Pular para o conteúdo principal

O QUE SUA CASA REVELA DE VOCÊ: 6 SINTOMAS, 6 CURAS

As condições da casa em que vivemos espelham nossos sintomas psicológicos, dando a temperatura do bem-estar de quem nela mora. Vamos ver 6 sintomas:
1. Uma casa bagunçada reflete a confusão interna de quem a habita. A confusão relacionada à falta de prioridades claras e de direção: Para onde estou indo? Para onde quero ir?
2. Uma casa ordenada demais revela que seu habitante está preocupadíssimo em conseguir esconder ou controlar alguma coisa dentro dele que iria colocar as escolhas que fez até agora de cabeça para baixo.
3. Uma casa com onde há roupa velha e objetos não em uso estocados é o lar de quem tem energia estagnada em si. A pessoa está presa ao passado. Aparentemente ela vai adiante, mas muita energia está bloqueada, ou seja, ela não superou questões do passado que tem profunda relevância para ela.
4. Mas também a pessoa que se desfaz com muita rapidez de coisas e roupas é alguém que acha que pode cortar impunemente suas raízes e recomeçar do zero, como novo, no lugar de passar pelo difícil, mas importante, processo de digestão e superação. Aqui também perde-se energias. Estocar coisa velha ou jogá-las fora antes do tempo dá no mesmo: o resultado é energia presa, cansaço, falta de disponibilidade para novas experiências e, no final, depressão.
5. A casa com a televisão sempre ligada é o lar de quem se sente só... e foge de sua solidão. Preencher o silêncio com conteúdo qualquer nos distrai do que sentimos, mas também nos afasta da possibilidade de encontrarmos atividades que nos façam sentir mais felizes e realizados, inclusive da possibilidade de fazer novas amizades.
6. A casa barulhenta, onde muitas pessoas falam alto e ao mesmo tempo é o lugar onde o encontro é difícil. A proximidade cria ruído porque há uma dificuldade de se ouvir de verdade, de prestar atenção ao que temos para dizer e ao que o outro tem para dizer. Quando se fala muito alto é para sermos ouvidos. Geralmente a pessoa dominante da casa fala alto (cobrindo a voz dos outros) e quem quer conseguir ser ouvido tem que chegar a gritar. Isso é bem visível nas crianças: nem sempre sua gritaria é “normal”.
Queremos de uma casa que ela seja o espaço de renovação das energias, de encontro, harmonia, descanso e paz. Vejamos 6 passos para isso:
1. É importante que você pode as mãos na massa. Uma casa precisa da nossa energia, isso significa que precisamos limpá-la, mexer com as coisas, tocá-las, cuidá-las... amá-las.
2. Uma casa precisa prover renovação no corpo na forma de comida de qualidade, novamente: se você cozinhar é melhor do que comprar qualquer coisa para encher a barriga e se precisar comprar tenha critérios.
3. Uma casa precisa promover abrigo e segurança para que o corpo se renove. Portanto, precisamos de lares sem tensão e negatividade. O barulho excessivo e as brigas produzem adrenalina. Um lar deveria promove a liberação de ocitocina, o hormônio do amor.
4. Preparar as refeições juntos e partilhá-las é uma excelente forma de promover a comunhão (e a liberação de ocitocina).
5. Escolha conscientemente as cores e os cheiros de sua casa. Todos os sentidos precisam estar envolvidos.
6. Enfim, saiba quem entra e quem fica de fora de sua casa. A deusa da mitologia grega, Héstia, guardava o lar dos indesejados e estranhos para quem fosse o centro de união e força de seus membros.
Se quiser vivenciar a serenidade dessa energia centradora e apaziguadora marque na sua agenda: HESTIA Workshop, nessa quinta-feira, 5/10/2017, 6h30-8h30pm, Holistic Organic Wellness, Boca Raton, FL - USA. 561-3055321.

Adriana Tanese Nogueira

Psicanalista, filósofa, life coach, terapeuta transpessoal, inteprete de sonhos, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca em Boca Raton, FL-USA. +1-561-3055321 www.adrianatanesenogueira.org

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que fazer com um marido alcóolatra?

NOTA: Pessoal, estou com dificuldade em responder às suas perguntas porque a página está ficando "longa" demais, por isso criei esta outra página (O que fazer com um marido alcoólatra 2) para conversarmos por lá, ok? O Blogger está "em crise": comentários demais! O problema é graaaande, certo? Abraço, A.


"Bom dia Adriana,
Gostaria muito de um conselho, se é que isso é possível.
Em uma das minhas inúmeras buscas na internet por uma luz, um consolo para essa minha vida miserável de esposa de alcoólatra, estava lendo um texto seu "O que fazer com um pai alcoólatra" e resolvi lhe escrever.
Acho que eu e meus filhos é que estamos no fundo do poço. Meu casamento de 19 anos, um casal de filhos e a cada dia que passa fico mais perdida e desiludida. Já perdi a esperança de um dia viver em paz com meus filhos. Tenho aguentado tudo isso por eles. Meu filho mais novo (12 anos) gosta muito do pai e acho que não suportaria se eu o abandonasse. Fico nesse dilema: será q…

O que fazer com um pai alcóolatra

Adriana Tanese Nogueira 
Um leitor, após ler meu texto "Obsessores: quem como e por quê" me escreveu pedindo aconselhamento a respeito de seu pai. Infelizmente, o email acabou sendo deletado pelo sistema e respondarei a S.L. por aqui.
Em primeiro lugar, alcoolismo é alcoolismo mesmo quando a crise, resultado da bebida, acontece uma vez por ano. Que a pessoa beba todos os dias ou de vez em quando (como muitos gostam de chamar com um eufemismo, "socialmente") não importa. Deve-se atentar para o desfecho. O não-alcoólatra quando bebe muito passa mal, o alcoólatra tem uma crise violenta, exagerada, "possessa".

Alcoólatras agridem verbalmente as pessoas que mais amam, quanto mais próxima for a pessoa mais esta sofrerá. A agressão pode ser física ou verbal, mas é sempre de nível extremamente baixo. Parece que o objetivo do alcoólatra é acabar com o outro, frantumar sua auto-estima, afogá-lo na culpa, rasgar-lhe qualquer dignidade. Após ter vomitado violentemente t…

Manipuladores

Adriana Tanese Nogueira
Há dois tipos de manipuladores: os maquiavélicos e os “bonzinhos”. Os primeiros sabem o que estão fazendo, os segundos “não sabem que sabem”. em ambas as categorias há uma gradação de consciência que vai da nível mais consciente (a pessoa está perfeitamente desperta) para aquele parcialmente ou totalmente “distraído”, que é de quem faz “sem perceber”.
O maquiavélico em sentido estreito é aquele indivíduo que, determinado em alcançar sua meta, toma as medidas necessárias mesmo que tenha que enganar o outro, porque, como ensinou Machiavel, “o fim justifica os meios”. O manipulador maquiavélico é esperto,  oportunista, calculador e rápido no agir. Como, porém, nem todo mundo é dotado da inteligência afiada de um Maquiavel, mas não deixa de ser oportunista, há muitas pessoas que manipulam os outros e as situações tentando, ao mesmo tempo, se escondendo de si mesmos. Se trata de uma complicada acrobacia mental que leva à neurose. É como se uma mão “não soubesse” o que …