda me restam pra viver com um pouco de dignidade e ele faz isso, a fulana me mandou parar de ligar pra ele pq eles estavam juntos agora, detalhe , ela é vizinha da mae dele onde ele ta morando agora e tbm gosta de beber, mas eu nem ligo pra ele, ele q fica vindo atras de mim, sexta a gente se enconrtrou pra conversar, ele diz todos os dias q me ama q quer recontruir nossa vida e faz isso, nao entendo pq. parece que ele quer me precionar, magoar ou sei la o que.e depois de toda a confusao de muitos xingamentos meus pra ele , ele teve a coragem de me telefonar qdo chegou em casa, mas eu nao atendi nenhuma das 3 vezes. pq doutora ele faz isso? a dor é tao grande que eu so quero morrer nesse momento

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    1. Faz isso porque está doente. Pode até te amar, mas se é assim, aproveita e diga-lhe: bom, me ama? Que legal. Eu também. Mas para estar com você preciso que você:
      1) pare de beber
      2) se trate
      3) ...
      e etc.
      E dá um tempo de um ano antes de poderem pensar em voltar juntos. Um ano vivendo separados e ele mostrando serviço que está saindo do alcoolismo ativo.

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  74. fabiana....obrigada doutora por me responder, vc nao imagina o qto me emcionei em ler sua resposta e saber q tem pelo menos alguem q se importa e quer ajudar. passo o tempo todo pesquisando e lendo sobre alcoolismo, para tentar me sentir melhor e aceitar realmente q ele esta muito doente. ja li todos os comentarios acima , e parecia q era eu escrevendo em cada um deles.

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    1. Força, Fabiana! Se mantenha firme e cuide de você mesma. Além disso tudo, faça algo de bom para você! Algo que te deixe alegre.

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  75. Ola...tenho 26 anos,sou casada a 6 meses.....meu casamento foi um sonho,afinal me casei com o homem que amo e do jeito que sempre sonhei..ele sempre bebeu nos fds,sempre,geralmente começa a beber no sabado cedo e so para no domingo a noite..depois do casamento as coisas pioraram,pq antes ele bebia e eu estava na minha casa e ele na dele!! Agora e diferente,eu vivo tudo tudo isso de perto....perdemos o nosso fds pq pra ele se nao tiver bebida parece q nada vale a pena,tenho me sentido de lado...eu o amo muito e nao quero ve lo se perder nesse caminho tao sofrido e dooloroso,qdo nao bebe e o marido q toda mulher deseja e sonha,cuida de mim,zela...enfim,o prolema e o fds...qdo ele bebe parece q fica bobo,fala mts besteiras q nao condizem com o homem inteligente q e!!!!! Ele fala q nao tem problema algum cm a bebida,mas pra mim a partir do momento q a pessoa nao tem controle da bebida ela ja tem algum problema,estou errada????? Estou mt confusa...bjs

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    1. Óbvio que se a pessoa não tem controle sobre a bebida, é a bebida que a controla = dependência do álcool. Se os fins de semana não valem nada sem bebida > a bebida é mais importante do que vc, sua esposa, que evidentemente não é suficiente para fazer um final de semana ser legal. E se ele nega ter um problema com a bebida = ele é alcoólatra. Tudo muito claro. Já que ele não quer mudar, por que não vive com ele durante a semana e no fim de semana faz algo de bom para você?

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    2. Olá!
      Situação delicada... quando viemos parar aqui nesse site é pq realmente temos um problema grande nas mãos. E o pior: não é nosso. Sim, é do outro. E da mesma forma que ninguém pode fazer nada por você, NINGUÉM pode fazer nada por eles, a não ser eles próprios. Por isso flor, já que vc tentou abordar o assunto com ele e não obteve resposta positiva, aconselho, como amiga que compartilhou do mesmíssimo caso, que você se afaste... deixe claro que você quer viver bem e tranquilamente e que as atitudes dele te afetam diretamente... se ele te amar de verdade, vai atrás da mudança. Se não, nem vale a pena. Você tem que assumir o comando!
      Se quiser saber um pouco mais sobre minha história, dê uma olhada nos comentários e procure por uma anônima que assina como T.
      Um grande abraço e luz!
      Ass: T.

