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Mostrando postagens de Maio, 2015

Vídeo: O É A DIALÉTICA DAS IDEIAS

O LIMITE DA VIDA

Adriana Tanese Nogueira
A vida é limitada. Muita gente não se apercebe disso, sabe-o mentalmente, como uma verdade abstrata que não tem ressonância interna. Ainda não houve aquele “clic” interior que ocorre quando o pensamento se une ao sentimento correspondente. Pois é, a vida chega a um fim e, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai ter que acordar para isso.
Mas essa realidade que pode parecer triste e é em muitos sentidos, pode ser usada de forma empoderadora. Limites de tempo são impiedosamente úteis! Nos obrigam a escolher entre as muitas formas de passar esse nosso tempo aqui no planeta. O que faz sentido para nós? O que vale a pena? Afinal, esta é a grade pergunta: o que motiva e valoriza minha vida, esse meu tempo?
E, como somos, também, seres limitados, precisamos escollher o melhor para não perder tempo, vida, saúde, pessoas amadas, lugares importantes, interesses, e etc. “Melhor” quer dizer que o que quer que nós escolhemos precisa ser algo que vai nos dar um retorno. Algo qu…

MAGNÍFICA E TERRÍVEL ADOLESCÊNCIA

Adriana Tanese Nogueira
Nascer de novo, desta vez já grandes e, na verdade, grandes demais, com corpos que extrapolam a coordenação que por anos conseguiu-se conquistar. Pernas longas demais, braços remando pelo espaço, cabeças cheias de idéias, conhecimentos precoces, dúvidas, excitação, insegurança, perguntas sem respostas e respostas sem perguntas. Gigantescos pontos de interrogação pairam no ar. E o coração transbordando incompreensível quantidade de revolta, amor, ódio, medo, timidez, raiva, ansia e impulso. Vontade de viver, fazer, ser, chegar lá. Um "lá" que não se sabe bem onde fica...
A adolescência é um dos tempos mais delicados e complicados da vida humana. Por baixo da superfície despreocupada daquela criança crescida há galaxias sendo formadas e destruídas, vulcões arrotando paixões e altos pensamentos filosóficos sobrevoando o mundo desconhecido. Perguntas existenciais jamais verbalizadas e desejos infantis dos quais se tem vergonha ou orgulho.
Nesses anos alquími…

Vídeo: PROCASTINAR!

PSICANÁLISE REVOLUCIONÁRIA

Quando Freud descobriu uma nova forma de pensar os distúrbios nervosos estava abrindo uma estrada que levaria muito mais longe do que ele imaginava. O fato dele perceber que alguns problemas tinham raízes naquilo que uma pessoa havia reprimido (e esquecido), e que, trazendo à tona esses conteúdos, a pessoa se curava, levava a considerar a presença de um "outro" dentro da gente. Um "outro" que não se encaixa no "real" no qual está inserido e/ou não se conforma com este mesmo "real" - e é por isso reprimido, mas que deixa rastros: as consequências desagradáveis que o reprimido-não assumido produz.
A solução de Freud foi: vamos trazer à tona, isto é, trazer à consciência, tornar a pessoa consciente desses conteúdos e vamos dar a estes conteúdos um caminho de expressão, já que o propósito original supostamente não pode ser realizado. Nasce o conceito psicológico de sublimação: liberar conteúdos reprimidos gera energia que é então canalizada em realiz…

O MITO DO PAPAI E DA MAMÃE NECESSÁRIOS

A IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS

Adriana Tanese Nogueira
Ser diferentes é e sempre foi um problema. Apesar de toda a conversa moderna sobre o fato que cada um é um e apesar do ideal da diferença e da tolerância, estamos longe de ter alcançado, de fato, essa meta.
“É conhecida”, escreve Silvia Montefoschi (C. G. Jung. Un pensiero in divenire. Garzanti, 1985), “a importância do fator cultural na orientação do comportamento do indivíduo e no facilitar a estabelecimento de situações neuróticas.” (pp. 88-89)
Se é verdade que todos queremos ser “nós mesmos”, é também igualmente verdade que o sentido de nossa vida depende de estarmos inseridos numa comunidade humana, o que traz consigo a tentação ao conformismo, o que por sua vez leva frequentemente à estereotipização e repressão das diferenças individuais. Pertencer a um grupo porém não necessariamente significaria sermos todos iguais.
“Um ambiente cultural heterogêneo, aberto, que aceita e que reconhece como valor a originalidade do indivíduo e da conflitualidade da existênci…