07/08/2014


LANÇAMENTO NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Sábado, 30 de agosto de 2014 - 12h-14h Stand F698



Uma esplêndida história de amor encarnada nas malhas humanas de seu tempo,
um tempo difícil, conturbado e violento.
 

4 comentários:

  1. Adriana,

    ainda me lembro quando você fazia as pesquisas iniciais do seu livro e me contatou, acreditando que eu tivesse desempenhado um papel no drama do seu pai. É o que circula na web, tendo como fonte os sites e artigos da extrema-direita.

    Expliquei-lhe que as informações nas quais essa gente se baseia são os célebres arquivos secretos da ditadura: os relatórios das informações extraídas de presos políticos mediante as torturas mais bestiais.

    Mas, a brutalidade não encontrava correspondência na inteligência e na perspicácia: os companheiros, para ganharem fôlego, diziam qualquer coisa aos militares e eles acreditavam. Então, certamente terá sido algum torturado que me apontou como partícipe de um episódio do qual, em 1969, eu nem sequer tomara conhecimento.

    Recomendei algumas fontes úteis para sua pesquisa e acompanhei por uns tempos o seu trabalho de formiguinha, escrevendo aos poucos o livro e lançando cada capítulo num blogue criado especialmente para tanto.

    Depois outras lutas e outras prioridades me absorveram. Até que um dia você me surpreendeu com a notícia de que o "Acorda, Amor." estava pronto e prestes a ser lançado.

    Lê-lo foi, ao mesmo tempo, gratificante e doloroso. Pois você fez voltarem à vida personagens que foram muito importantes para mim quando, mal entrado na maioridade, enveredei pelos difíceis caminhos da luta armada e passei por situações igualmente dramáticas, sofrendo igualmente na pele as piores injustiças.

    Há pontos de contato entre a história do seu pai e a minha; ambos demos o melhor de nossos esforços pela causa e ambos fomos tratados miseravelmente.

    Também com as agruras das famílias dos militantes eu estava familiarizado, mas as que você narra me surpreenderam, principalmente quanto à dificuldade encontrada no exterior. Acreditava que na Europa a solidariedade teria sido maior, o abandono muito menor.

    Da mesma forma que meu "Náufrago da Utopia", o seu livro serve como advertência para os jovens que se dispõem a trilhar os caminhos da libertação dos homens: são árduos, sofridos e cheios de armadilhas. Em muitos casos, a ingenuidade se revela fatal.

    Cabe a cada um decidir, amadurecidamente, se quer correr todos esses riscos. Hoje, diante das mesmas opções, eu faria tudo de novo, pois aquilo por que lutávamos nos anos de chumbo continua sendo extremamente necessário e até fundamental para a sobrevivência da humanidade, ameaçada de ser destruída pela ganância e irracionalidade capitalistas.

    Mas, jamais repetiria os erros bisonhos que a imaturidade e a falta de informações me fizeram cometer.

    Seria providencial eu ter lido um livro como "Acorda, Amor." antes de me aventurar por terrenos tão minados!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada, Celso, pelas suas palavras! Obrigada pela presença e disponibilidade, pela determinação em nào deixar que a calunia abale sua dignidade e crença em si mesmo! Bravo!

      Excluir