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  76. A separação de uma pessoa doente não é normal, ainda mais quando temos filhos, a separação existe para homem e mulher, nunca para mãe e pai, o vinculo continua e pior, pois nunca sabemos como o pai ( no meu caso ) vai estar para poder ficar com eles ( visita )e NUNCA vou permitir que fique com eles no estado bêbado e fora de si, eu sei do amor de ambos ( pai e filhos )mas prometi que NUNCA mais terão essa lembrança do pai. Sofremos muito durante muito tempo e decidi sair de casa ( faz um ano ) e sei que vou conseguir reconstruir nossas vidas, está difícil, perdemos tudo, hoje ele foi internado pela família dele em uma clínica, sem previsão de saída.Fico triste pelos meus filhos, o mais velho, parece entender melhor, o problema é o mais novo, que sente muito a sua falta, mas o reflexo do que vivemos ainda se confunde com alguns sentimentos que tento esquecer e não me culpar pela situação, não é fácil, respiro fundo e sempre imagino a gente daqui um curto tempo melhor e feliz.

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  77. Tenho 31 anos, 10 anos de casada e 2 filhos. Li a materia e varios comentarios durante a ausencia dele em casa... a gota dagua foi encontra-lo no mercado com umcarrinho cheio de cervejas...eu tinha ido comptar o pao com minha filha mais nova, ela eh louca por ele e ta começando a entender algumas coisas agora, ela tem 4 anos mas so convive com ele a 1 ano pois ele trabalhava embarcado e ficava as vezes 8 meses sem vir em casa. Ele e uma pessoa boa, tenta ser carinhoso, mas e muito grosso e se orgulha de ser assim. Ele e um bom pai, as vezes tem umas brincadeiras chatas de machucar mordendo ou dando tapas....... o pai dele era alcoolatra, so deixou pq ficou com medo de morrer apos ter uma parada cardiaca. Hoje tomei a atitude de falar como me sinto e pedir p ele procurar ajuda pq e alcoolatra. Ele me disse muitas coisas querendo me fazer estar errada...... meu maior medo e de separarmos e ele voltar a trabalhar fora e querer levar nossa filha....eu nao sei viver sem meus filhos, mas nao quero viver durante 20 ou 30 anos desse jeito. Ele bebe toda terça, quinta e sabado.....toda segunda, quarta, sexta e domingo ele diz que vai patar, diminuir.....diz q o unico a se prejudicar e ele e que eu ja o conheci assim.... quando eu o conheci ele nao era desse jeito e nos primeiros 4 anos de casamento ele so ficava bebado no carnaval e no natal.....sera q o melhor e a separaçao??? Qndo ele morava no RJ e eu aqui no RN minha vida era tao tranquila......hoje em dia eu trabalho, sou tec segurança do trabalho, minha familia me ajuda muito e e por isso que as bebedeiras dele nao influencia para faltar alguma coisa em casa, sei que poderiamos ter mais qualidade de vida, mas ele diz que nunca vai parar de beber.......

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    1. Ele diz que nunca vai parar de beber = sua vida vai continuar assim ou melhor vai piorar, pois esse é o caminho "natural" do alcoolismo. Ele só vai tomar uma atitude (e nem todos conseguem isso, ainda por cima!) quando estiver perdendo algo muito valioso. Para alguns é a família, para outros a vida (como no caso do pai dele).
      Me parece que a solução é clara; separação. Realizá-la são outros quinhentos e você precisará de muita ajuda, inclusive terapêutica para manter a saúde mental e emocional de seus filhos, e a únião entre vocês.

