Testemunhos

Após um ano de terapia, vejo que somente boa vontade não é suficiente para dar uma boa orientação aos nossos filhos. A minha mãe foi extremamente ausente. O exemplo familiar que tive foi muito ruim. Muita briga, violência psicológica, machismo, submissão feminina. Tanto eu como meus irmãos crescemos em meio a muita carência afetiva e insegurança. O nosso lar era sinônimo de inferno. Então, por mais que eu tivesse boa vontade e determinação em fazer tudo diferente com a minha filha, eu não sabia por onde começar. É muito difícil dar o que não se tem. Eu não tive um bom exemplo de educação, amor,
carinho e compreensão. Quando comecei a terapia, estava na mesma situação em que a minha mãe se encontra há 35 anos. O meu casamento era péssimo, com um homem extremamente imaturo e sem profissão. Nossa convivência era terrível e toda a responsabilidade com casa e a nossa filha pesava sobre as minhas costas. E, apesar de toda a insatisfação, eu me esforçava para ser submissa e fazer a nossa relação dar certo.
Foi esse o exemplo que eu tive. Mas não era essa o futuro que eu queria para a minha filha. E somente na terapia eu entendi que se eu quero um futuro diferente para a minha Luiza, eu tenho que começar a mudança em mim... mudando o meu exemplo. Se eu quero que ela seja uma pessoa livre, satisfeita, coerente e feliz, eu mesma tenho que ser. Além disso, a Adriana me ajudou a encontrar a minha própria forma de maternar. Que não é a forma da minha mãe e, também, não é forma escravizante que a sociedade nos exige. Ela me ajudou a mudar o meu olhar sobre a minha filha. Educar uma criança é uma responsabilidade gigante, pois os pais podem ser responsáveis por muito sofrimento e dor no presente e no futuro, mesmo sem querer. Hoje, um ano depois, eu sou uma pessoa muito melhor e a Luiza uma criança muito mais feliz. Estou segura de que sou capaz de guiá-la, dando limites, sem destruir sua personalidade... dando liberdade, sem deixar que ela se perca.
Obrigada, Adriana! :) 

Aline Costa
Pós-Doutoranda - Laboratório de Analgesia e Dor - ICB/UFMG

Obrigada por tudo, sempre! Muito bom saber que vc existe pra mim e pro mundo, Adriana!
Fernanda, Rio de Janeiro.

Adriana, preciso de vc para me ajudar a entender a complexidade da vida... Passei aqui só para expressar meu amor. Obrigada.
Tereza, São Paulo

...preciso te dizer que o teu livro 'Emponderando as Mulheres' (que está TODO rabiscado no meu criado-mudo) foi muito, muito importante para os meus questionamentos.
Cariny, Cacoal (RO)

Vc foi muito importante nesse processo de mudar o final de meu 2011 e começar um 2012 diferente. Foi fundamental, imprescindível. Muito obrigada!
Rosinete (MG)

5 comentários:

  1. Adriana,
    Meu nome é Carla e estou desesperada sem saber o que fazer. Preciso de uma orientação sua. Moro em BH, então como posso te enviar uma carta ou email?

    Grata e um abraço!

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    1. Olá Carla, pode entrar em contato comigo por email: adrianatnogueira@uol.com.br de modo a marcamos uma sessão e podê-la assim ajudar. Abraço.

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  2. Eu também busquei a terapia para ser uma mãe que eu não tive aprender a poder assim reescrever a minha história

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  3. Vivo com um alcoólatra há 18 anos! Ao longo desse tempo,fiz de tudo p tentar ajudá-lo a tratar. Houve um período em que ficou por 3 anos e meio sem por uma gota de álcool na boca. Depois,voltou c tudo. Ele já chegou a ficar por uma semana fora de casa,dormindo dentro de carro,bebendo o dia e a noite inteira,sem sequer se importar c trabalho ou família. Voltou p casa imundo,fedendo! Isso continua. Fica 3,4 dias fora de casa. Já bateu o carro algumas vezes. As vezes,volta de madrugada p casa,e qdo vou ver está dormindo dentro do carro em frente a nossa casa! Já chegou a gastar todo o pagamento em bebida e jogo de baralho. Ele não se aceita como alcoólatra! Não encara isso como doença! Não acredita que precisa de ajuda,pois diz que pode parar qdo quiser! Já se envolveu com prostitutas. Sei pq achei no carro um num de cel e liguei p saber. Ela contou-me tdo. Disse q ele a pegou no centro da cidade,foram a um motel e q ele estava mto bêbado. Que não tiveram relações,devido ao seu estado e que ele apenas desabafava c ela. Que não era a primeira vez q ele frequentava esta rua,sempre bêbado! Temos 3 filhos. Não trabalho. Não sei mais nem o que sinto por ele. Raiva...pena...compaixão...

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