15/02/2016

O AMOR ESTÁ ESCRITO NAS ESTRELAS

Apaixonar-se é um movimento do espírito, não do corpo. O que vemos no corpo é o que os olhos do espírito nos fazem enxergar. Com espírito quero dizer nossa alma, e está tem sua própria agenda de prioridades, valores, buscas e desejos. O outro pode combinar com aquilo que a alma deseja ou com suas prioridades apesar dos olhos do eu estranhar isso ou aquilo, ou mesmo não querer.

De fato não amamos e não nos apaixonamos por quem queremos: as coisas simplesmente acontecem. Como muitos devem observado, pode haver relutância por parte do eu em aceitar o que está acontecendo, porque paixão e amor são de alguma forma uma derrota do eu. Paixão e amor nos faz perder o controle, disto o eu não gosta. Mas é claro, que esta perda de controle é para um bem maior, mas não existe garantia de nada e enquanto isso “perdemos o controle” sobre nossa vida, nosso tempo, nossos desejos.

E uma vez que nos entregamos à paixão, nem sempre as coisas vão como o eu ou mesmo a alma gostariam. Até a alma pode ficar decepcionada porque apesar de as afinidades percebidas serem reais, elas não são a única característica da pessoa que encontramos. Há muitos outros aspectos dela (e nossos) que entrarão em jogo na relação e que vão ter que ser levados em consideração, se que queira ou não. É inevitável.

Cada um de nós é um pacote cheio de surpresas e não tem como saber quais são antes de abrir o pacote. Podemos sentir perfumes, ver coisas bonitas, ler nas entrelinhas, mas mesmo tendo bom julgamente há sempre surpresas que só podem ser reveladas no desenvolvimento da relação. Aos que se decepcionam e dizem “nunca mais” deve servir de consolo o fato que não se tem como ter conhecimento de antemão do que é e do que não é sem experimentar, e que somente tentando temos a chance de vencer.

O amor é um processo de crescimento mútuo. Duas almas se tocam profundamente em algum ponto de seu ser. Quanto mais profundo for o ponto tocado mais intensa será a ligação, e a partir dali os dois são chamados para uma jornadas juntos. Essa jornada não é somente a jornada de viver o dia a dia juntos,  de se comprometer um com outro, mas é sobretudo a jornada interior do crescimento mútuo. Não tem como estarmos numa relação de amor e não mudarmos. Mudar nem sempre é crescer.

Crescer dá trabalho e pode haver relutância em assumir esse trablho, o que é a maior razão dos problemas que ocorrem entre casais. Não se entende a direção do crescimento ou não se quer renunciar ao que parece  mais importante, ou mesmo se termina num jogo de poder. Crescimento aparece ser dominação de um sobre o outro, às vezes é isso mesmo então não é mais crescimento. Outras vezes, crescimento parece ser uma renúncia a algo muito pessoal, importante demais para nós, e então é preciso averiguar se estamos prontos e se conseguimos enxergar o futuro para além do passado. Crescimento é também sempre uma negociação que quanto mais sincera for mais frutos positivos irá produzir. Como diz C. G. Jung, a relação é sempre uma reação química entre dois elementos, ao encontrar-se ambos serão são transformados, formando um terceiro elemento que o produto deles, justamente a Relação.


Adriana Tanese Nogueira

Terapeuta Transpessoal, Psicanalista, Life Coach, Educadora Perinatal, Terapeuta Floral, Autora. Atendimento adulto, criança, casal e adolescente – Presencial, Skype, por telefone e por escrito. Boca Raton, FL +15613055321. www.adrianatanesenogueira.org.


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