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  78. Olá Adriana, parabéns pelo seu blog. Gostaria muito de sua ajuda, uma luz para meu desapontamento: a vida toda convivi com meu pai alcóolatra. Depois que ele morreu, minha mãe começou: ela agora está bebendo dia sim, dia não. Ela chega a cair e machucar de tão bêbada. Qd a gente pede pra ela não beber, ela se faz de vítima, nos fazendo sentir culpados. Todo fim de semana, todo Natal, Ano Novo, churrasco, aniversário , etc é um inferno, pq sabemos que ela vai beber e que vamos passar vergonha diante das outras pessoas. Por favor, Adriana, me diga, o que fazer nesta situação ? Ela não acha que tem problema, não acha que é alcóolatra. Um gde abraço e aguardo ansiosa sua resposta.

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  79. Meu nome é ANITA SMITH, eu estou aqui para espalhar essa boa notícia para todo o mundo , de como eu fiquei grávida depois de 14 anos de marriage.have conheci tantos lançador de magias devido a minha condição, mas sem sucesso , até que eu conheci um amigo que me apresentou a dreghogho o mundo grande lançador de magias que me ajudou com o poder de seus deuses e eu fiquei grávida pela primeira vez após 14 anos de casamento e eu dei à luz gêmeos Gabriel e GABRIELLA .... estou muito feliz por ser mãe now.Please não perca esta grande oportunidade .. se você tiver qualquer problema , entre em contato com o mundo maior lançador de magias através deste e-mail .. dreghogho@gmail.com ele também é especializada na resolução de outros problemas , incluindo os seguintes . :
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    obrigado

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  80. Ola Adriana, estava procurando uma ajuda e encontrei voce. Voce poderia me explicar se uma pessoa que bebe somente algumas vezes, mais aos fins de semana pode ser considerado alcoolatra? Meu marido bebe assim, enquanto nao acaba a cerveja ele não para, mas somente em festas e reunioes de familia, fora isso não. Trabalha normalmente, mas o que me entristece é que toda vez que isso acontece ele provoca brigas conosco, faz de tudo pra nos enfrentar, a mim e a meus filhos, se nao damos atenção ele se volta até pros cachorros, bem complicado, grita, xinga, humilha, e no outro dia acorda bonzinho, algumas vezes percebemos que ele se lembra do que fez, outras nao, e sempre ele tem diarreia no outro dia pela manha. Estou muito cansada e isso esta afetando a vida de meus filhos, ja passei por isso com o de 27 anos e agora vejo a mesma novela com a de 7. Não sei mais o que fazer, tenho ficado quieta pra nao ter brigas por eles, mas ele faz de tudo, muda da agua pro vinho, quando nao bebe, ele é amoroso com os filhos, trabalha muito, mas quando bebe se transforma em um monstro, so nao ha violencia fisica por enquanto, tenho medo até disso acontecer, ja tentei conversar com ele pra manerar ja que ele agora tem pressão alta, foi ao medico e me disse que o mesmo falou que ele pode continuar bebendo desde que tme o remedio da pressão? Ja estou na fase de ter medo de sair com ele porque sei que ao beber ele vai brigar conosco, nao saio mais de festas sossegada, ja saio nervosa e preocupada, mas ele nao entende que isso esta fazendo mal a todos. O que faço? A quem preocuro ajuda? como ajuda-lo? Isso é alcoolismo? Aqui em mina cidade nao tem al anon.

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    1. Isso é alcolismo. O que faz? O que sugeri acima várias vezes. Ninguém se cura se não quiser ser curado. Se ele não quer reconhcer seu problema, cabe a você tomar providências que tornaem sua vida saudável. Já demorou demais... Porque afetou a vida dos filhos mais do que poderia se você tivesse tomada uma atitude antes.

