11/04/2013

Trabalho e crescimento pessoal

Adriana Tanese Nogueira



Tudo na vida precisa mudar. Mas mudar não quer dizer melhorar, seria como imaginar que mudando de casa o casamento melhora (já encontrei um casal que tendo dinheiro para jogar fora comprou um sofá de nove lugares em couro para ver se o relacionamento melhorava! Não preciso dizer o resultado). O crescimento pessoal há de estar na base da tal mudança para que esta produza uma realidade de qualidade superior. 

Vejo muitos casamentos que não funcionam porque ficaram estancados na época em que tudo começou. Já se passaram dez, vinte anos e o modelo de relacionamento é ainda aquele de quando
os dois, jovens e inexperientes, deram início ao  namoro. A vida foi levando e muitos anos depois, ambos ou melhor um dos dois mais com mais frequência se sente infeliz. Antes de agarrar o touro pelos cornos, o casal tenta várias formas de mudanças que obviamente não modificam o núcleo do problema, que portanto continua. O núcleo do problema é a forma que cada um tem de se relacionar ao outro.

No âmbito profissional ocorre muitas vezes algo parecido. Em primeiro lugar, se o trabalho é visto somente como meio para “fazer dinheiro”, ele vai perder o encanto e se tornar maçante ou então vai virar uma neuróse histérica no caso em que renda lucro fazendo com que toda a vida da pessoa gire em torno dele sendo o resto desclassificado, incluindo filhos. Com a desculpa que se precisa sustentar a família, se esquece da família e se casa com a máquina-que-faz-dinheiro. Como se este pudesse depois comprar a família de volta. Já sabemos que não é assim, mas sair desse transe é o desafio dos desafios para muitos.
O problema é que o trabalho não haveria de ser um meio mas um fim em si mesmo (isso que disse antes de mim foi Karl Marx). Trabalho deveria ser a expressão da individualidade humana, cada um com a sua, cada um com o seu jeito, cada um com seu talento. E se o trabalho é uma manifestão criativa do indivíduo – porque qualquer trabalho pode dar asas à criatividade se realizado de forma individualizada e não mecânica – então naturalmente estará sob um constante processo de desenvolvimento assim como a natureza humana implica. 

Não paramos de crescer aos 15/18 anos. O crescimento humano haveria de continuar até o momento da morte – se é que para alí. Crescer é aprender coisas novas, é ser movidos pela curiosidade inata humana de saber e de descobrir. A cada novo conhecimento adquirido – em qualquer area que seja – crescemos como pessoas. Por outro lado, somente pessoas engajadas espontaneamente (porque é um prazer e não só uma obrigação) nesse processo é que têm aquela necessidade básica de saber mais, de explorar novos horizontes, de ir adiante.

Ir adiante na vida não equivale a ter mais dinheiro mas a se tornar pessoas “maiores”, mais adultas, maduras, preparadas, interessantes, abertas e atentas. Às vezes, entender mais de um assunto (seu casamento, seu trabalho, seu negócio, seus filhos…) requer experiência prática outras requer estudo, e muitas vezes ambos. Para fazer experiência é preciso se arriscar e sair da rotina; para estudar deve-se procurr cursos e meios aproriados, especialistas e orientações de qualidade. Nem sempre o caminho melhor para cada um é o mais batido, às vezes é necessário pesquisar e se venturar. Entretanto, toda vez que damos um salto desses estamos promovendo nosso desenvolvimento pessoal o qual vai se repercutir naquele profissional trazendo os frutos desejados. Parar é que não podemos.

Um comentário:

  1. Muito bom!!! Se possível fazer mais sobre o assunto ele e interessante!!!!!

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