11/10/2016

DE QUAL ENERGIA HUMANA NOS NUTRIMOS?

Se a matéria é energia, conforme a descoberta de já mais de um século, de Einstein, então nosso corpo é energia e emite energia de formas das quais não estamos conscientes. Sabemos também da física que há várias formas de energia: estática, cinética... e hoje se faz sempre mais evidente que é preciso reconhecer que há outra. Esta outra dimensão da energia não é mensurável pelos meios da ciência tradicional mas sua presença é indiscutível se somente prestarmos um pouco de atenção a como nos sentimos.

Se conseguirmos ir além dos gostos e preconceitos pessoais (tanto positivos quanto negativos) e observarmos o que nos acontece na relação com outra pessoa, vamos notar o seguinte efeito: nos sentimos mais leves ou mais pesados, energizados ou sugados e cansados. Esta sensação se transforma depois em sentimentos e pensamentos: se houver energização nossa visão de mundo tenderá a ser mais rosadas, por assim dizer; se tivermos sido sugados as coisas assumarão um aspecto mais sombrio. 

Essa ideia, familiar a muitos, encontrou um precário mais interessante respaldo indireto pela ciência. Membros do grupo de pesquisa biológica do Professor Dr. Olaf Kruse da Bielefeld University na Alemanha fizeram uma descoberta surpreendente que foi publicada dia 20 de novembro de 2012 no jornal online Nature Communications da renomada revista Nature. Como toda criança sabe, as plantas usam a luz para obter energia da terra e da água: este é o processo da fotosíntese. O que foi descoberto é que na falta desses recursos, uma planta – no caso a alga verde Chlamydomonas reinhardtii – tira a energia necessária das plantas vizinha. Soa familiar? 

Agora, segundo a médica Dra. Olivia Lee Bader, da qual não consegui seu texto original porém, o que acontece com as plantas marinhas se aplica também aos seres humanos. Faz todo sentido, não faz? Todos conhecemos essa sensação. Como partes de um sistema – família, amigos, trabalho, escola – estamos imersos nas redes invisíveis mas perceptíveis com um pouco de auto-observação de troca de energia. Nós mesmos somos como uma bateria carregada com voltagem diferente, que estejamos ou não conscientes disso. Quando nos concentramos na relação com uma pessoa, por exemplo estamos conversa com ela e portanto focados nela, nossa energia está também toda concentrada lá. 

Toda vez que duas pessoas interagem se produz uma troca de energia. Esta troca é maior quanto maior for o tempo que passamos em contato com a outra pessoa. Imaginem só o que acontece numa família! A energia trocada, ou seja nós mesmos na nossa dimensão energética, tem níveis diferentes de “qualidade”: é como qualquer “produto” do mercado, há os de alta qualidade e os de baixa. Nem sempre enconomizar, como bem sabemos, compensa. Assim como nem sempre  manter uma companhia para não ficar só compensa.

A qualidade energética depende do grau de consciência da pessoa. A consciência é algo que produz ordem e harmonia. Mesmo que num primeiro momento doa tomar consciência de algo, este é o único caminho para “botar ordem” na nossa casa interna e tomar as rédeas de nossa vida, que inclui nossos pensamentos, crenças, sentimentos, escolhas, etc. Consciência não tem nada a ver com crenças. A pessoa pode acreditar e declamar todas as melhores frases do universo e de todos os textos sagrados da terra e mesmo assim fazer mal aos que estão perto delas. 

Concluindo: ao ouvir outra pessoa, quem quer que seja, prestem atenção não só nas palavras e não só nas intenções conscientes da pessoa mas em como ela lhes faz sentir. Que tipo de horizonte se abre a partir do encontro com ela: é alegre e positivo ou é sombrio e desanimador?

Adriana Tanese Nogueira
Terapeuta Transpessoal, Psicanalista, Life Coach, Educadora Perinatal, Parenting Consultant, Mentor, Terapeuta Floral, Autora. Atendimento adulto, criança, casal e adolescente, individual e de grupo – Presencial, Skype, por telefone, Facebook. Boca Raton, FL +15613055321.  www.adrianatanesenogueira.org.

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