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  81. Eu sou esposa de um alcoólatra, estamos juntos a 7 anos e a poucos meses oficializamos nosso casamento no religioso. Temos um filho de 2 anos e uma menina de 17 anos que é do meu primeiro casamento, porém é criada como filha dele. Há pouco mais de um ano ele assumiu que era alcoólatra e a poucos meses aceitou tratamento, começou frequentando o AA e logo depois parou com a desculpa de se sentir pior depois das reunões do que quando entrava (acho até natural devido ao choque de realidade dos depoimentos compartilhados), a poucas semanas ele começou um tratamento em um hospital local, mas se recusa a voltar para o AA. Confesso que me enchi de esperanças que ele quisesse mesmo se tratar e que aceitasse a doença de fato, porém de 1 mês para cá ele se entregou de vez a bebida, bebe descontroladamente, some, desaparece, desliga o celular, dirige bêbado, e por muitas vezes tem um comportamento verbal agressivo, desumano, cruel comigo, demostra até um certo ódio e repulsa por mim em sua embriagues. Ele compromete o trabalho sem admitir que o faz, estamos atolados em dividas e hoje ele é o único sustento da casa, pois desde minha gravidez que foi muito delicada parei de trabalhar. Já fui várias vezes busca-lo em bares, inclusive nesse momento ele está dormindo bêbado eu com as duas crianças doentes em casa, fui busca-lo em um bar, ele veio para casa, fez o drama de sempre, que eu não sei o que ele passa, que ninguém intende a situação dele etc .. e quando eu pergunto o porque ele bebeu novamente ele simplesmente diz que é porque ele gosta. No dia seguinte sempre vem os sermões, as conversas, as discussões, ele sempre não quer ouvir, não aceita ser criticado, não aceita ouvir a realidade etc .. Realidade essa que ele está destruindo uma família linda, causando um trauma irreparável na mente de uma adolescente e de um bebê, quanto a mim então nem se fala, estou dilacerada, desesperada, acabada emocionalmente, por ve-lo chegar ao fundo do poço e nos levar junto com ele, porque essa é a verdade chegamos os 3 ao fundo do poço com ele. Ele não aceita ser internado e eu já não sei mais o que fazer, estou sem forças, fraca, frágil, com medo por mim, pelos meus filhos, pela nossa vida, inconformada por ver a família que tanto desejei e sonhei ser destruída por esse vício maldito. Muitos podem não concordar e apesar de eu mesma lutar e me perguntar se vale a pena tanto sofrimento, eu não quero deixa-lo, não quero vê-lo pior do que já está, não quero ver minha família destruída, quero ter forças para tentar lutar mais pela recuperação dele, não quero perder minha fé que isso seja possível, por amor a ele e essa família que é tudo o que tenho.

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    1. Duas coisas me saltam a atenção:
      1) que vocês chegaram ao fundo do poço > ele está arrastando todos juntos.
      2) que você não quer abrir mão da família e não quer vê-lo pior.
      Observe a resistência dele em continuar tendo uma vida amaldiçoadamente absurda e a tua resistência em aguentar... são feitos um pelo outro. Percebe? Não tem solução...

      Em primeiro lugar, vc deveria ter iso ao Al-Anon enquanto ele ia ao AA, porque vc precisa de apoio tanto quanto ele.
      Em segundo lugar, vc precisa ser mais humilde - assim como ele - e ver se realmente vc consegue salvar tudo, como deseja. Não é muita onipotência?
      Em terceiro lugar, se uma pessoa não está muito mal porque haveria de mudar? Como ele disse, beber lhe dá prazer, verdade. Se lhe dá prazer, porque parar? Ele está intoxicado pelo prazer que a bebida lhe dá e só irá parar, substituir a bebida, se tiver algo tão valioso quanto para por no lugar. Esse algo deveriam ser vocês. Portanto, seu marido precisa sim sofrer mais e mais, precisa chegar ao fundo do fundo do fundo do poço para levar o chacoalhão necessário para ele tomar uma decisão. No momento, ele não precisa tomar decisão alguma, porque vc não só o resgata dos bares como o aguenta.
      Enfim, há pessoas que não se dão muito bem com o AA, existe outro método, mas infelizmente não creio que tenha no Brasil. Veja aqui: http://www.psicologiadialetica.com/2013/03/vencendo-o-alcoolismo.html Mas, na falta de alternativas é o AA e pronto.

      Seu marido não precisa de uma mamãe que aguenta suas birras e malcriações, precisa de um pai que lhe dê um tranco.

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